A Polícia Civil indiciou o professor suspeito de matar o diretor do campus de Cornélio Procópio da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Sérgio Roberto Ferreira, por homicídio duplamente qualificado.
De acordo com o delegado João Manoel Farcia Alonso Filho, o suspeito teve intenção de matar e premeditou o crime.
“Ele diz que foi uma fatalidade, mas comprou a machadinha um dia antes, esperou a reunião acabar e todos irem embora para ele chamar o diretor para uma nova reunião no campus. Tenho certeza que tudo foi premeditado”, disse o delegado.
Sérgio Roberto Ferreira, de 60 anos, morreu depois de ser agredido dentro da instituição na noite do dia 20 de dezembro. O professor, de 44 anos, foi preso em flagrante, na madrugada de sexta-feira (21), em Teodoro Sampaio, em São Paulo, e confessou o crime, de acordo com a polícia.
O suspeito foi ouvido pela Justiça e pelo delegado de São Paulo. Nos depoimentos, o professor disse que o caso foi uma fatalidade e que “tudo não passou de um equívoco”.
Segundo a polícia, o professor ainda não tem advogado constituído.
O crime
Ao ser ouvido após a prisão, conforme o Boletim de Ocorrência (B.O), o professor confirmou ter ligado para a vítima depois de ter sido advertido formalmente pela UENP e que pediu um encontro com ele.
O suspeito disse, ainda conforme o B.O, que comprou a machadinha, por R$ 19, em uma loja de construção na região da universidade e que a escondeu na mochila enquanto o diretor não chegava ao encontro.
O professor relatou, ainda, que os dois discutiram e que ele feriu a vítima depois que ela disse que emitira uma nova advertência contra ele.
Sérgio foi encontrado na sala onde trabalhava, por funcionários da UENP. Conforme a polícia, ele levou golpes no crânio, no pescoço, no abdômen e no joelho. A vítima chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu.
O delegado João Manoel Farcia Alonso Filho afirma que a morte de Sérgio foi provocada por cinco golpes desferidos na cabeça da vítima.
Investigação
Desde o dia do crime, a polícia ouviu alunos, professores, o proprietário do estabelecimento onde a ferramenta foi comprada e outras testemunhas.
O delegado afirma que o professor já tinha recebido advertências verbais por problemas de relacionamento com alunos e professores e que alguns estudantes organizaram um abaixo-assinado pedindo para a Universidade para retirá-lo de sala de aula.
“O motivo fundamental disso tudo foi a vaidade, uma vaidade excessiva relacionada com a titulação. Pelos relatos das testemunhas, ele era um cara silencioso, introspectivo, as pessoas tinham que respeitar a sua titulação. Ele não aceitou receber a advertência por escrito e decidiu cometer esse crime”, enfatizou o delegado.
O professor está preso no Centro de Detenção Provisório de Caiuá, no interior de São Paulo nesta sexta-feira (28). Não há previsão de quando ele será transferido para Cornélio Procópio.
Com G1