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Projeto de modelagem de barragens no Paraguai tem apoio da Itaipu

calendar_month 24 de fevereiro de 2020
3 min de leitura

A pedido do governo do Paraguai e da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), a Itaipu Binacional está contribuindo com a modelagem tridimensional de duas barragens do país vizinho. Na última semana, técnicos da empresa estiveram na barragem de Acaray para fazer o escaneamento a laser da estrutura. No próximo mês de março, será a vez de fazer o mesmo na barragem de Yguazú.

 <em>(Fotos: Alexandre Marchetti)</em>
<em>Acima, técnicos da Itaipu ajustam o scanner P2U à caçamba de uma caminhonete. Abaixo, o mesmo equipamento é empregado em um barco.</em>

Yguazú e Acaray fazem parte do mesmo complexo de barragens. A primeira, com um reservatório de 550 km² no Departamento de Alto Paraná, é uma represa de regulação do fluxo do rio Acaray, enquanto a segunda, com um reservatório bem menor, de aproximadamente 60 Km², e localizada próximo à foz, no Rio Paraná, é responsável pela geração de energia, com um capacidade instalada de 262 Megawatts (MW).

<em>Equipes da Divisão de Reservatório (MARR.CE), Divisão de Estudos (ODRE.CD) e Divisão de Obras Civis (SOCC.DT): trabalho integrado.</em>

O trabalho desenvolvido por técnicos da Itaipu e com participação de três áreas – Divisão de Reservatório (MARR.CE), Divisão de Estudos (ODRE.CD) e Divisão de Obras Civis (SOCC.DT) – e tem como objetivo prover uma modelagem tridimensional completa das barragens aos engenheiros da Ande, que farão a análise dos dados. Essa análise irá subsidiar investimentos em segurança de barragem.

<em>Imagem computacional do escaneamento da barragem de Acaray, no Paraguai.</em>

Segundo o gerente da ODRE.CD, João Paulo Bueno do Prado,  na etapa da semana passada, foram empregados os scanners P2U (Pegasus Two Ultimate) para o mapeamento móvel e a ScanStation P50 para o mapeamento fixo, que vão permitir a modelagem da estrutura emersa da barragem. São equipamentos de última geração utilizados pioneiramente no Brasil pela Itaipu (leia o que o JIE publicou a respeito no último mês de novembro). A isso vai se somar o trabalho da MARR.CE, que já realizou a batimetria dos dois reservatórios. “A união desses dois trabalhos permitirá ter uma modelagem completa das barragens, tanto do que está acima d’água como do que está abaixo”, explicou.

<em>Roberta Dal Bosco Carletto, Rhayan da Silva Henrique e João Paulo Bueno do Prado (à dir.): trabalho vai permitir modelagem completa do complexo de barragens.</em>

Com a modelagem tridimensional, será possível detectar possíveis pontos de vulnerabilidade da estrutura, tais como locais na barragem de enrocamento em que possa ter havido rolamento de blocos de rocha; ou processos erosivos em pontos de junção entre diferentes tipos de barragem (concreto, enrocamento e terra, por exemplo); ou ainda eventuais inconformidades no concreto.

 

Com Itaipu Binacional 

 

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