Oito queijos premiados na 2ª edição do Prêmio Queijos do Paraná, com medalhas Bronze, Prata, Ouro ou Super Ouro, estão expostos na sede do Sistema Faep, em Curitiba, até o dia 3 de julho. A ação faz parte do projeto Orgulho Paraná, que promove mostras mensais de itens que representam a produção rural do Estado. O objetivo da iniciativa é disseminar informações sobre a diversidade e excelência da agropecuária paranaense.
Entre os oito queijos participantes do Orgulho Paraná, há opções para todos os gostos: desde sabores cítricos ou frutados até notas de cidreira ou amanteigadas.
“Os queijos em exposição mostram que o produtor paranaense une tradição, técnica e muita dedicação para entregar alimentos de excelência e que inspiram todo o setor a continuar inovando”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.
A mostra acontece no mês de lançamento da 3ª edição do Prêmio Queijos do Paraná. A cerimônia será no Mercado Municipal de Curitiba, no dia 23, quando abrem as inscrições.
Criado em dezembro de 2025, o projeto Orgulho Paraná já teve como temática cafés, geleias em conserva, erva-mate, vinhos e grãos. Os itens das exposições são provenientes de produtores associados aos sindicatos rurais vinculados ao Sistema Faep.
As sugestões de produtos participantes vêm das equipes regionais da entidade. Além disso, o próprio produtor pode procurar o sindicato rural local e manifestar interesse em participar do projeto.
Pérola Negra de São Camilo
Um dos queijos em exposição é o Pérola Negra de São Camilo, do município de Palotina. Criado pela Granja Santo Expedito, o produto apresenta uma mistura de sabores cítricos e frutados, com umami marcante e leve picância.
“Nosso queijo é inspirado no parmesão, mais duro, de longa maturação. Leva um ano para ficar pronto”, descreve Alcélio Bombacini, proprietário da Granja Santo Expedito.
O Pérola Negra de São Camilo foi classificado na categoria Super Ouro do Prêmio Queijos do Paraná 2025. O reconhecimento rendeu frutos à queijaria, que registrou aumento de vendas.
“A gente fez 30 peças, de cinco quilos cada uma. Depois de conquistar o Prêmio Queijos do Paraná, em cinco dias, já não tínhamos mais nenhuma peça. Foi uma coisa surreal”, relata Bombacini.
Para o produtor, participar do Orgulho Paraná é uma nova oportunidade de colocar seu queijo artesanal em destaque.
“Já tivemos uma visibilidade excelente na conquista do Prêmio Queijos do Paraná e, agora, com essa vitrine, teremos uma amplitude maior ainda. Vamos alcançar novos horizontes”, afirma.
Aroma do Campo
Outro medalhista Super Ouro da segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná 2025, o queijo colonial Aroma do Campo também compõe a exposição Orgulho Paraná. De sabor suave e aroma frutado, é produzido pela empresa Tia Nena Produtos Coloniais, no município de Cantagalo.
“O queijo foi criado após uma viagem técnica que a nossa queijaria ganhou, em 2023, para a França”, conta Solange Liller, fundadora da empresa. “Lá, conheci muitos queijos e me inspirei em um deles para criar o Aroma do Campo. Foram várias tentativas até chegar à versão final”, diz.
Solange se orgulha de ter seu produto como um dos escolhidos para a vitrine do Sistema Faep. “Nosso queijo vai ser ainda mais reconhecido, levando o trabalho da nossa queijaria para novos públicos”, comemora.
Tipo Abondance
Produzido pela empresa Produtos Elis, no município de Diamante D’Oeste, o queijo Tipo Abondance traz tradição francesa para a vitrine do Orgulho Paraná. Ganhador da medalha de Ouro do Prêmio Queijos do Paraná 2025, o produto apresenta notas amanteigadas e aroma lácteo delicado, com textura firme, mas ainda cremosa.
“O queijo Tipo Abondance tem origem nos Alpes franceses e carrega uma história centenária. Uma de suas características mais marcantes é uma leve cintura nas laterais, formada por faixas que eram utilizadas para transportar o queijo durante a descida pelas montanhas”, explica Elis Colombi, fundadora dos Produtos Elis.
“No Paraná, essa história ganhou um novo capítulo graças ao Biopark, que, por meio do projeto Queijos Finos, adaptou o Abondance para o paladar brasileiro, transferindo essa tecnologia para mim”, conta a produtora.
Participar do projeto Orgulho Paraná, segundo Elis, representa o reconhecimento de seu trabalho, dedicação e busca pela excelência.
“Estar nessa exposição é algo que valoriza a minha trajetória como produtora rural. Essas conquistas me motivam a continuar investindo e empreendendo no campo”, afirma.
