Com sua terceira temporada lançada hoje (19), “La casa de papel” vive um paradoxo: ela tem tudo o que as antecessoras não tinham. Para o bem e para o mal.
Com excessos perdoáveis pelo carisma dos personagens e a adrenalina da missão, a série de orçamento limitado produzida pela emissora espanhola Antena 3 virou sucesso mundial ao entrar na Netflix em 2017. Precisava de uma continuação? Não. Mas é difícil ignorar a projeção que ela ganhou.
Em uma das cenas, o Professor (Álvaro Morte) mostra ao grupo imagens de protestos pelo mundo com as máscaras de Dali e o macacão vermelho como símbolo do sucesso. A produção usou imagens de protestos reais, inclusive no Rio de Janeiro.
Na nova casa, há mais recursos. Segundo o criador da série, Alex Pina, eles gravaram sem limite de orçamento por episódio. O resultado está em dois aspectos: o salto de qualidade técnica, com cenas filmadas por muitos ângulos; e na expansão do cenário claustrofóbico da casa da moeda, com passagens por Panamá, Argentina, Indonésia, Filipinas e Itália.
Mas há uma perda substancial: o fator surpresa. A missão agora não é tão instigante. Milionários e vivendo em pequenos paraísos, os integrantes do grupo se juntam para resgatar Rio, capturado após uma burrada.
Com G1