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Mudanças de temperatura, tempo seco e pólen: entenda como prevenir as alergias mais comuns da Primavera

Especialista da Secretaria de Saúde do Paraná alerta sobre os riscos de piora no quadro clínico


calendar_month 25 de setembro de 2024
3 min de leitura

A primavera começou, e com ela vêm as chamadas alergias sazonais. Devido à umidade excessiva, o clima seco e o excesso de pólen no ar que aspectos característicos da estação, provocam com mais frequência sintomas como coceira, obstrução nasal, espirro e coriza, de acordo com a Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa).

Acácia Nasr, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, explica que manter hábitos simples no dia a dia pode contribuir para melhorar a qualidade do ambiente. Entre os cuidados destacados por ela, estão:

Manter a casa sempre limpa e longe de poeira e ácaros, com uma rotina de higienização;

Manter os ambientes arejados;

Usar sabão neutro para lavar roupas e lençóis;

Conservar as roupas bem higienizadas;

Garantir hidratação adequada, dando preferência ao consumo de água.

Crianças e idosos são as pessoas mais afetadas pelas crises alérgicas, além daqueles com doenças crônicas, como asma, rinite e sinusite. A coordenadora destaca que, para essas pessoas, o cuidado deve ser redobrado.

Sintomas leves podem desencadear crises graves

Nasr destaca a importância de manter os cuidados para evitar possíveis complicações no quadro clínico, ressaltando que crises graves podem ser desencadeadas a partir dos sintomas leves.

Ela ressalta que, para o diagnóstico, é necessário considerar a história clínica do indivíduo. Por isso, se deve informar ao especialista as condições ambientais que rodeiam a pessoa, como da residência, trabalho e contato com animais, por exemplo, além dos fatores desencadeantes de sintomas, antecedentes familiares de alergia, entre outros.

A Sesa também ressalta que os cuidados para o tratamento das alergias incluem medidas de controle ambiental e medicação para o controle dos sintomas, sob orientação de um profissional de saúde.

“A reação ocorre quando há o contato com o agente alérgeno. Essas medidas reforçam que alguns cuidados básicos trazem mais conforto às pessoas que sofrem mais com alergias nesta época. Crises graves podem ser desencadeadas por isso ficar atento é importante”, alerta a coordenadora.

Tratamento na rede pública de saúde

De acordo com o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), do Ministério da Saúde, de janeiro até agosto deste ano, o Paraná registrou 56.065 atendimentos nas Unidades de Saúde para o tratamento de algum tipo de alergia ou reação alérgica.

O total representa pouco mais de seis mil atendimentos que em 2023, quando o estado registrou 50.020 atendimentos no mesmo período.

No Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná, o tratamento pode ser iniciado na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios.

Após a primeira avaliação, o usuário pode ser encaminhado, se necessário, para a Atenção Especializada. Neste caso, o atendimento é realizado com um especialista, como, por exemplo, alergologista, pneumologista ou dermatologista.

Com G1

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