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Geral Doença em alta no Brasil

Ministério da Saúde emite alerta sobre febre oropouche

Paraná e outros 12 estados registraram casos até o momento. Sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya

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(Foto: Flávio Carvalho/ Fiocruz)

O Ministério da Saúde fez um alerta para o aumento e a disseminação da febre do oropouche no Brasil. Com um total de 5.102 diagnósticos confirmados, a situação demanda atenção especial de todos.

Entre os casos registrados até o momento, 2.947 estão no Amazonas e 1.528 em Rondônia. No entanto, já há ocorrências em outros 11 Estados: Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná.

O que é a febre de oropouche?

A febre oropouche é uma doença tropical transmitida por mosquitos, causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV).

A transmissão ocorre através da picada de mosquitos infectados, que inicialmente se alimentam de indivíduos ou animais já portadores do vírus.

Ciclos da doença

  • Ciclo silvestre: neste ciclo, animais como bichos-preguiça e macacos atuam como hospedeiros naturais. Mosquitos como Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus podem carregar o vírus.
  • Ciclo urbano: aqui, os seres humanos são os principais hospedeiros. O mosquito Culicoides paraenses, também chamado de maruim, é o vetor principal deste ciclo.

Identificado pela primeira vez no Brasil em 1960, o vírus da febre oropouche foi isolado de um bicho-preguiça na região da Amazônia. Desde então, casos esporádicos e surtos têm sido relatados, especialmente em estados da região Norte.

Quais são os sintomas da febre oropouche?

Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya:

  • Febre alta de início súbito;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dores nas costas e lombares;
  • Dor nas articulações;
  • Tosse e tontura;
  • Dor atrás dos olhos e erupções cutâneas;
  • Calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos.

Como tratar oropouche?

Não há tratamento específico para a febre oropouche, mas o acompanhamento médico pode mitigar os sintomas através de medicação sintomática.

Além disso, não há medicamentos antivirais específicos para essa doença. Aqui estão as principais orientações para tratar a febre oropouche:

  • Hidratação: é essencial manter-se bem hidratado, consumindo bastante água, sucos e líquidos isotônicos. A hidratação ajuda a prevenir complicações como a desidratação, que pode ocorrer devido à febre alta e à perda de líquidos.
  • Controle da febre e dor: analgésicos e antipiréticos como paracetamol e dipirona podem ser utilizados para aliviar a febre e a dor. É importante evitar o uso de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (aspirina), especialmente em crianças, devido ao risco de síndrome de Reye.
  • Repouso: o repouso é fundamental para permitir que o corpo se recupere. Evitar atividades físicas intensas durante o período sintomático é recomendado.
  • Monitoramento dos sintomas: acompanhar a evolução dos sintomas é crucial. Se houver agravamento ou surgimento de novos sintomas, como dificuldade respiratória, sangramentos ou confusão mental, é importante procurar atendimento médico imediatamente.
  • Cuidados gerais: manter uma alimentação equilibrada e saudável pode ajudar no processo de recuperação. Além disso, é importante evitar a exposição a mosquitos para não transmitir o vírus a outras pessoas e prevenir novas picadas, utilizando repelentes e mosquiteiros.
  • Acompanhamento médico: mesmo que a maioria dos casos de febre oropouche sejam autolimitados e resolvam sem complicações, o acompanhamento médico é fundamental para garantir que a recuperação esteja ocorrendo de forma adequada e para descartar outras possíveis causas dos sintomas.

Se você ou alguém que conhece estiver com sintomas suspeitos de febre oropouche, é importante procurar orientação médica para um diagnóstico correto e para receber as orientações adequadas sobre o manejo da doença.

Quantos dias dura a febre oropouche?

A febre oropouche geralmente tem um curso autolimitado, com os sintomas durando de 4 a 7 dias. Os principais sintomas, como febre alta, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações, tendem a surgir de repente e podem ser bastante intensos, mas começam a diminuir após o pico inicial.

É importante lembrar que, embora a febre e os sintomas associados costumem durar cerca de uma semana, alguns pacientes podem experimentar fadiga e mal-estar por um período mais prolongado após a resolução dos sintomas agudos.

Como se prevenir da febre oropouche?

Com o avanço da febre oropouche para outras regiões do país, medidas de prevenção se fazem ainda mais necessárias. Reduzir a exposição aos mosquitos, usar repelentes e instalar telas em janelas acabam sendo ações recomendadas.

O Ministério da Saúde enfatiza a importância de notificações rápidas de casos suspeitos para monitoramento e controle efetivos da doença, principalmente nas regiões mais afetadas como a Amazônia e Rondônia, além das outras áreas agora atingidas.

Entender os vetores, o meio de transmissão e os sintomas da febre oropouche são passos fundamentais para combater a proliferação desta doença no Brasil.

Com Catraca Livre

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