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Ministro da Agricultura Wagner Rossi pede demissão

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão no início da noite de ontem (17), após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta que comandava. A carta de demissão foi publicada no site do ministério. Na carta, Rossi agradeceu a “confiança” que recebeu da presidenta Dilma Rousseff e classificou de “mentiras” as denúncias contra ele. “Minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra”, afirmou.

Na carta, Rossi relaciona as medidas e ações que adotou no ministério, mas ressalvou que durante os últimos 30 dias enfrentou “uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública”.

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O ministro se disse vítima de uma “campanha insidiosa” e afirmou que a imprensa ignorou “solenemente” as respostas e documentos comprobatórios que apresentou a cada acusação. “Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas ‘denúncias’ para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro”, escreveu.

Sem mencionar nomes, Rossi disse que houve tentativa de chantagem de colaboradores acusados de irregularidades, que, segundo afirmou, seriam poupados se fizessem acusações contra ele.

Conforme um assessor da vice-presidência, que pediu para não ser identificado, Rossi procurou na tarde de ontem o vice-presidente Michel Temer, seu padrinho político, e disse que levaria a carta de demissão para a presidenta Dilma. O assessor afirmou que os dois foram até o gabinete da presidenta e o então ministro formalizou sua decisão.

Suspeitas

Nesta semana, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar as denúncias de suposta corrupção no ministério. Há suspeitas de direcionamento de licitação e pagamento de propina. Os problemas do ministério começaram desde que o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Oscar Jucá Neto, irmão do líder no governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), afirmar que “há bandidos” no órgão e sugerir que o ministro Wagner Rossi participava de esquemas de corrupção.

Após nova reportagem da revista Veja, desta vez sobre a atuação de um lobista no ministério, o então secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan, pediu demissão do cargo.

Outra denúncia que atingiu o ministro foi a revelação de que Rossi e um de seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB), viajaram várias vezes em um jatinho pertencente a uma empresa de agronegócios. Segundo reportagem publicada pelo Correio Braziliense, Rossi e um de seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi, viajaram várias vezes em uma aeronave avaliada em US$ 7 milhões pertencente à Ourofino Agronegócios.

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