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Nova Ferroeste: transporte mais barato e eficaz – por Ademir Bier

calendar_month 24 de junho de 2022
3 min de leitura

Começa a sair do papel um sonho de muitas décadas dos paranaenses. O Governo do Estado lançou neste dia 21 de junho a consulta ao edital de leilão da Nova Ferroeste. Quando estiverem vencidos todos os trâmites burocráticos a ferrovia vai para a iniciativa privada, através de pregão na Bolsa de Valores, o que deve acontecer ainda no decorrer deste ano.

Muitas pessoas talvez ainda não se deram conta da grandiosidade deste empreendimento. A Nova Ferroeste é um projeto que pretende ligar através de trilhos o Porto de Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Além disso, ela terá ainda outros dois ramais, um ligando Cascavel a Foz do Iguaçu e outro também de Cascavel para Chapecó, em Santa Catarina. Ao todo, serão 1.567 quilômetros de uma ferrovia que já nasce como o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados do país, o que deve transformar o Paraná num hub logístico da América do Sul por atrair também parte da produção de países vizinhos como a Argentina e o Paraguai.

Se estivesse em operação hoje, a ferrovia poderia transportar cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, sendo que 26 milhões de toneladas seguiriam diretamente para o Porto de Paranaguá.

Pouco usadas no Brasil, as ferrovias são uma possibilidade de transporte mais barato e eficaz em comparação a outros meios, como o rodoviário, por exemplo. Isso se acentua ainda mais se pensarmos sobre o transporte de cargas em grande quantidade e em longas distâncias. Esse é um aspecto de extrema importância para um país como o nosso, que apresenta proporções de um continente.
E o custo logístico tem um impacto direto no valor cobrado nas gôndolas dos supermercados. Do preço de cada produto colocado no carrinho de compras, cerca de 10% é resultado da despesa de levar essa mercadoria até o ponto de venda.

Estudos indicam que o projeto da Nova Ferroeste pode reduzir o custo logístico em até 28% já no primeiro ano de operação.

Trata-se de um projeto transformador, que vai atender o Brasil como um todo e transformar o Paraná num grande corredor de exportação. O ramal até Foz do Iguaçu também abre a possibilidade de conexão da Nova Ferroeste com as ferrovias do Paraguai, Argentina e Chile, chegando até o porto chileno de Antofagasta, o que possibilita mais um canal de exportação, via Oceano Pacífico.

É o maior projeto logístico e ferroviário do Brasil, que vai colocar o Paraná como uma central logística da América Latina. Com essa estrutura o Paraná literalmente vai ajudar a alimentar o mundo.

Ademir Bier é subchefe da Casa Civil, deputado estadual por seis mandatos e prefeito de Marechal Cândido Rondon de 1993 a 1996.

ademirbier15@gmail.com

 

 

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