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Polícia cumpre segunda fase de operação contra fraude de combustíveis

calendar_month 29 de março de 2017
3 min de leitura

Divulgação

Seis pessoas estão na mira da Polícia Civil na segunda etapa da operação Pane Seca, deflagrada nesta quarta-feira (29) em Curitiba, na região metropolitana e também em Guaratuba, no Litoral do estado. Elas são suspeitas de estar direta ou indiretamente envolvidas no esquema de fraude em abastecimento de combustível descoberto na primeira fase da operação, desencadeada no último fim de semana. Os trabalhos desta quarta não interditaram postos.

Ao todo, 14 mandados judiciais foram autorizados para a segunda etapa da Pane Seca. São dois mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva quando a pessoa é levada até a delegacia para prestar depoimento.A Polícia Civil ainda não informou se todos os mandados já foram cumpridos.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), participam desta fase mais de 50 policiais civis da Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná.

Na primeira etapa – que fechou nove postos de combustíveis na região – foram identificadas as primeiras 12 pessoas supostamente ligadas ao conluio. Quatro delas seguem foragidas.

Fraude

A fraude consistia na instalação de dispositivos nas bombas, os quais são responsáveis por interromper o fluxo de combustível efetivamente expelido pelas bombas, sem que haja interrupção na medição da quantidade de litros a ser paga pelo consumidor.

Assim, a quantia de combustível de fato inserido nos tanques dos veículos de consumidores seria inferior (de 6% a 8%) ao registrado nas bombas, fazendo com que os clientes paguem valores a maior em cada abastecimento. Estes dispositivos, segundo a investigação, poderiam ser ativados remotamente o que dificultaria a atuação dos órgãos fiscalizadores.

Morte de fiscal antecipou operação

A morte de um fiscal de postos de combustíveis antecipou os trabalhos decorrentes das investigações que vinham sendo feitas pela Polícia Civil. Fabrizzio Machado da Silva, de 34 anos, foi morto a tiros quando chegava em casa na noite da quinta-feira passada (23), no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba.

A vítima era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCF) e foi o responsável pela denúncia do esquema fraudulento que resultou na Operação Pane Seca. Para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ficou claro que os atiradores armaram uma tocaia para Silva. Eles estariam em dois carros. Quando o fiscal chegou, um dos veículos forçou o acidente. O outro teria dado cobertura à ação.

Segundo informação da própria Secretaria de Segurança, a Operação Pane Seca foi antecipada por causa da morte do fiscal, pois existia a possibilidade de fuga de um dos chefes do esquema.

Além disso, a polícia investiga a possível relação entre o assassinato do fiscal e a quadrilha que fraudava as bombas dos postos de combustível em Curitiba e região metropolitana.

Segundo informou a Sesp nesta quarta-feira, os trabalhos de investigação da morte do fiscal e da apuração das irregularidades nos postos de combustíveis continuam a andar separadamente.

 
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