A projeção de chuva nos próximos 10 dias indica uma mudança na distribuição da umidade e da chuva no território Nacional. Dessa forma, o principal destaque é sobre o Sudeste, em especial São Paulo que terá redução da chuva após muitas semanas de chuva excessiva em diferentes partes do Estado.
A primeira vista no Sul do país a boa notícia é que volta a chover de forma mais freqüente com melhor distribuição dos volumes no Rio Grande do Sul onde a estiagem ainda é severa e provoca prejuízos. Por outro lado, no Paraná e em Santa Catarina chove mais na faixa Leste com expectativa de 50 a 75 milímetros com chuva inferior a 50 milímetros no interior. No estado gaúcho a tendência é de um período de vários dias de instabilidade, sobretudo, em cidades da Metade Sul com risco de temporais. Ao mesmo tempo chove nas áreas da Metade Norte e Leste porém de forma mais esparsa e irregular.
Já no Sudeste o tempo seca em grande parte de Minas Gerais com tendência de amplas aberturas de sol e aquecimento. Há chance de alguma chuva nas bordas do Estado na divisa com Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás com expectativa de volumes bem irregulares. São Paulo concentra ainda os maiores volumes de precipitação da região com previsão de mais de 50 milímetros no Oeste, no Vale do Ribeira e Paraíba.
Simultaneamente na capital paulista, castigada por recorrentes temporais, a tendência é de vários dias de predomínio de sol com redução do risco de chuva forte. A chuva mais expressiva deverá retornar ao redor do dia 23. No Rio de Janeiro chove pouco nos próximos 10 dias. Já no Espírito Santo a faixa litorânea terá mais instabilidade com alguns períodos de chuva forte.
Nesse meio tempo no Centro Oeste o Mato Grosso terá os maiores volumes de chuva nos próximos dias com potencial para excesso em alguns pontos. O modelo europeu chega a indicar 200 milímetros em partes da área central. Ao passo que em Goiás chove mais no Oeste e Noroeste do Estado com volumes ao redor de 100 a 150 milímetros. Já na parte Leste incluindo o Distrito Federal a perspectiva é de pouca chuva, com volumes abaixo de 20 milímetros. Em Mato Grosso do Sul a previsão é de mais chuva na Metade Norte com acumulados acima de 100 milímetros.
No Nordeste a Zona de Convergência Intertropical contribui para maiores volumes de precipitação para a Metade Norte da região. Nesse interim média os modelos indicam acumulados que poderão oscilar entre 100 e 150 milímetros podendo chegar a 200 milímetros em pontos isolados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e interior da Paraíba. Entre Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia a chuva também será expressiva, porém com volumes bem irregulares oscilando bastante entre 30 e 100 milímetros. O sul da Bahia deverá ter os menores acumulados do período.
Analogamente no Norte do país chama atenção os volumes excessivos indicados para Rondônia, Acre e Sul do Amazonas com acumulados ao redor e acima de 200 milímetros que poderão gerar transtornos a região. Em grande parte da região no Tocantins, Pará, Amapá e parte do Amazonas o acumulado pluviométrico deverá oscilar ao redor de 100 milímetros. Em Roraima chove menos e os volumes tendem a ficar abaixo de 20 milímetros.