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Pudor e falta de sintomas afastam mulheres do papanicolau

calendar_month 4 de julho de 2015
3 min de leitura

Maria Cristina Kunzler/OP

A busca por mais informações e orientações é importante para esclarecer dúvidas sobre o câncer de colo de útero, que é o terceiro tumor mais frequente na população feminina

Um exame simples e rápido que pode salvar vidas. Este é o papanicolau, a partir do qual a mulher pode descobrir se está em processo de desenvolver o câncer de colo de útero ou não. Mas com uma vantagem: diferentemente do câncer de mama, em que não há prevenção e quando a mulher descobre já está com a doença, mesmo com um diagnóstico precoce, o de colo de útero é possível prevenir.

Mesmo assim, este é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. A informação é do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente, 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada, informa a entidade.

Para obter mais informações e esclarecer dúvidas, dezenas de mulheres assistiram, nesta semana, uma palestra com o médico cancerologista Luiz Augusto Militão da Silva, de Cascavel. O evento foi promovido pela Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon com apoio do Rotary Club 25 de Julho.

Durante o evento, Militão reforçou que a partir do papanicolau é possível detectar com muita antecedência se a mulher tem chance de desenvolver o câncer de colo de útero invasivo. Ao contrário do câncer de mama, o de colo de útero tem uma prevenção efetiva. Essa prevenção é feita através da coleta de material por meio do papanicolau, frisa.

Mas para isso, segundo o médico, a coleta do material precisa ser feita corretamente, permitindo assim que haja uma boa taxa de prevenção. No exame, que não é invasivo, é realizada uma raspagem na região do colo de útero para coletar amostras de células e observar se há alguma alteração. A prevenção, portanto, é muito simples de ser feita, mas existem algumas armadilhas. A maior armadilha e em que se deixa passar muitos casos de câncer de colo de útero é que nem em todas as mulheres o médico consegue coletar o preventivo, porque a anatomia não é favorável, é uma mulher obesa, a vagina tem muita dobra ou o colo de útero é desviado para trás ou para frente. Com isso, em algumas pacientes a coleta do material pode ser prejudicada e o resultado do exame pode dar um falso negativo. Não é incomum a mulher ter o exame preventivo com resultado negativo e naquele mesmo ano apresentar a doença, porque o exame é bom, mas precisa ser coletado da maneira correta, enaltece.

Leia a matéria completa na edição impressa de hoje

 
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