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Ministério da Saúde dispara alerta de aproximação da cepa indiana para região Sul; variante tem maior capacidade de transmissão

calendar_month 17 de maio de 2021
5 min de leitura

O Ministério da Saúde disparou um alerta para os três Estados do Sul sobre a aproximação da nova cepa indiana do coronavírus, detectada na Argentina, país que faz fronteira com a região.

Secretários de Saúde demonstram preocupação de a cepa furar os bloqueios brasileiros e o risco com o surgimento da P.1, em Manaus, que fez o sistema hospitalar colapsar, com a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ultrapassando 100% em várias Capitais.

Segundo os secretários, a chance dessa situação se repetir com a possível chegada da variante indiana é muito grande.

Médicos e cientistas de todo o país têm demonstrado preocupação com a possível chegada da variante B.1617, originada na Índia e ainda sem registro no Brasil, que teria capacidade de transmissão maior do que a cepa original do vírus.

 

HOMENS E IDOSOS

Homens e idosos são as principais vítimas de casos graves e mortes por Covid-19, segundo estudo que avaliou 178 mil pacientes no Brasil, sendo 33 mil com diagnóstico confirmado para a doença. Embora já fosse sabido que esses dois grupos eram mais suscetíveis ao novo coronavírus, é a primeira vez que essas constatações são apresentadas de maneira sistematizada, com análise de parâmetros laboratoriais de amostras de uma grande quantidade de pessoas em uma única pesquisa.

Os resultados do estudo, liderado pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), Helder Nakaya, e com a participação do pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia, Bruno Bezerril, foram descritos em artigo publicado no International Journal of Infectious Diseases. Além deles, a pesquisa também contou com especialistas de diversas instituições nacionais e internacionais.

Os resultados do estudo foram divulgados nesta segunda-feira (17) na página da Fiocruz. Os cientistas estabeleceram um perfil laboratorial dos pacientes, com a contagem completa de células sanguíneas, eletrólitos, metabólitos, gases no sangue arterial, enzimas, hormônios, biomarcadores de câncer, dentre outros.

Os resultados revelaram que pacientes idosos do sexo masculino têm valores laboratoriais significativamente anormais, incluindo marcadores inflamatórios mais elevados, em comparação com mulheres idosas. Biomarcadores de inflamação, como a proteína C reativa e ferritina, eram mais altos especialmente em homens mais velhos, enquanto outros marcadores, como testes de função hepática anormais, eram comuns em várias faixas etárias, exceto para mulheres jovens.

O estudo mostra, por exemplo, que pacientes com covid-19 podem apresentar complicações diferentes, como deterioração do fígado ou dos rins, inflamação sistêmica e coagulopatias, que podem ter resultados diferentes, na comparação entre homens e mulheres. “Enquanto 50,4% dos paciente homens com covid-19 mostraram evidência de coagulopatia, somente 39,7% das pacientes mulheres tiveram essas anormalidades. Quando somente pacientes em CTI foram considerados, os números aumentaram para 91,3% (em homens) e 82,8% (em mulheres)”, aponta o estudo.

Segundo os autores do estudo, por ser uma infecção multissistêmica, os pacientes com a forma grave da covid-19 passam por um processo chamado tempestade de citocinas, que é um indicativo de descontrole da inflamação. Isso acontece quando o corpo perde a capacidade de parar esse processo que combateria a doença, desencadeando problemas gravíssimos.

Uma hipótese levantada pelo estudo é de que pacientes mais idosos e do sexo masculino têm tendência a ter um descontrole maior da inflamação por conta dessa tempestade de citocinas. Homens e mulheres apresentaram alterações no sistema de coagulação e níveis mais elevados de neutrófilos, proteína C reativa, lactato desidrogenase, entre outros. Estas alterações foram substancialmente afetadas com o aumento da idade, e o impacto da idade se mostrou mais relevante em homens do que em mulheres.

 

MORTES

As mortes pelo novo coronavírus subiram para 436.537, conforme a nova atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta segunda-feira (17). Nas últimas 24 horas, foram registrados 786 novos óbitos. 

Há 3.704 mortes em investigação. Isso ocorre porque há casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

A quantidade de pessoas que tiveram covid-19 foi para 15.657.391. Entre ontem e hoje, foram confirmados por autoridades de saúde 29.916 diagnósticos positivos.

Ainda há no país 1.068.421 casos em acompanhamento. O termo é empregado para as pessoas infectadas e com casos ativos de contaminação pelo novo coronavírus.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 desde o início da pandemia totalizou 14.152.433. Isso equivale a 90,4% do total de pessoas que foram infectadas com o vírus.

Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados. Às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (17.05.2021).
Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (17.05.2021). – Ministério da Saúde

Estados

ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (104.295). Em seguida vêm Rio de Janeiro (48.024), Minas Gerais (37.557), Rio Grande do Sul (26.724) e Paraná (24.792). Já na parte de baixo da lista, com menos óbitos, estão Roraima (1.571), Acre (1.620), Amapá (1.622), Tocantins (2.727) e Alagoas (4.508).

Em número de casos, São Paulo lidera com 3.096.845, seguido por Minas Gerais (1.465.668), Rio Grande do Sul (1.032.330) e Paraná (1.025.645). Os estados com menor número de casos são Acre (80.561), Roraima (100.084) e Amapá (109.272).

Vacinação

Até o momento, foram distribuídos a estados e municípios 85,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 53,2 milhões de doses, sendo 36 milhões da 1ª dose e 17,1 milhões da 2ª dose.

 

Com CNN e Agência Brasil

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