O reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Paulo Sérgio Wolff (Cascá), concedeu entrevista ontem (03) para justificar os gastos referentes aos salários dos professores universitários.
De acordo com ele, a Unioeste conta hoje com aproximadamente mil professores, sendo 720 doutores, e segundo o reitor, todos os salários são condizentes aos que outras universidades públicas pagam a seus docentes. Além disso, garante, vários desses funcionários exercem outras funções e desenvolvem projetos dentro da instituição e do Hospital Universitário. “Eu tenho caso de professores nossos, que paralelamente ao seu trabalho de professor, desenvolvem atividades na área de saúde em nosso Hospital Universitário. Hoje a Unioeste está colocada como uma das 30 melhores universidades do país, e isso gera a necessidade de ter um quadro altamente qualificado. Nenhum professor nosso tem um salário diferente de qualquer outra universidade”, enfatiza.
Outro ponto observado por Cascá é a valorização do professor da Unioeste. Com o desenvolvimento da Universidade e o crescimento dos cursos, ele afirma que passou-se a depender de profissionais cada vez mais qualificados. São 64 cursos de graduação e 50 cursos de pós-graduação, ficando, assim, enaltece o reitor, cada vez mais evidente a necessidade de manter a qualidade no quadro interno.
“A Unioeste perdia muito do seu quadro. Gastava uma fortuna para capacitar e qualificar seus professores e os mesmos iam desenvolver depois atividades em universidades federais ou em outras universidades do país. O jovem e a população da região de Curitiba, de São Paulo, de Porto Alegre merecem boas universidades, merecem bons hospitais, assim como nossa região e nossos jovens e a população em geral também merecem ter qualidade na prestação desses serviços”, expôs.
Além dos professores, Cascá explicou a necessidade de cargos gratificados na Unioeste. Segundo ele, a instituição conta hoje com muitos cursos de graduação e pós, dependendo de coordenadores, além dos responsáveis pelos setores, tanto da parte universitária, quanto do HU, informou o gestor. “Eu tenho cinco campi, a Reitoria e o Hospital Universitário. São sete unidades que necessitam de profissionais. Só um exemplo, 64 cursos de graduação, 50 cursos de pós-graduação, são 114 cursos. Só aí são 114 coordenadores, que ganham um valor médio de R$ 1,2 mil mensais para assumir a responsabilidade de coordenar esses cursos. O nosso curso de Engenharia Civil, por exemplo, está hoje formando 200 novos alunos para trabalhar na região e temos nove professores. Esses docentes têm de ter um responsável para coordenar as atividades do curso”, detalhou, exemplificando ainda que no Hospital Universitário é preciso ter um chefe do Pronto Socorro, um chefe da parte de Enfermaria e um chefe da parte de Cardiologia. “São 70 funções gratificadas, que chamamos de cargo, mas de maneira nenhuma é um valor equivalente ao que esses profissionais recebem na prefeitura, no Governo do Estado ou federal. São funções gratificadas que fazem com que a universidade funcione. São parte da estrutura funcional da universidade”, destacou.
Setores terceirados
O reitor também falou sobre os setores terceirizados da Universidade, ressaltando a importância da terceirização desses serviços. De acordo com ele, as atividades de apoio estão sendo terceirizadas visando deixar a instituição mais leve e enxuta. “Temos que ser otimizados. É evidente que certos serviços de apoio temos que terceirizar. É altamente conveniente para a Universidade. Nós temos toda uma política tanto dentro do Hospital Universitário quanto dos nossos cursos de procurar contratar apenas o que é essencial para manter a nossa qualidade “, finalizou.
Com assessoria