A enorme nuvem e o forte barulho gerados pelo vazamento de uma grande quantidade de cimento do tanque de uma empresa em Bertioga, no Litoral de São Paulo, assustaram e chamaram a atenção de pedestres e motoristas que trafegavam pelas redondezas da Rodovia Rio/Santos. O incidente, que foi registrado em vídeo e repercutiu nas redes sociais, chegou a ser confundido com uma explosão e até com o lançamento de um foguete.
O caso ocorreu na tarde de sábado (24). Segundo informações preliminares, o incidente teria ocorrido por conta do rompimento de uma mangueira que compõe a estrutura do silo, de propriedade de uma filial da empresa Polimix, uma prestadora de serviços de concretagem.
O incidente foi registrado em vídeo de diversos ângulos. Imagens obtidas mostram o momento em que o produto vaza e forma uma nuvem gigante de cimento. A situação assustou a população e deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, segundo informações, ninguém ficou ferido.
Uma testemunha, que preferiu não se identificar, conta que escutou um estrondo e, ao olhar para trás, percebeu que o cimento estava vazando do reservatório. “Quando eu olhei, a fumaça já estava cobrindo o local. Isso durou uns 20 minutos. Me disseram que uma mangueira que leva o cimento do caminhão de abastecimento ao depósito estourou”.
De acordo com ela, após o ocorrido, algumas pessoas entraram com baldes e carrinhos para pegar o resto de cimento que estava no chão. “Isso aconteceu depois que a poeira baixou. Foi um grande susto e um milagre ninguém ter se ferido. Eu pensei que fosse uma explosão, parecia lançamento de foguete”.
Um vídeo foi divulgado nas redes sociais e gerou grande repercussão. Em um comentário feito na publicação, uma internauta que mora nas proximidades da empresa chegou a registrar que encontrou dificuldades para respirar na tarde de sábado.
De acordo com informações obtidas, a Defesa Civil de Bertioga não chegou a ser acionada, assim como o Corpo de Bombeiros. Também não foram registrados atendimentos nas unidades de saúde do município por conta do incidente, segundo a prefeitura.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que não recebeu nenhuma reclamação, ainda assim, enviou um representante ao local para avaliar a situação. Foi entrado em contato com a empresa responsável pela instalação, mas até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.
Com informações do G1/TV Tribuna