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Ozônio medicinal: alternativa no tratamento de simples feridas infectadas até o câncer

Terapia alternativa pode ser utilizada como coadjuvante no tratamento de diversas doenças, bem como reduzir consideravelmente os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia


calendar_month 30 de março de 2018
4 min de leitura

Um tratamento alternativo que pode auxiliar na melhoria de problemas simples, feridas infectadas, até doenças graves, como o câncer. Apesar da denominação incomum, a ozonioterapia, tratamento médico complementar a diversas doenças, tem ganhado cada vez mais espaço e reconhecimento.

No Brasil, a técnica que utiliza a mistura dos gases de oxigênio e ozônio, que geram uma molécula altamente reativa, o ozônio medicinal, já é difundida há mais de 40 anos.

Quando em contato com o organismo, o ozônio medicinal torna-se bactericida, fungicida e antiviral, possuindo ação germicida contra 100% das bactérias e não induz resistência bacteriana, como pode ocorrer com os antibióticos. “Além de melhorar a qualidade de vida, a ozonioterapia tem como benefícios principais a liberação de óxido nítrico (vasodilatação), a modulação do sistema imunológico, otimização da drenagem linfática, tem efeito lipolítico, liberação de fatores de crescimento ou regeneração, faz a regulação do metabolismo e das funções hepática, renal e tireoidiana, estimula a síntese de enzimas antioxidantes intracelulares, melhora da liberação de oxigênio nos tecidos e faz a modulação da cascata inflamatória”, explica a médica especialista em Nutrologia e Ozonioterapia e Nutricionista, Liz Caroline Peters Inamine.

De acordo com a profissional, além de prevenir, tratar e auxiliar nos tratamentos de diversas patologias, a ozonioterapia é uma importante terapia complementar no tratamento do câncer, pois reduz consideravelmente os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia.

Entretanto, outras doenças também podem ser tratadas com o uso do ozônio medicinal, como problemas circulatórios, condições e doenças de idosos, doenças virais, como hepatite e herpes, tanto simples quanto zoster, feridas de origem vascular, arterial ou venosas, úlceras diabéticas e por insuficiência arterial, colites e outras inflamações intestinais crônicas, queimaduras de diversos tipos, hérnias de disco, protrusão discal e dores lombares, dores articulares decorrentes de inflamações crônicas, além de possibilitar a imunoativação geral. “Várias doenças podem ser influenciadas positivamente ou mesmo curadas pelo ozônio. Este é um fato que é confirmado por uma série de investigações científicas e de publicações médicas”, pontua Liz.

 

Tratamento coadjuvante

A médica explica que, normalmente, o ozônio medicinal é aplicado paralelamente a outros medicamentos, podendo ser utilizado como terapia complementar. “É preciso que todos saibam que o ozônio medicinal, quando utilizado de maneira correta e indicado com segurança, é valioso, prático e eficaz. Por outro lado, como ocorre com qualquer tratamento ou procedimento médico, não há e nem pode haver garantia de sucesso terapêutico em 100% dos casos tratados”, enfatiza ela. “O sucesso variará de acordo com o estado de saúde do paciente, a frequência do tratamento do ozônio, as doses e as concentrações aplicadas, entre outros fatores”, expõe Liz.

A ozonioterapia, acrescenta, é realizada de diferentes formas, de acordo com a necessidade do paciente. Uma das possibilidades está no uso tópico, quando o ozônio medicinal é utilizado com bolsa plástica, água ozonizada e óleo ozonizado. “Também há a aplicação local, por injeções subcutâneas, articulares e musculares, além do uso sistêmico, na grande auto-hemoterapia e pequena auto-hemoterapia e na insuflação retal”, salienta.

 

Contraindicações

Liz comenta que, além de não ser qualquer profissional que pode fazer o uso do ozônio medicinal, não é qualquer pessoa que pode se beneficiar do tratamento. “A principal contraindicação é deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise”, menciona. “Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da ozonioterapia. Por isso a importância da solicitação de exames laboratoriais previamente à aplicação de ozônio”, reforça.

 

Matéria completa na edição impressa do Jornal O Presente desta sexta-feira (30).

 
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