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Produtividade de milho safrinha deve atingir recorde

A produtividade média do milho safrinha está em 5,1 mil quilos por hectare: por outro lado, preço pago pela saca está bem abaixo do mínimo (Foto: Maria Cristina Kunzler)

Basta andar um pouco pelo interior dos munic iacute;pios da regi atilde;o para ver o trabalho intenso do homem do campo para concluir a colheita do milho safrinha. Conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral) de Toledo, em torno de 40% da produ ccedil; atilde;o j aacute; foi colhida, devendo chegar a 50% no final de semana e, se o clima colaborar, a 60% na semana que vem.
Segundo o engenheiro agr ocirc;nomo da unidade Copagril de Quatro Pontes, Maico Hollmann, a produtividade est aacute; superando a expectativa. Prova disso eacute; a crescente vantagem apresentada em n uacute;meros comparada agrave;s safras anteriores, isto eacute;, desde 2003 a atual colheita eacute; a que demonstrou maiores iacute;ndices na produtividade.
O agr ocirc;nomo explica que s atilde;o colhidas em torno de 240 sacas por alqueire em Quatro Pontes, tendo picos de at eacute; 300 sacas em casos espec iacute;ficos. ldquo;Este ano tivemos a colabora ccedil; atilde;o das condi ccedil; otilde;es clim aacute;ticas, fato que reflete no resultado da produtividade. N atilde;o tivemos chuva em excesso, mas algumas propriedades foram afetadas com fortes ventos no uacute;ltimo m ecirc;s rdquo;, pontua.
O chefe do escrit oacute;rio regional de Toledo da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Jo atilde;o Luis Raimundo Nogueira, confirma que o clima foi extremamente favor aacute;vel para o bom desenvolvimento das lavouras. ldquo;Existe uma tend ecirc;ncia de que a m eacute;dia de produtividade estimada inicialmente seja superada. Em cada munic iacute;pio houve um crescimento rdquo;, diz.
Segundo o chefe da Seab, a produtividade m eacute;dia est aacute; em 5,1 mil quilos por hectare, n uacute;mero acima dos uacute;ltimos anos. A estimativa de produ ccedil; atilde;o do Deral eacute; de 1,570 milh atilde;o de tonelada de milho. Isto significa que esta safra pode bater o recorde da regional, que eacute; de 1,6 milh atilde;o de tonelada. ldquo;J aacute; produzimos 1,5 milh atilde;o de tonelada e agora estamos na expectativa de que com tranquilidade devemos passar do recorde, que eacute; de 1,6 milh atilde;o rdquo;, menciona.

Preocupa ccedil; atilde;o
Se de um lado a produtividade est aacute; acima de qualquer expectativa inicial, de outro os pre ccedil;os do milho deixam a desejar. Ontem (29) a saca estava sendo comercializa a R$ 13, muito abaixo do pre ccedil;o m iacute;nimo, que eacute; R$ 17,46. ldquo;Temos muita preocupa ccedil; atilde;o com o mercado de milho, porque temos uma safra muito boa no Brasil e n atilde;o h aacute; uma boa expectativa de exporta ccedil; atilde;o para este ano rdquo;, explica Jo atilde;o Luis.
Por conta disso, os agricultores v atilde;o depender dos instrumentos de comercializa ccedil; atilde;o do governo. Ontem o governo liberou recursos para a compra de 2,030 milh otilde;es de toneladas de milho atrav eacute;s do Pr ecirc;mio para Escoamento de Produto (PEP). ldquo;Temos uma safra nova que est aacute; entrando mais os estoques que temos de milho, que s atilde;o altos. Dependemos dos instrumentos do governo para escoar a produ ccedil; atilde;o e aliviar os armaz eacute;ns para receber n atilde;o s oacute; a safrinha de milho, mas a de trigo tamb eacute;m. Eacute; a uacute;nica forma que temos de provocar liquidez no mercado rdquo;, analisa o profissional.
Fora isso, o Brasil depende diretamente das exporta ccedil; otilde;es. O pa iacute;s que faz uma diferen ccedil;a no mercado eacute; a China, mas esta opta mais pela soja. ldquo;A China tem feito alguma compra de milho ultimamente que tem at eacute; surpreendido, mas n atilde;o eacute; suficiente para alavancar as exporta ccedil; otilde;es. Estas poucas compras da China quem fornece o milho normalmente s atilde;o os Estados Unidos. Por isso, o mercado depende basicamente da interven ccedil; atilde;o do governo no mercado, atrav eacute;s principalmente do PEP rdquo;, afirma o chefe regional da Seab.
Redu ccedil; atilde;o de aacute;rea
Ainda n atilde;o existem dados oficiais do Deral de Toledo de qual ser aacute; a aacute;rea total cultivada com o milho na safra de ver atilde;o 2010/2011, mas estima-se que a queda seja significativa. ldquo;N atilde;o temos dados ainda para informar, mas atrav eacute;s de contatos e reuni otilde;es do Deral a percep ccedil; atilde;o que temos eacute; de uma queda acentuada. A aacute;rea com milho na safra de ver atilde;o eacute; pequena, mas mesmo sendo pequena sinaliza uma queda. Isso vai acontecer em fun ccedil; atilde;o dos pre ccedil;os estarem nos n iacute;veis mais baixos poss iacute;veis rdquo;, informa Jo atilde;o Luis, que acrescenta: ldquo;Os produtores est atilde;o desestimulados, at eacute; porque est atilde;o trabalhando com custo de produ ccedil; atilde;o muito elevado e pre ccedil;os muito baixos rdquo;, emenda.

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Soja
Na contram atilde;o, com a soja j aacute; existe um est iacute;mulo maior. O mercado tem tido um bom suporte atrav eacute;s da demanda. No mercado internacional dificilmente o pre ccedil;o ficou abaixo de US$ 9,50 o bushel, comenta o toledano. ldquo;Isso eacute; um pre ccedil;o muito bom em n iacute;vel de Chicago rdquo;, aponta. ldquo;Com isso, os produtores abra ccedil;am ainda mais esta cultura e reduzem a aacute;rea de milho no ver atilde;o, o que eacute; ruim, porque ela (milho) contribui com a rotatividade rdquo;, conclui.

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