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Marechal

“2020 foi o melhor ano que tivemos até hoje”, enaltece presidente do Sicoob Marechal

calendar_month 16 de fevereiro de 2021
8 min de leitura

O Sicoob Marechal comemora, neste mês, 16 anos da abertura da primeira agência, localizada no centro de Marechal Cândido Rondon. O início das atividades aos cooperados com a inauguração da unidade ocorreu em 04 de fevereiro de 2005. De lá para cá, a instituição cresceu no número de cooperados, de produtos e serviços e no projeto de expansão, que incluiu o Estado do Rio Grande do Sul.

Em entrevista ao Jornal O Presente, o presidente do Sicoob Marechal, Gainor Sabka, diz que 2020, embora tenha sido um período marcado pela pandemia do coronavírus, foi um ano histórico para a cooperativa. “Mesmo em um ano em que a Selic caiu, historicamente sendo a mais baixa, o resultado da nossa cooperativa foi muito bom”, comemora.

O balanço do exercício será apresentado na pré-assembleia, marcada para 08 de março, que ocorre de forma on-line. Já a assembleia geral ordinária (AGO) está agendada para 26 de março, sendo que o formato de como será realizada ainda está em estudo. Confira.

 

O Presente (OP): O Sicoob Marechal nasceu a partir de uma ação liderada por empresários e comemora neste mês 16 anos da abertura da primeira agência. Como o senhor avalia a instituição neste período?

Gainor Sabka (GS): Foram 16 anos de muito trabalho, em primeiro lugar. Começar uma instituição financeira onde a concorrência já está consolidada é muito difícil. O mercado nos cobra muito. Temos que ter a força que uma instituição financeira grande tem, agilidade, produtos e serviços. Foi preciso ir nos adequando à realidade, mas foram muitas conquistas. Tivemos 16 anos de crescimento. Hoje estamos com sete agências e mais de nove mil cooperados. O trabalho dos outros presidentes, dos diretores e funcionários que passaram pelo Sicoob Marechal surtiu muito efeito. O Sicoob Marechal é uma instituição financeira sólida e está se fortalecendo muito.

 

OP: Uma das novidades dos últimos meses foi o projeto de expansão, inclusive para o Estado do Rio Grande do Sul. Como está o processo hoje?

GS: Ano passado fizemos a expansão para Pato Bragado. É uma agência que já está dando um bom resultado. A comunidade abraçou o Sicoob. Inclusive nos preocupamos em ter como funcionários pessoas de Pato Bragado mesmo. Então toda a equipe é de lá e conhece a realidade da cidade. Estamos muito felizes. O Rio Grande do Sul é um desafio. É uma cultura diferente e possui uma forma diferente de negociar. Porém, São Leopoldo é uma cidade com mais de 230 mil habitantes e com muitas oportunidades. A agência de lá vem em um crescimento e esperamos em 2021 abrir mais uma agência no Rio Grande do Sul. Ainda estamos definindo em qual cidade, mas possivelmente será na Capital Porto Alegre.

 

OP: E aqui na região, existe o projeto de abrir mais alguma agência?

GS: Na nossa área de atuação aqui na região, temos ainda os municípios de Entre Rios do Oeste, Mercedes e Maripá. No primeiro momento, uma agência acreditamos que não vai acontecer, mas escritório de negócios é bem possível. Já estamos trabalhando neste planejamento.

 

OP: Qual a diferença entre uma agência e um escritório de negócios?

GS: A agência vai mexer com numerário, com dinheiro, enquanto o escritório de negócios não. O cooperado só vai para fazer negócios. Colocamos correspondente financeiro no comércio, em que o cooperado pode pagar boleto, e o escritório de negócios simplesmente para fazer negócios.

 

OP: Ano passado foi um período marcado pela pandemia e por um momento adverso. Diante deste cenário, como o Sicoob Marechal fechou 2020?

GS: O ano de 2020 nos trouxe muitos desafios. Primeiro, foi preciso adequar as agências financeiras, onde circulam muitas pessoas, para atender os decretos do Estado e do município. Ainda no final da gestão do ex-presidente Luciano Cremonese, montamos uma comissão de Covid-19 para trabalhar essa situação internamente. Passando isso, tivemos a reforma da agência Centro. Foi preciso diminuir o local de atendimento e houve um desgaste. Contamos com a compreensão de todos os cooperados pela forma que tivemos de atendê-los e a forma como os nossos funcionários trabalharam em meio à obra. E isso tudo aconteceu na pandemia. Foi um ano desafiador, analisando esse lado. Já no lado financeiro da cooperativa, no começo a preocupação era a falta de dinheiro e se as pessoas iriam fazer saques. No entanto, o que aconteceu foi o contrário: tivemos um aumento histórico dos depósitos na nossa cooperativa, bem como tivemos um crescimento do crédito histórico no Sicoob Marechal. Mesmo em um ano em que a taxa Selic caiu, historicamente sendo a mais baixa, o resultado da nossa cooperativa foi muito bom. Foi o melhor ano que tivemos até hoje.

