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Queda de avião em Vinhedo: Voepass é a antiga Passaredo, com sede em Ribeirão Preto; entenda

Companhia aérea fundada nos anos 1990 é responsável pelo voo com 62 passageiros mortos nesta sexta-feira (9)


calendar_month 9 de agosto de 2024
3 min de leitura

A Voepass Linhas Aéreas, empresa dona do avião ATR-72 que caiu em Vinhedo (SP) nesta sexta-feira (9) com 62 pessoas a bordo e sem sobreviventes, já foi conhecida em todo o país como Passaredo, com sede em Ribeirão Preto (SP) e considerada a quarta maior companhia aérea do país, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com base no Jardim Aeroporto, zona Norte da cidade, próximo ao Aeroporto Leite Lopes, a empresa foi fundada em 1995 com o nome de Passaredo Linhas Aéreas por José Luiz Felício, de Mococa (SP), falecido aos 81 anos em 2023.

De acordo com informações da empresa, a companhia tem uma frota de 15 aeronaves nos modelos ATR-42 e ATR-72. A operação se estende por 26 destinos em todas as regiões do Brasil. A Voepass tem cerca de 1 mil colaboradores e transportou, em 2023, cerca de 500 mil passageiros.

Em julho deste ano, a companhia aérea anunciou uma expansão com abertura de uma base em Chapecó (SC) e outra no Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro (RJ). A previsão é que as operações tenham início em outubro, o que impactará na oferta de mais voos e ajustes na malha aérea.

O comunicado consta que as novas operações abrangerão as cidades de São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Ribeirão Preto (SP), São José do Rio Preto (SP), Goianá (MG), Rio de Janeiro (RJ), Santa Maria (RS), Pelotas (RS), Chapecó (SC), Joinville (SC), Florianópolis (SC), Recife (PE) e Campina Grande (PB).

Ainda de acordo com o comunicado, a base em Chapecó (SC) terá voos para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, Florianópolis (SC) e o Galeão, no Rio, em conexão com Congonhas.

Antiga Passaredo

Anteriormente, a Voepass era conhecida como Passaredo, grupo que chegou a enfrentar anos de crise financeira com demissões e um processo de recuperação judicial e esteve sob o comando do fundador até 2002, quando José Felício passou o comando da companhia para o filho, José Luiz Felício Filho.

Em meio a dívidas e dispensa de funcionários, a empresa entrou o pedido do plano na Justiça em outubro de 2012 para viabilizar o pagamento de passivos e manter suas atividades. O volume dos débitos estimado na época era de R$ 150 milhões, e o plano foi acatado em março de 2013 por 88% dos credores.

O processo somente foi encerrado em agosto de 2017, quando a companhia então operava com sete aeronaves ATR-72, do mesmo modelo do desastre aéreo na região de Campinas (SP), com rotas para 20 cidades em nove estados, e em parcerias com grandes companhias.

Durante essa reestruturação, a Passaredo chegou a demitir 200 funcionários e deixou de atender destinos como Dourados (MS) e Uberlândia (MG), mas destinos como Araguaína (TO), Guarulhos (SP), Brasília (DF), São José do Rio Preto (SP) e Cascavel (PR), por exemplo, foram mantidos.

Um mês antes, em julho daquele ano, a empresa chegou a anunciar a venda para o Grupo Itapemirim, mas desfez a negociação em setembro por descumprimento de condições precedentes estabelecidas em contrato.

Com G1

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