Turistas que desejam conhecer o circuito Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, terão que aguardar até março deste ano para visitar o trecho.
O local foi parcialmente destruído em outubro de 2022 devido a alta vazão do Rio Iguaçu levando às quedas ao recorde de 16,5 milhões de litros por segundo. A vazão considerada normal é de 1,5 milhão.
Conforme a administração do lado argentino das quedas, a obra de reestruturação do trecho está em 70%.
“Comunicamos que as obras de recuperação e construção das passarelas do circuito Garganta do Diabo, após a grande vazão do Rio Iguaçu, registrada em outubro de 2022, se encontram em 70% de conclusão e se prevê a reabertura para março de 2023”, informou a unidade em uma rede social.
Além do circuito Garganta do Diabo, os visitantes também podem optar pelos passeios: Passeio superior – 1,7 quilômetro; Passeio inferior – 1,4 quilômetro Também é possível fazer passeio de barco pelo leito do rio, próximo às quedas.
O Parque Nacional do Iguazú está aberto para visitação todos os dias das 8h às 18h. A entrada é permitida até às 15h45. Os ingressos para o Parque só podem ser adquiridos online.
Vazão recorde das Cataratas
Em outubro de 2022 as Cataratas do Iguaçu registraram a segunda maior vazão de água desde 1997, quando Copel começou as medições. Foram mais de 16,5 milhões de litros por segundo.
O aumento na quantidade de água foi registrado devido as fortes chuvas ocorridas ao longo do leito do Rio Iguaçu. Em junho de 2022 o fluxo havia alcançado 10,4 milhões de litros por segundo. Em 2014, foram mais de 47 milhões de litros por segundo, segundo a Copel.
Quedas
Conforme o Parque Nacional do Iguaçu, são 275 saltos catalogados, o que dá às cataratas o título de maior conjunto de quedas d’água do mundo. A altura das quedas varia de 40 a 80 metros, podendo atingir mais de 100 metros dependendo da vazão do Rio Iguaçu. Saiba mais sobre a vazão das Cataratas abaixo.
O formato das Cataratas do Iguaçu lembra uma “ferradura”. As quedas se estendem por 2,7 quilômetros: 800 metros localizados no Brasil e 1,9 quilômetro na Argentina. Assim, 70% das quedas pertencem ao lado argentino e 30% ao lado brasileiro. A divisão entre os países é feita pela Capitania Fluvial.
Com G1