Parmesão Venetto
Produzido pela queijaria Venetto, no município de Marmeleiro, o Parmesão Venetto é feito com leite de vacas Jersey. Ele passa por maturação de 360 dias, tem textura crocante e sabor intenso, levemente picante.
“Por trás de cada peça existe um trabalho que começa no campo, passa pelo manejo do rebanho, pela qualidade da matéria-prima e segue por um longo período de cura até atingir o ponto ideal. Essa combinação de tradição, técnica e paciência é o que transforma um queijo comum em um produto especial”, diz Patricia DallAgnol, analista de Controle de Qualidade da Queijos Venetto.
O Parmesão Venetto foi medalhista Prata do Prêmio Queijos do Paraná 2025 e, agora, brilha na vitrine do Sistema Faep.
“É uma oportunidade para aproximar produtores, consumidores e representantes do governo”, afirma Patricia. “O reconhecimento valida nosso trabalho e dedicação em equipe, demonstrando a qualidade do produto que chega à mesa dos nossos clientes.”
Parmareal
Do município de Cascavel, o queijo Parmareal, criado pela empresa Queijos Ludwig, tem sabor marcante, com leve dulçor natural e um toque de frutas secas. É um queijo de longa maturação, com final persistente e capa preta.
“O Parmareal nasceu do desejo de criar um parmesão autoral, de altíssima qualidade e que valorizasse o leite e o terroir da nossa região”, diz Luan Ludwig, um dos proprietários da Queijos Ludwig.
Após receber o selo Prata no Prêmio Queijos do Paraná 2025, o Parmareal foi selecionado para a mostra Orgulho Paraná.
“É uma oportunidade de mostrar o fruto do nosso trabalho, do que a gente produz com tanto carinho”, afirma Ludwig. “Ver que o nosso queijo está agradando clientes e jurados é um orgulho enorme. O Prêmio Queijos do Paraná foi um divisor de águas para a gente. Esse reconhecimento nos mostrou que estamos no caminho certo e que todo amor que a nossa família dedica à produção de queijos vale a pena”, pontua.
Colonial Meia Cura
Produzido na Colônia Witmarsum, no município de Palmeira, na região dos Campos Gerais, o queijo Colonial Meia Cura foi medalhista Prata no Prêmio Queijos do Paraná 2025. Feito com leite cru de vacas holandesas, o produto tem textura macia e aroma que lembra manteiga fresca.
“O Colonial Meia Cura foi nosso primeiro queijo, que nasceu de um desejo de valorizar o leite, para agregar valor”, relata Marwin Dyck, proprietário do Queijos da Oma. O negócio familiar, que começou com sua mãe, agora é administrado por ele e a esposa.
“Para a gente, é uma alegria ter a oportunidade de expor no Sistema Faep, mostrando a qualidade dos nossos queijos artesanais. Também ficamos felizes em representar a região de Witmarsum”, conta.
Bellagio
Classificado na categoria Bronze na segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná, o Bellagio é um poduto delicado e refrescante, com toque natural de erva-cidreira. Ele foi criado pela queijaria Vila Belli, em Toledo.
“Queria um queijo que passasse a calmaria e a tranquilidade do sítio. E como a cidreira está bem presente na nossa família, em chás, no chimarrão e até em doces, surgiu essa ideia”, conta Gelir Maria Giombelli, proprietária da queijaria Vila Belli.
Para a produtora, é uma satisfação ter o seu trabalho reconhecido no projeto Orgulho Paraná.
“Fiquei muito contente com a possibilidade de um queijo meu, autoral, poder ser visto por várias pessoas na exposição. É difícil fazer seu produto ser conhecido, e essa é uma ótima oportunidade”, diz. “É um trabalho árduo, então, é uma alegria enorme receber esse destaque”.
Luar
O queijo Luar apresenta notas sutis que lembram o doce de leite caseiro. Produzido pela Queijos Stein, no município de Toledo, o produto tem casca preta e, por dentro, uma massa mesclada em tons de branco, que se assemelham à superfície lunar — vem daí o nome escolhido.
“O queijo Luar foi desenvolvido pelo projeto Queijos Finos, do Biopark. Provei em uma degustação e amei”, conta Kelly Stein, proprietária da queijaria, que começou a produzi-lo em parceria com o Biopark.
Classificado como medalhista Prata do Prêmio Queijos do Paraná 2025, o Luar é mais um dos queijos escolhidos para o projeto Orgulho Paraná.
“A exposição vai trazer mais visibilidade para o meu produto. É uma divulgação importante, principalmente agora, que tenho o objetivo de comercializar esse queijo em Curitiba”, diz Kelly.
Com Faep/Senar
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