De acordo com estudo do Índice FipeZap, o preço de venda dos imóveis prontos diminuiu 17% entre 2014 e 2017 – já descontada a inflação. No ano passado, entre janeiro e dezembro, a queda no valor dos imóveis foi de 3,23%.
Dois fatores foram decisivos para essa queda: a piora na concessão de crédito e o alto desemprego, que fez milhares de brasileiros adiarem a compra do imóvel ou deixar de pagá-lo. Com isso, o mercado teve de abaixar os preços para atrair os consumidores. Os preços, que há algum tempo estavam em ascensão, começaram a ser negociáveis, o que ajudou os dois lados, tanto de quem queria vender, quanto comprar.
Em dezembro de 2014, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mais de 30 mil imóveis foram financiados. Já no penúltimo mês de 2017, esse número foi bem menor, chegando a pouco mais de 8 mil vendas.
Ainda de acordo com o FipeZap, o valor médio real por metro quadrado dos imóveis prontos continua o mesmo de 2011, R$7.632. O Rio de Janeiro é o mercado com o valor mais caro, cerca de R$9.811, seguido por São Paulo (R$8.745) e pelo Distrito Federal (R$8.238). Por outro lado, o Rio de Janeiro foi a cidade em que os preços mais caíram em 2017, chegando a menos 4,45%, sem levar em consideração a inflação do período.
Diante dessas variações, esse pode ser o momento ideal para quem está planejando comprar um imóvel. Para os economistas da Fipe, mesmo que o mercado siga melhorando em 2018, a tendência é que os preços continuem se desacelerando, pois grande parte dos proprietários estão abertos à negociação.
Com informação Conversion