 

Presidente do Sicoob Marechal, Gainor Sabka: “Esperamos em 2021 abrir mais uma agência no Rio Grande do Sul. Ainda estamos definindo em qual cidade, mas possivelmente será a Capital Porto Alegre” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

OP: Essa demanda elevada por crédito continua ou já diminuiu?

GS: Nos últimos dois meses houve diminuição. Mas, o mais importante é que a inadimplência está controlada. A busca por crédito diminuiu um pouco, mas a inadimplência está bem controlada. Então, a nossa expectativa para 2021 é que também seja um ano muito bom.

 

OP: A busca maior por crédito ocorreu pelo momento econômico, com taxas mais favoráveis, ou foi uma necessidade diante da pandemia e das incertezas?

GS: Acredito que foram vários fatores. A taxa baixa favorece que se pegue dinheiro mais barato para cobrir uma conta mais cara. Aconteceu isso. Contudo, a grande maioria foi de crédito pequeno, em que o nosso comércio teve a necessidade de cumprir com os seus compromissos, como folha de pagamento, fornecedores e impostos. Passamos alguns dias com o comércio fechado, em que o faturamento não aconteceu, mas os custos sim e precisaram ser cobertos. A maioria do nosso crédito foi de valor pequeno. Inclusive logo no fechamento das empresas, o Sicoob lançou uma linha emergencial prevendo essa necessidade do comerciante, e houve uma aceitação muito boa dos nossos cooperados.

 

OP: O Sicoob Marechal conta hoje com uma gama de produtos e serviços. Qual o carro-chefe?

GS: Em toda instituição financeira, pelo menos neste nível em que trabalhamos, o carro-chefe é o crédito. Tivemos uma queda na receita devido à Selic baixa, mas como aumentamos muito a concessão de crédito ano passado houve um equilíbrio. O crescimento de crédito compensou a Selic baixa e, por isso, fechamos um ano bom. O Sicoob Marechal tem vários produtos e serviços. Dispomos, por exemplo, de uma corretora de seguros dentro do Sicoob. Quando o cliente tiver um sinistro, fazemos o atendimento 24 horas. Diferente de outras seguradoras que ocorre por meio do 0800, no nosso caso temos uma equipe preparada para atender 24 horas. Isso é um diferencial fundamental. O nosso crescimento na venda de seguro é grande. Também contamos com ótimos consórcios, inclusive com taxa de administração muito abaixo do mercado. Este ano temos algumas metas com relação ao crédito rural.

 

OP: E quais são essas metas?

GS: Estamos aprendendo a trabalhar com o crédito rural. Tínhamos somente a agência Avenida, em frente à Copagril, que trabalhava com este produto. Agora, as outras duas agências em Marechal passarão a fazer atendimento em crédito rural. O objetivo é um crescimento grande. Procuramos entender as necessidades dos produtores para fazer o melhor atendimento.

 

OP: Uma das situações que preocupa a muitos envolve o possível aumento da inflação. Como o Sicoob Marechal avalia o cenário econômico?

GS: É uma preocupação nossa também. Percebemos que o poder aquisitivo diminuiu. A previsão é que os juros vão aumentar. O governo, de alguma maneira, precisa controlar a inflação, sendo que uma forma de fazer isso é o aumento da taxa de juros para diminuir um pouco o crédito. Achamos que será um ano de muitos desafios, mas, como Sicoob, sempre trabalhamos com os pés no chão, muito seguros, e vamos fazer o nosso crescimento e nossa expansão em cima da realidade. Assim, esperamos que todos os nossos cooperados e os empresários trabalhem com os pés no chão e em cima de uma realidade. Não é o momento de fazer muita aposta. Percebemos que o comércio girou muito em cima do auxílio emergencial do governo, que está se encerrando. Vamos ter uma realidade do mercado agora. Acreditamos que o Brasil vai crescer muito e temos tudo para desenvolver nosso país, especialmente na nossa região, onde o agro é muito forte. Penso que será um ano de desenvolvimento se o Congresso e governo federal falarem a mesma língua. Precisamos disso para que algumas medidas sejam aprovadas e o Brasil consiga se desenvolver mais rapidamente.

 

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