O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28), em seu perfil do Twitter que ele acredita que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, agirá corretamente com relação à redução do armamento nuclear em seu país. O republicano disse também que está ansioso para o encontro com o asiático. A aguardada reunião deve ocorrer no primeiro semestre de 2018, mas ainda não há detalhes divulgados.
“Por anos e ao longo de muitas administrações, todos disseram que a paz e a desnuclearização da Península Coreana não era sequer uma pequena possibilidade. Agora há uma boa chance de que Kim Jong Un faça o certo para seu povo e para a humanidade. Ansioso para nosso encontro!”, disse o americano na rede social.
Em um outro tweet, publicado dez minutos depois, Trump disse que o presidente da China, Xi Jinping, escreveu para ele comentando a visita do líder norte-coreano a Pequim. Sob forte esquema de segurança, Kim Jong-un fez parte de uma delegação secreta que chegou à capital chinesa de trem na segunda-feira e deixou o país na terça-feira.
“Recebi uma mensagem ontem à noite (terça-feira) de XI Jinping da China de que seu encontro com Kim Jong-un correu muito bem e que Kim está ansioso para seu encontro comigo. Enquanto isso, e infelizmente, sanções máximas e pressão devem ser mantidas a todo custo!”, escreveu o presidente dos EUA, depois do encerramento dos três dias de reuniões secretas em Pequim entre o presidente Xi Jinping e seu homólogo de Pyongyang.
A agência estatal chinesa Xinhua — que descreveu a viagem como uma visita não oficial — informou que, em reunião com Xi Jinping, o líder da Coreia do Norte disse estar aberto ao diálogo com os Estados Unidos e se comprometeu com a desnuclearização da Península Coreana. Foi a primeira viagem ao exterior de Kim como líder de seu país. Ele se reuniu com autoridades chinesas em meio aos preparativos para a cúpula entre as duas Coreias, em abril.
Ao escolher Pequim para sua primeira viagem, Kim tenta se aproximar de Xi, num momento em que este se tornou o líder chinês mais forte das últimas décadas, inclusive sem ter mais que se submeter ao limite de dois mandatos presidenciais imposto aos seus antecessores.
Pode garantir assim um aliado de peso nas negociações. Xi, por sua vez, ao receber Kim, mostra que permanece no tabuleiro das negociações, num dos assuntos que mobilizou a imprensa internacional nos últimos meses e quando os Estados Unidos anunciam a imposição de tarifas sobre os seus produtos.
Com informações O Globo