Setenta

Setenta é uma data simbólica
Um ponto na minha vida
Porém, na minha história
Jamais será esquecida
Neste dia de memória
Junto às pessoas queridas
Este vinte e oito de março
Tudo para mim representa
Num balanço do que faço
E o que meu corpo aguenta
Ocupando o meu espaço
Hoje chego aos “setenta”
“Setenta” anos de vida
Não são só setenta dias
É uma etapa vencida
Com muito amor e alegrias
Com a família crescida
Todos cheios de energia
Com oito anos de vida
Nem pensava no que fazia
Porém, começando na lida
Fiz minha primeira poesia
Na escola a leitura obtida
Do futuro que se oferecia
Agora que chego aos “setenta”
Lembro com muita saudade
De tudo o que representa
Uma vida em comunidade
Que com grande alegria alimenta
A força da minha idade
Esta força quero dividir
Com os amigos da classe
É uma força que faz sorrir
Como se alguém nos chamasse
Para ensinar dirigir
A quem aos “setenta” chegasse
Os “setenta” que eu falo
Não é na velocidade
Com imensa alegria eu embalo
Curtindo grande saudade
De uma montanha que escalo
Desde minha mocidade
Esta montanha de amigos
Que tenho no coração
Sempre me fornecem abrigo
Com grande satisfação
Pois deles eu não consigo
Desviar a minha atenção
Com “setenta” anos também
Estarei onde ela estiver
Sem ela não sou ninguém
Minha companheira e mulher
Se querem que eu diga quem
É dona Gessi Vassoler
À esta mulher de “setenta”
Também quero agradecer
As dificuldades que aguenta
Para nossas lutas vencer
É a mãe dedicada e ciumenta
Dos filhos que eu vi nascer
Aos meus amigos de fé
Que hoje são “setentões”
Sempre sabemos quem são
E quais suas pretensões
Por isso aproveito a maré
E agradeço de coração
Agradeço todos os dias
Às pessoas ao meu redor
Sempre quero ter parcerias
Para realçar o sabor
De nossas imensas alegrias
Dos caminhos por onde eu for
Com vinte nos anos “setenta”
E agora “setenta” nos anos vinte
É o sonho que a gente alimenta
Com muita força e requinte
Para tudo o que nos sustenta
Até no ano seguinte
Quero aqui homenagear
Quem chega aos “setenta” comigo
Quero a todos abraçar
Porém, sei que não consigo
Meu coração é o lugar
Onde todos têm abrigo
Agradeço à família
Que está sempre com a gente
Contemplando tudo o que brilha
Em tudo o que a gente sente
“Setenta” anos de trilha
Contadas aqui em “O Presente”
Aos filhos que eu quero bem
Batista, Leocir e Cleonir
Eu peço a Deus do além
Que abençoes seu porvir
Quero aqui falar também
Das filhas que me fazem rir
A Suzana e a Juniana do amor me fazem refém
Para completar o grupo
Dos netos quero falar
Aos quais amo e me preocupo
Penso neles sem parar
Victor e Giulia sempre escuto
E peço para Deus abençoar
Batista da Cruz Pires

(Fotos: Divulgação)
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