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Suspensa a liminar que proibia o uso de defensivos à base de glifosato em todo o Brasil

O ministro da Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, Blairo Maggi, informou através da rede social Twitter que a liminar que suspendia o uso dos defensivos à base de Glifosato em todo o território nacional foi derrubada.
A Advocacia-Geral da União (AGU) teria entrado com uma ação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região no início do mês a fim de conseguir suspender a liminar, alegando que a proibição do glifosato traria um grave risco para a economia e teria um impacto potencial de R$ 25 bilhões na balança comercial brasileira.
Além disso, a AGU argumentou também dizendo que a medida obrigaria alguns produtores a abandonarem as técnicas de plantio direto.
Em nota a AGU comentou : “Assim, mantida a decisão atacada, o Brasil seria o primeiro país a restringir totalmente o uso de glifosato, o que levaria muito provavelmente a maior parte dos produtores a deixar de utilizar o plantio direto e voltar a preparar, em alguma medida, o solo, com evidentes perdas para o meio ambiente”.
De acordo com as palavras do próprio ministro caso o TRF-1 não suspendesse a liminar, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entraria com uma ação no Superior Tribunal de Justiça para garantir o uso do defensivo na próxima safra.
No dia 03 de agosto, a juíza substituta da 7ª Vara do Distrito Federal, Luciana Raquel Tolentino de Moura atendeu a um pedido do Ministério Público Federal para que todos os agroquímicos à base de glifosato fossem proibidos no país, medida que valeria por 30 dias ou até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária realizasse a reavaliação do defensivo.
Com a suspensão da liminar afasta-se o risco de desobediência civil no campo e os agricultores estão desta forma liberados para realizar os tratos necessários visando o plantio da próxima safra verão.

 

Com agências

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