O Presente
Geral

Setenta – por Batista da Cruz Pires

calendar_month 31 de março de 2020
3 min de leitura

Setenta

 

 

Setenta é uma data simbólica

Um ponto na minha vida

Porém, na minha história

Jamais será esquecida

Neste dia de memória

Junto às pessoas queridas

 

Este vinte e oito de março

Tudo para mim representa

Num balanço do que faço

E o que meu corpo aguenta

Ocupando o meu espaço

Hoje chego aos “setenta”

 

“Setenta” anos de vida

Não são só setenta dias

É uma etapa vencida

Com muito amor e alegrias

Com a família crescida

Todos cheios de energia

 

Com oito anos de vida

Nem pensava no que fazia

Porém, começando na lida

Fiz minha primeira poesia

Na escola a leitura obtida

Do futuro que se oferecia

 

Agora que chego aos “setenta”     

Lembro com muita saudade

De tudo o que representa

Uma vida em comunidade

Que com grande alegria alimenta

A força da minha idade

 

Esta força quero dividir

Com os amigos da classe

É uma força que faz sorrir

Como se alguém nos chamasse

Para ensinar dirigir

A quem aos “setenta” chegasse

 

Os “setenta” que eu falo

Não é na velocidade

Com imensa alegria eu embalo

Curtindo grande saudade

De uma montanha que escalo

Desde minha mocidade

 

Esta montanha de amigos

Que tenho no coração

Sempre me fornecem abrigo

Com grande satisfação

Pois deles eu não consigo

Desviar a minha atenção

 

Com “setenta” anos também

Estarei onde ela estiver

Sem ela não sou ninguém

Minha companheira e mulher

Se querem que eu diga quem

É dona Gessi Vassoler

 

À esta mulher de “setenta”

Também quero agradecer

As dificuldades que aguenta

Para nossas lutas vencer

É a mãe dedicada e ciumenta

Dos filhos que eu vi nascer

 

Aos meus amigos de fé

Que hoje são “setentões”

Sempre sabemos quem são

E quais suas pretensões

Por isso aproveito a maré

E agradeço de coração

 

Agradeço todos os dias

Às pessoas ao meu redor

Sempre quero ter parcerias

Para realçar o sabor

De nossas imensas alegrias

Dos caminhos por onde eu for

 

Com vinte nos anos “setenta”

E agora “setenta” nos anos vinte

É o sonho que a gente alimenta

Com muita força e requinte

Para tudo o que nos sustenta

Até no ano seguinte

 

Quero aqui homenagear

Quem chega aos “setenta” comigo

Quero a todos abraçar

Porém, sei que não consigo

Meu coração é o lugar

Onde todos têm abrigo

 

Agradeço à família

Que está sempre com a gente

Contemplando tudo o que brilha

Em tudo o que a gente sente

“Setenta” anos de trilha

Contadas aqui em “O Presente”

 

Aos filhos que eu quero bem

Batista, Leocir e Cleonir

Eu peço a Deus do além

Que abençoes seu porvir

Quero aqui falar também

Das filhas que me fazem rir

A Suzana e a Juniana do amor me fazem refém

 

Para completar o grupo

Dos netos quero falar

Aos quais amo e me preocupo

Penso neles sem parar

Victor e Giulia sempre escuto

E peço para Deus abençoar

 

Batista da Cruz Pires

 

(Fotos: Divulgação)

 

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