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Primeiras horas de 2025 tiveram sete nascimentos de curitibanos da “geração Beta”; conheça nova divisão geracional

Segundo sociólogo, sucessores da geração Alpha viverão mundo digital integrado com a inteligência artificial, membros da geração Beta também devem presenciar transição para o próximo século


calendar_month 3 de janeiro de 2025
3 min de leitura

Desde 1º de janeiro de 2025 até 2039, os bebês que chegarem ao mundo estarão na geração Beta, uma nova categorização social. As gerações são conhecidas há anos e denominam um conjunto de pessoas nascidos em uma mesma época.

Antes da Beta, outras divisões geracionais ocorreram, como a Alpha (2010-2025), Z (1995-2009), Millenials (1984-1995), X (1964-1983) e a geração dos baby boomers (1947-1963), por exemplo.

Segundo o sociólogo e professor Sérgio Czajkowski Júnior, a mudança de geração Alpha para a Beta marcará uma vivência mais expressiva da sociedade com a inteligência artificial (IA). Conforme o professor, para a população Beta, praticamente não haverá distinção entre o digital e o real.

Pela estimativa de viva da população mundial, os Beta devem também, viver a transição para o próximo século, que começa no ano 2101. No Brasil, homens vivem, em média, 72 anos; para mulheres, a média é de 79 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Eles serão nativos digitais com a questão da natividade já conectada com a Inteligência Artificial. A geração que está aqui agora, no máximo com seus 13, 14 anos, já encara perfeitamente essa relação com o universo digital. E a geração que está nascendo agora [Beta] vai ter essa relação com a I.A, que para boa parte da população é misteriosa, ainda está se revelando enquanto ferramenta”, comenta o professor.

Em Curitiba, pelo menos sete bebês nasceram em hospitais nas primeiras horas de 2025. O primeiro nascimento registrado na capital foi o de Lohan Aguiar Machado Britto, às 1h05, na Maternidade Nossa Senhora de Fátima.

A mãe do bebê, Vanessa Cristina, não sabia que o filho pertencia à “geração da inteligência artificial”, mas, coincidentemente, já pretendia usar informações de IA para tirar dúvidas do dia a dia do pequeno, uma vez que é mãe de primeira viagem.

“Por sermos pais de primeira viagem, com certeza iremos utilizar bastante as IAs para pegar dicas e fazer pesquisas sobre a criação. O desafio maior é justamente saber dosar e monitorar o acesso da criança à tecnologia”.

Características e desafios

Outra característica da Beta é que ela será a primeira geração pós-pandemia da Covid-19, ou seja, sem conhecimento de um trauma coletivo experimentado recentemente pela população mundial, como pontua o professor Sérgio.

“Eles virão em um contexto um pouco mais otimista do que a geração que estava agora, que de certa maneira sofreu esses problemas todos”.

O sociólogo sinaliza que é difícil prever todas as características da geração, mas aposta que o público deve ser mais envolvido em causas ambientais, além de vivenciar mudanças substanciais nos modelos de ensino e informação.

Além disso, o professor prevê que, nesta nova geração, o conceito de nacionalidade deve começar a ter novos significados.

“É um caldo de cultura cada mais forte. Vai ser muito mais difícil você bater o olho na pessoa e dizer, ‘olha, esse indivíduo nasceu no Brasil e fala português’. É muito mais provável que a gente tenha determinados padrões que adquiram uma capilaridade global. Aquilo que a gente chama de ‘modelos compartilhados’ “.

Com G1

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