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Marechal Rondon é destaque regional na doação de leite materno

1ª Conferência do Programa de Aleitamento Materno (Proamar) contou com a presença de autoridades, médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, técnicos de enfermagem, integrantes do Rotary 25 de Julho, dentre outros (Foto: O Presente)

Incentivar o aleitamento e a doação de leite materno por meio de capacitações e difusão de informações. Este é o objetivo de uma iniciativa encabeçada pelo Hospital Rondon, Hospital Bom Jesus de Toledo, Rotary Club Marechal Cândido Rondon 25 de Julho e Rotaract Club, com o apoio da prefeitura rondonense, por meio da Secretaria de Saúde.

No último dia 20, foi realizada a 1ª Conferência do Programa de Aleitamento Materno (Proamar). O evento aconteceu na Casa da Amizade e contou com a presença do prefeito Marcio Rauber, coordenadora da Atenção Primária e Básica em Saúde, Raquel Rech, enfermeira-chefe do Hospital Rondon, Angelita Taffarel, além de outras autoridades e membros do Rotary 25 de Julho, presidido por Vilmar Krenchinski.

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Na oportunidade, houve uma capacitação sobre aleitamento materno ministrada pela nutricionista Helena Meyer e pela enfermeira responsável pelo Banco de Leite do Hospital Bom Jesus, Maria Pauli. O público-alvo foram agentes comunitários de saúde, técnicas de enfermagem do município, médicos do programa Mais Médicos, funcionários do Hospital Rondon, além de estagiários do curso técnico de enfermagem do Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta.

A nutricionista e a enfermeira repassaram aos profissionais da saúde informações sobre aleitamento materno, bem como a forma de orientação e o manejo para fazer a doação de leite. De forma prática e lúdica, as profissionais usaram um seio feito de crochê para demonstrar os cuidados com a mama, formas de amamentação, dicas para as mães puérperas e mais ativamente orientações de como proceder com a doação do leite materno, desde sua captação até a entrega ao Banco de Leite.

Segundo Helena Meyer, o estoque atualmente é considerado satisfatório e atende à demanda da UTI neonatal do Hospital Bom Jesus, mas, de acordo com ela, se a doação aumentar será possível atender também as mulheres que estão em casa e com dificuldades ou com algum problema para amamentar.

 

PARCERIA

O presidente do Rotary Club 25 de Julho, Vilmar Krenchinski, relembrou que há sete anos o Proamar está sendo desenvolvido em parceria com o Hospital Rondon e Hospital Bom Jesus. Segundo ele, a instituição tem procurado ampliar ainda mais a arrecadação de leite. Krenchinski relata que a busca por mais doações acontece através das capacitações dos profissionais, bem como a confecção de panfletos informativos.

Uma nova etapa do projeto se dará com a divulgação para a doação dos potes de vidros que são utilizados para o armazenamento do leite captado. Também há a necessidade da ampliação das atividades em Marechal Rondon, tendo em vista que o Hospital Municipal Dr. Cruzatti começou a realizar partos e, com isso, houve aumento pela demanda de leite materno.

Segundo a nutricionista, a conferência só aconteceu por conta do Rotary. “Eles nos chamaram para desenvolver a palestra. Então viemos falar do aleitamento materno para incentivar os multiplicadores que são os profissionais, que é a linha direta que está com a mãe e bebê”, reforçou.

 

Nutricionista Helena Meyer e a enfermeira responsável pelo Banco de Leite do Hospital Bom Jesus, Maria Pauli, realizaram capacitação sobre aleitamento durante a 1ª Conferência (Foto: O Presente)

 

MARECHAL RONDON E A DOAÇÃO DE LEITE

Conforme Helena Meyer, Marechal Rondon é hoje um dos municípios onde há mais doação de leite materno dentre as demais cidades da 20ª Regional de Saúde. No último mês o município foi responsável pela doação de 24 litros.

Atualmente, o trabalho desenvolvido consiste em repassar as orientações às mães, fazer o recebimento do leite e enviar a doação para o Banco de Leite de Toledo, onde ocorre o processo de pasteurização para que o material possa ser utilizado. “Esses números só são possíveis graças ao empenho e participação das instituições de saúde que buscam incentivar e viabilizar o processo da doação do leite”, salienta.

