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Paraná é o 6º estado com maior número de vítimas de golpes do pix

calendar_month 27 de novembro de 2024
5 min de leitura

A cada 10 transações financeiras no país neste ano, nove foram feitas por canais digitais, sendo que 45% delas foram realizadas com Pix, que é um dos principais meios para aplicar golpes. Uma pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que os brasileiros perderam R$ 25,5 bilhões em golpes com Pix e boletos falsos nos últimos 12 meses. O Paraná é o sexto estado com maior número de vítimas de golpes do pix, com média de prejuízo R$ 3.300.

De 2018 a 2023, houve uma queda dos roubos em ruas e um aumento acelerado dos estelionatos, especialmente os cometidos por meios eletrônicos, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024). Neste panorama de migração do crime, a Silverguard analisou milhares de denúncias de vítimas da Central SOS Golpe para realizar a segunda edição do estudo Golpes com Pix.

O estudo Golpes com Pix revela que, entre a classe AB, as perdas são de R$ 6.300; na C, a cifra é de R$ 3.500; e na DE, R$ 1.500. A análise por idade indica que a perda de uma vítima de mais de 60 anos é quatro vezes maior que a de uma entre 18 e 24 anos.

Entre os golpes analisados, 79% têm origem em plataformas da Meta, com o WhatsApp liderando, originando, 39% dos casos, seguido pelo Instagram (23%) e Facebook (18%). Os canais variam muito por idade: enquanto o WhatsApp foi o canal inicial de 69% das vítimas com 60 ou mais anos, o Instagram foi o maior canal inicial para vítimas menores de 18 anos. Em relação à renda, o Facebook é o canal inicial de golpes que apresenta a maior variabilidade, sendo 21% na classe DE e 6% na classe A. Noventa e sete por cento dos golpes com Pix são do tipo APP (authorised push payment fraud), em que o próprio usuário, iludido por uma história muito convincente, acaba transferindo dinheiro diretamente para o fraudador, ou seja, vítima de um golpe de engenharia social.

Raio X dos golpes com pix 2024

Recortes etários

Golpes por idade – Vítimas e golpes que mais caem

As narrativas, lojas e os produtos são alterados a cada três meses pelos golpistas, mas sempre permanece, por trás da história, uma estratégia-base.

Menos de 18 anos: compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso (58%); falsa oportunidade de multiplicar e investir dinheiro (21%); e compra de produto de uma pessoa que teve sua rede social hackeada (7,5%).

De 18 a 29 anos: compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso (52%); falsa oportunidade de multiplicar e investir dinheiro (16,5%); e falsa oportunidade de emprego e renda (6%).

De 30 a 39 anos: compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso (42%); falsa oportunidade de multiplicar e investir dinheiro (16%); e falsa oportunidade de emprego e renda (10%).

De 40 a 49 anos: compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso (41%); falsa oportunidade de multiplicar e investir dinheiro (13%); e impostor pedindo dinheiro emprestado e/ou ajuda (11%).

De 50 a 59 anos: compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso (35%); impostor pedindo dinheiro emprestado e/ou ajuda (27%); e golpe da falsa central de atendimento do banco (8%).

Mais de 60 anos: impostor pedindo dinheiro emprestado e/ou ajuda (48%); compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso (18%); e golpe da falsa central de atendimento do banco (7%).

O valor do prejuízo de uma vítima com mais de 60 anos é quatro vezes maior do que o de um jovem de 18 a 24 anos; e 16 vezes maior que de uma vítima com menos de 18 anos.

Nas outras faixas etárias, a média de prejuízo é de:

Menos de 18 anos: R$ 270

18 a 24 anos: R$ 1.046

25 a 29 anos: R$ 2.165

30 a 39 anos: R$ 2.530

40 a 49 anos: R$ 2.885

50 a 59 anos: R$ 2.400

60+: R$ 4.200

Prejuízos por tática

Emprego falso – R$ 4.400
Multiplicar dinheiro/investimento – R$ 3.600
Pedido de cirurgia/tratamento para um conhecido – R$ 3.400
Impostor pedindo dinheiro/ajuda – R$ 3.100
Mensagem falsa da central de atendimento/gerente – $ 000
Pagar para receber um saldo/dinheiro devido – $ 2.100
Empréstimo falso – R$ 000
Relacionamento amoroso falso – R$ 000
Conta/multa/imposto falso – R$ 1.900
Compra de um produto de alguém que teve a rede social hackeada – R$ 1.600
Pedido de devolução de Pix/pagamento errado – R$ 1.330
Pedido de resgate de sequestro falso – R$ 1.150
Compra de um produto ou serviço de uma loja/perfil falso – R$ 1.050
Oportunidade de prêmio/sorteio falso – R$ 1.000
Pedido de devolução de cartão cancelado que era falso – R$ 600
Pedido de doação que era falso – R$ 150

Estados com maior concentração de vítimas e média de prejuízo

DF – Média de prejuízo R$ 2.800
SC – Média de prejuízo R$ 1.900
RJ – Média de prejuízo R$ 1.700
MG – Média de prejuízo R$ 2.900
RS – Média de prejuízo R$ 1.600
PR – Média de prejuízo R$ 3.300
SP – Média de prejuízo R$ 2.100
MS – Média de prejuízo R$ 2.400
AM – Média de prejuízo R$ 1.500
MT – Média de prejuízo R$ 1.500
PI – Média de prejuízo R$ 1.800
GO – Média de prejuízo R$ 2.500
ES – Média de prejuízo R$ 1.700
PE – Média de prejuízo R$ 1.700
BA – Média de prejuízo R$ 2.600
CE – Média de prejuízo R$ 2.000
PB – Média de prejuízo R$ 1.600
PA – Média de prejuízo R$ 3.000
AL – Média de prejuízo R$ 1.600
RO – Média de prejuízo R$ 2.700
RR – Média de prejuízo R$ 1.600
RN – Média de prejuízo R$ 4.500 [maior valor]
TO – Média de prejuízo R$ 3.100
MA – Média de prejuízo R$ 1.200
SE – Média de prejuízo R$ 800
AC – Média de prejuízo R$ 300
AP – Média de prejuízo R$ 1.400

O cálculo do ranking é feito pela quantidade de vítimas dividida pelo total de transações Pix realizadas por Estado, de janeiro a junho de 2024.

Bem Paraná com assessoria

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