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Pesquisadores da Unila desenvolvem vacina para proteger tilápias de doenças bacterianas

calendar_month 28 de fevereiro de 2021
3 min de leitura

Pesquisadores de biotecnologia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, desenvolveram um imunizante para tilápias. Foram mais de dois anos de pesquisa, desde o isolamento e inativação das bactérias, até os testes em 100 tilápias no laboratório e o resultado foi surpreendente. Segundo os pesquisadores, a vacina tem 100% de eficácia contra as duas principais doenças.

“Nós tínhamos problemas a com streptococcus e aeromonas, que causam mortalidade de 12% a 15% durante o ciclo de produção. “A nossa vontade era que tivesse uma vacina que combatesse essa doença no pescado” disse o piscicultor Estevan Martins De Souza.

Os peixes doentes costumam ter sintomas parecidos. Barbatanas danificadas, natação desordenada e olhos esbranquiçados, sem contar o estresse, que faz os animais se alimentarem menos. Doentes, os peixes morrem antes de chegar ao ponto de abate. Mas como numa pandemia, a vacina veio pra proteger os animais e salvar a produção do Estevan.

“Conhecemos essa demanda do produtor em melhorar a qualidade do peixe devido às perdas causadas pela infecção bacteriana e viemos de encontro do produtor local pra fazer essa parceria e desenvolver a tecnologia. Essa é uma vacina do tipo inativada com as bactérias e formulada com adjuvante oleoso. Esperamos que até o fim do ano, com o licenciamento no MAPA, a gente traga essa vacina pro mercado e consiga repassar para o produtor” afirmou o pesquisador e estudante de biotecnologia, Ângelo Vidal Dos Santos.

 

Melhora na produção
A plataforma de manejo construída no Lago de Itaipu é a fonte de renda da família do Estevan. Ele cria peixes no oeste do Paraná há 11 anos. São 60 tanques flutuantes. Cada gaiola comporta, em média, 700 animais.

De lá saem todo ano 70 toneladas de pescado, 30 só de tilápias, uma das espécies de água doce mais consumidas pelos brasileiros. A produção do Estevan vai para o mercado local e serve a merenda escolar. O piscicultor acredita que se não fossem as doenças provocadas por bactérias, a produtividade seria maior.

Os peixes doentes costumam ter sintomas parecidos. Barbatanas danificadas, natação desordenada e olhos esbranquiçados, sem contar o estresse, que faz os animais se alimentarem menos. Doentes, os peixes morrem antes de chegar ao ponto de abate. Mas como numa pandemia, uma vacina veio pra proteger os animais e salvar a produção do Estevan.

Nos tanques do Estevan, doze mil animais foram imunizados. Os peixes são vacinados com cerca de 70 dias, quando pesam de 50 a 100 gramas. Cada animal recebe uma única dose de 0,05 mililitro de imunizante, que é aplicado na cavidade peritoneal, na região do abdômen.

A vacina não veio só pra erradicar as doenças comuns na criação de tilápias. Com pescados mais saudáveis, a produção do Estevan aumentou cerca de 20% e a qualidade do pescado melhorou. Isso trás segurança pra quem consome e reduz a contaminação ambiental por não precisar usar antibióticos pra tratar as doenças.

A conversão alimentar dos animais melhorou muito. Hoje são necessários dois quilos de ração pra produzir um quilo de pescado. Com a vacina, o produtor só vai precisar de um quilo e meio. Uma pena que a máscara esconde a felicidade do piscicultor que agora quer aumentar a produção a 150 toneladas ao ano e ajudar a replicar conhecimento e a prática da aplicação da vacina com outros criadores.

 

 

Com G1

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