Um dos locais que contribuem com o estoque do Banco de Leite é o Hospital Rondon, do Grupo Sempre Vida. Segundo a enfermeira-chefe Angelita Taffarel, a instituição está com a doação ativa. Além de receber a doação de três mães, existe a promoção de um trabalho dirigido com todas as mães que fazem o parto no Hospital Rondon.

Para tanto, a unidade conta com uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, que é responsável por encaminhar o leite captado pela instituição até o Banco de Leite de Toledo. “Temos um freezer no Hospital Rondon que armazena todo o leite que recebemos. Uma vez por semana a Secretaria de Saúde faz o encaminhamento para o Banco de Leite”, expõe.

Para a enfermeira, o trabalho em conjunto é importante para que o projeto tenha sucesso. Ela relembra que o Hospital Rondon foi o parceiro número um quando o Proamar iniciou, em 2012, sendo ela uma das profissionais que mediou o trabalho no município a partir de visitas nas unidades de saúde, entrega de materiais de divulgação e dos vidros para o armazenamento do leite.

Angelita reforça o envolvimento do Rotary para retomar este trabalho, pois por alguns anos o projeto ficou sem ter ações tão práticas. “Se temos uma média de 40 nascidos vivos por mês no Hospital Rondon, mais uns 30 a 40 no Hospital Cruzatti, então há cerca de 70 a 80 mães que podem ser possíveis doadoras. Se cada um fizer a sua parte, com orientação, com trabalho dirigido, em todas as unidades, tanto enfermeiros, os técnicos em enfermagem, os agentes comunitários de saúde, todo mundo integrado, com certeza conseguiremos aumentar mais ainda a demanda”, incentiva.

 

Enfermeira-chefe do Hospital Rondon, Angelita Taffarel: “Se temos uma média de 40 nascidos vivos por mês no Hospital Rondon, mais uns 30 a 40 no Hospital Cruzatti, então há cerca de 70 a 80 mães que podem ser possíveis doadoras” (Foto: O Presente)

 

PROJETO NUTRIZ: “MULHER QUE AMAMENTA”

A Estratégia Saúde da Família (ESF) do Bairro Botafogo desenvolveu um projeto diferenciado para facilitar a coleta do leite doado, chamado Projeto Nutriz. A palavra nutriz significa “mulher que amamenta”.

A agente comunitária de saúde Andiara Peixoto, que é coordenadora do projeto, diz que a iniciativa surgiu após uma demanda do próprio bairro. Segundo ela, houve o caso de uma mãe atendida pela ESF do Botafogo que teve seu bebê prematuro e foi necessário o encaminhamento a Toledo para que o filho recebesse leite materno. “Foi então que pensamos que o bairro tem uma quantidade grande de gestantes e puérperas e seria interessante se fizéssemos um projeto de doação de leite materno”, destacou.

A agente comunitária acrescenta que após a ideia a equipe da ESF foi até o Hospital Bom Jesus para conhecer a história e a importância da doação do leite materno excedente. Em seguida à visita, houve a decisão em implantar o projeto.

O Nutriz funciona da seguinte maneira: uma equipe da ESF faz visita para as mães e leva os vidros de armazenamento, além de repassar orientações sobre os procedimentos que devem ser adotados para fazer a coleta do leite. Após uma semana, a equipe passa para recolher o leite congelado e, com uma caixa térmica, encaminha a doação para a Secretaria de Saúde, que posteriormente leva para o Banco de Leite de Toledo. “Esse é o diferencial para conseguirmos tantas doadoras”, garante Andiara.

A ESF do Bairro Botafogo possui ainda um grupo de gestantes chamado “Amor Maior”. No grupo, a equipe fala com as gestantes sobre o projeto Nutriz, a importância da doação de leite excedente e a importância do aleitamento materno.

 

Agentes comunitárias de saúde Andiara Peixoto e Angélica Bayer, do programa Estratégia Saúde da Família do Bairro Botafogo: “Pensamos que o bairro tem uma quantidade grande de gestantes e seria interessante se fizéssemos um projeto de doação de leite materno” (Foto: O Presente)

 

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