Três suspeitos de causar prejuízo de mais de R$ 125 milhões ao Governo do Paraná, que tinham sido presos na Operação Peça Chave, da Polícia Civil, no dia 28 de maio, foram soltos na quinta-feira (06) após o fim da prorrogação do prazo das prisões temporárias.
A 8ª Vara Criminal de Curitiba negou, também nesta quinta, o pedido de prisão preventiva – por tempo indeterminado – deles. Outras 12 pessoas já tinham deixado a prisão pelo fim do prazo ou da prorrogação do prazo da temporária.
A operação investiga crimes que, segundo a polícia, foram praticados por pessoas ligadas à JMK, empresa responsável pela manutenção dos veículos oficiais do governo estadual.
De acordo com a polícia, pessoas ligadas à empresa são investigadas por adulteração de orçamentos, colocação de peças de baixa qualidade e falta de pagamentos a oficinas mecânicas que deveriam consertar carros do governo.
“A investigação perdura há alguns meses e teve como objeto a empresa JMK, que mantém um contrato com o estado e já recebeu dos cofres públicos aproximadamente R$ 248 milhões até o presente momento”, afirmou o delegado Alan Flore.
A JMK é responsável pela manutenção da frota de 52 órgãos públicos, veículos em que foram constatadas “manobras fraudulentas”, segundo o delegado. Flore explicou que houve adulteração de orçamentos e colocação de peças de baixa qualidade, ao invés de originais.
Para o delegado, esses crimes são graves, devido aos danos que podem ter sido causados pela falta de atendimento à população.
“Essas irregularidades podem ter feito com que uma viatura policial não pudesse chegar a tempo para o atendimento de uma ocorrência, ou que uma ambulância não conseguisse transportar um paciente adequadamente”, exemplificou.
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) instalou, na terça-feira (04), uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a empresa JMK.
No dia da deflagração da operação, a JMK informou que o sistema implantado pela empresa “conta com grande transparência e economia, o que contraria muitos interesses que estavam estabelecidos antes da assinatura do contrato”.
Com RPC Curitiba e G1 PR