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Policiais envolvidos em crimes recentes foram da mesma turma de formação; PM descarta falha

calendar_month 11 de setembro de 2018
2 min de leitura

Do desaparecimento da jovem Andriely Gonçalves da Silva até a morte de duas pessoas por ação do soldado William Moreira de Almeida, cinco casos envolvendo policiais militares chocaram o Paraná nos últimos quatro meses. Foram três casos que começaram em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, um em Ivaiporã, no Norte do Paraná, e um grave acidente na Linha Verde, na capital. A única semelhança entre as situações, porém, é a turma de formação dos policiais: todos ingressaram na PM em 2016.

Diogo Coelho Costa, que é acusado pela morte de Andriely; Peterson da Mota Cordeiro, que é investigado pela morte da jovem Renata Larissa dos Santos; Lucas Santos Araújo, que matou dois colegas de corporação; William Moreira de Almeida, que matou a namorada e um primo; e o motorista do acidente que deixou quatro mortos na Linha Verde; todos ingressaram praticamente juntos na PM.

Questionado na segunda-feira (10), o coronel Everon Cesar Puchetti, da Diretoria de Pessoal, disse que nenhuma falha de formação foi detectada na turma. “Não encontramos nada na testagem psicológica feita para esses candidatos. Eu mesmo era comandante do Batalhão de Pato Branco [Sudoeste do Paraná] e recebi turmas desse concurso. Não há nenhuma falha de inclusão desses profissionais”, afirmou.

Puchetti ainda citou o aumento de 12% no número de suicídios no Brasil para justificar que a PM é um reflexo da sociedade. “Me parece que o que acontece na sociedade como um todo, se reflete aqui dentro. Nós somos vocês de farda”, disse.

 

Avaliação Psicológica

Ao citar os casos, o coronel da Diretoria de Pessoas especificou casos. “O soldado Santos nunca teve indicativo de problema psiquiátrico. Ele passou por uma avaliação em outubro do ano passado e foi considerado apto, sem nenhum sintoma dessa loucura que fez. O Peterson também foi avaliado, mas nem de longe apresentou esse comportamento pelo qual está sendo acusado”, garantiu Puchetti.

A PM confirmou ainda que William chegou a ficar sete meses afastado por problemas psiquiátricos, mas em outubro já havia retornado para a corporação. Ele pegou o armamento quatro dias antes do crime.

Entre os casos, Diogo e Peterson estão presos. William e Lucas morreram logo após os crimes. Já o motorista envolvido no acidente da Linha Verde responde criminalmente pela morte das quatro vítimas.

Puchetti garante que todos os testes aplicados nos candidatos homologados pelo Conselho Federal de Psicologia.

 

Com Banda B

 
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