Além da população que ocupa há oito dias o portal de entrada de Marechal Cândido Rondon como forma de protestar acerca dos aumentos no valor do óleo diesel e mantém, de forma independente à Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), uma paralisação em diversas estradas da região, ontem (28) um novo ato de apoio aos caminhoneiros reuniu em torno de 200 pessoas no local.
Desta vez, a população do município de Quatro Pontes, de Nova Santa Rosa e do distrito toledano de Novo Sarandi vieram até o município rondonense para apoiar a classe. Empresários, prestadores de serviços, membros de entidades de classe e da sociedade civil concentraram-se às 16 horas no Posto Trovão Azul e, em seguida, caminharam até o portal de Marechal Rondon. Um grupo de ciclistas veio pedalando de Novo Sarandi até o município para dar apoio à causa.
No encontro do grupo, que fechou o trevo de acesso a Marechal Rondon e BR-163, o Hino Nacional foi entoado e foram feitos alguns pronunciamentos por autoridades presentes. O microfone também foi aberto a populares para que manifestassem sua opinião sobre a atual situação vivida pela população.
Além do presidente da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Rondon (Acimacar) Gerson Froehner, e da Associação Comercial e Empresarial de Quatro Pontes (Aciquap), Diogo Borchert, entre as autoridades presentes estiveram o prefeito de Quatro Pontes, João Laufer, o caminhoneiro e porta-voz dos grevistas, Roberto dos Santos (Beto) e o padre da Igreja Católica Sagrado Coração de Jesus, Solano Tambosi.
Organizada pela Aciquap, a reunião de quatro-pontenses e rondonenses contou com 150 moradores de Quatro Pontes, cerca de 30 nova-santa-rosenses e 20 moradores de Novo Sarandi. “Como promotora do ato, a Aciquap só tem a agradecer o empenho de todos os caminheiros e agricultores que estão lutando por essa causa e por estarem aqui buscando um benefício que será em prol de todos e não apenas deles. Esse manifesto não é só pelo combustível, mas por causas que prejudicam a todos os brasileiros”, enfatizou Borchert.
O presidente da Acimacar enfatizou que o movimento agora, mais do que uma pauta dos caminhoneiros, se tornou uma pauta de toda a população. “Pedimos muita consciência dos nossos amigos caminhoneiros também porque a situação está caótica. Temos que ter muita responsabilidade. Como cidadãos, queremos um país melhor e precisamos ter responsabilidade. Vamos levar para o lado positivo, de reflexão e consciência, pois essa mudança depende de nós, do cidadão, mas temos que tomar cuidado com o que estamos pedindo porque queremos a mudança do nosso país e não que ele quebre”, enfatizou Froehner.
Como porta-voz dos caminhoneiros, Beto novamente frisou a importância do envolvimento de outras classes e da sociedade civil na paralisação para fortalecer o movimento. “Parece que ontem (domingo, 27) ia sair algo, mas não saiu. Então vamos ficar aqui até o fim, não sei quando vai ser o fim, mas vamos ficar”, enfatizou.
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