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Protesto dos caminhoneiros deve chegar à BR-163 até o fim de semana

calendar_month 22 de maio de 2018
3 min de leitura

 

Cinco carretas das empresas pertencentes ao empresário rondonense José Paulo Gehlen foram paradas ontem (21) no protesto dos caminhoneiros, cuja mobilização acontece em 17 Estados do país em protesto aos altos custos do óleo diesel. Na região Oeste houve estradas trancadas nas rodovias PR-182, em Toledo, e BRs 467 e 277, em Cascavel.

Ao Jornal O Presente, o proprietário da empresa Mano’s Transportes revelou que uma carreta foi parada em Toledo, outras duas em Curitiba, além de uma em Limeira, no interior de São Paulo, e a quinta na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. Todos os caminhões estavam retornando a Marechal Cândido Rondon após a entrega de encomendas aos clientes dos três Estados quando foram forçados a interromper viagem por entrar nas rodovias com pontos de bloqueios.

O total de carretas paradas representa em torno de 25% da frota de veículos da empresa. “Outras carretas permaneciam rodando, no entanto trafegaram por trajetos diferentes para desviar dos pontos de bloqueio. Nós sabemos que elas serão paradas porque há muitos lugares com bloqueios, portanto acreditamos que de terça (hoje, dia 22) não passa”, comenta Gehlen, acrescentando que segurou cinco veículos em Marechal Rondon até que a greve seja finalizada.

Embora reconheça o período de grande dificuldade ao setor dos transportes, com a alta constante do diesel, o empresário lamenta que caminhoneiros autônomos e empresas tenham precisado aderir à greve. “Sei que está ruim, mas sou contra qualquer greve. Estou procurando baixar a quantidade de caminhões para ver se o frete melhora, ou seja, para mim o que manda é a lei da oferta e da procura”, diz, emendando que o cavalinho de uma carreta sua foi apedrejado na BR-277 na cidade de Ibema.

 

Custos altos

Na opinião de Gehlen, os valores dos combustíveis estão muito caros no Brasil. Ele traça um paralelo ao lembrar que em meados de setembro de 2017 o litro do diesel era vendido a R$ 2,53 quando hoje está na faixa de R$ 3,63, o que representa uma elevação da ordem de 43%. Para efeito de comparação, em janeiro o litro do combustível custava R$ 3,15, ou seja, o aumento foi de pelo menos 13% de lá para cá. “O diesel e o pedágio estão muito caros”, critica.

Para se adaptar a este período, Gehlen cortou 30% dos seus clientes. “A tendência é baixar a quantidade de veículos para eu ficar com os melhores clientes, aqueles que concordam em nos acompanhar apesar do aumento do combustível”, ressalta.

 

Prejuízos

Conforme o empresário, o protesto dos caminhoneiros deve ganhar força também em Marechal Rondon, uma vez que a BR-163 é um importante entroncamento rodoviário. “Embora ninguém ainda tenha se manifestado a favor, eu acredito que vai parar no máximo até o fim de semana”, presume.

Todavia, Gehlen pondera que tal ação gera prejuízos às transportadoras. “Nós temos o custo-fixo e tudo depende dos caminhões rodarem, então a paralisação compromete a entrega e gera prejuízos. Todos os nossos clientes foram alertados semana passada desse protesto, de modo que anteciparam os pedidos e eu estou tentando trazer as carretas de volta”, menciona. Ele diz que muitas empresas não estão nem embarcando produtos para evitar que as carretas sejam paradas nos pontos de bloqueio.

Os prejuízos, salienta, estão caindo em peso para os donos dos caminhões ou transportadores autônomos e para as empresas. “O motorista está amparado em lei e recebe o salário, portanto quem está quebrando são os donos do caminhão e as empresas transportadoras”, lamenta.

Leia matéria completa na edição impressa do Jornal O Presente

 
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