O impacto da paralisação dos caminhoneiros nas atividades das cooperativas agropecuárias, especialmente nas unidades frigoríficas, é preocupante e já causa prejuízos, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, em comunicado emitido para a imprensa nesta quarta-feira (23). “Várias agroindústrias cooperativas já anunciaram a suspensão de suas atividades nas unidades de abates de frango, suínos, peixes, laticínios, processamento de grãos, ração e fertilizantes, impedidas de abastecer mercados com seus produtos”, afirma.
Ainda de acordo com ele, os agricultores também estão sendo afetados. “Prejuízos já vêm sendo acumulados pelos produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com perecíveis, como leite. Não tendo como estocá-lo por mais de três dias, acabam jogando fora o produto, num momento em que a produção é baixa devido à entressafra, com a aproximação do inverno”, frisou.
GRAVIDADE
Conforme com o dirigente cooperativista, há necessidade que o impasse seja solucionado o mais rápido possível. “A situação é grave e precisa de uma solução imediata. Que o governo federal abra um canal de negociações com as lideranças dos caminhoneiros e o bom senso prevaleça, para que não haja um colapso no abastecimento para a população brasileira”, destacou.
EXPORTAÇÃO
Ricken afirmou ainda que o bloqueio das estradas também causa prejuízos à exportação do agronegócio, já que as cargas não têm como ser embarcadas nos navios, gerando multa pelo tempo de espera. Ainda de acordo com ele, a Ocepar entende que o motivo dos protestos é justo.
“Afinal, os constantes reajustes no óleo diesel também atingem diretamente produtores rurais, que o utilizam como insumo básico em suas atividades. Porém, não concordamos que os prejuízos recaiam nos ombros de produtores e cooperativas, setores que têm contribuído de forma direta na geração de empregos, renda e desenvolvimento da economia paranaense”, completou.
Confira a nota na íntegra:

Com assessoria