O movimento intitulado “MCR contra o pedágio”, criado no último dia 21, via grupo de WhatsApp, tem unidos esforços em prol de um abaixo-assinado contra a implantação de praças de pedágio em municípios da região Oeste, o qual, em uma semana de mobilização, já reúne cerca de 1,3 mil assinaturas.
Inicialmente, o grupo se manifestava contrário à delegação das rodovias paranaenses ao governo federal, porém, como o projeto foi aprovado na Assembleia Legislativa, a luta segue, agora, pela não instalação de praças de pedágios na região.
“A lei promulgada pelo governador (do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr) não diz onde serão feitas as praças de pedágio. Então, na nossa compreensão, há, sim, possibilidade de que essas praças não sejam instaladas. A luta permanece e se fortalece”, enfatiza ao O Presente um dos organizadores do movimento, professor universitário Wilson Zonin.
PERFIL DAS ASSINATURAS
Zonin traça um perfil das assinaturas. “Há uma diversidade de lideranças de todas as áreas da economia. Apareceram 75 atividades diferentes”, enumera.
De acordo com os dados apresentados, as atividades com mais pessoas que aderiram ao abaixo-assinado são professores, trabalhadores do comércio e vendas, empresários, agricultores, estudantes, aposentados, autônomos, motoristas, servidores, cabeleireiros, barbeiros e manicures, engenheiros e agrônomos, advogados, auxiliares administrativos, funcionários públicos, técnicos, vereadores, trabalhadores do lar, microempreendedores individuais, representantes comerciais, bancários, agentes universitários, contadores, corretores de imóveis, jornalistas, dentre outras ocupações.
Os números atingidos e a variedade do público são “representativos”, pontua Zonin. “Há dificuldades ainda para a manifestação por meio da tecnologia, visto que muitas pessoas não têm acesso e nem todos são acostumados a responder. Muitas pessoas gostariam de responder, mas têm dificuldade”, salienta.
Conforme o professor, há muita representatividade por trás de cada nome. “A pessoa influencia outras dezenas, centenas e milhares. A primeira questão desse formulário é dizer que essa representatividade dessas mil pessoas é muito grande. Podemos destacar a presença dos 70 empresários, mais 20 vereadores. Quantos votos um vereador faz e quantas pessoas ele representa em seu cargo? Essas pessoas têm um público”, considera.
REGIONAL
O nome do grupo faz referência a Marechal Rondon, cidade que fica entre as novas praças previstas para serem instaladas – Mercedes/Guaíra e Cascavel/Toledo. “O movimento conseguiu a adesão em todos os municípios que tangenciam as BRs 467 e 163. Vereadores de Cascavel, Toledo, Marechal Rondon, Quatro Pontes, Nova Santa Rosa, Mercedes, Guaíra e Pato Bragado estão integrados para angariar apoio e assinaturas de lideranças contrárias à construção das novas praças de pedágio anunciadas para Toledo/Cascavel e Mercedes/Guaíra”, relata Zonin.
Segundo ele, a meta de ampliar o alcance da ação foi atingida nos últimos dias. “O propósito é mostrar através de um instrumento coletivo a unidade nessa luta com quem representa o povo”, afirma.
APRESENTAÇÃO ÀS AUTORIDADES
Zonin destaca que o abaixo-assinado chegará a todas as autoridades envolvidas, desde deputados e governador até ministros e o presidente.
Ele diz que não há uma data definida para apresentação e nem um número específico de assinaturas como meta. “Estamos pensando na melhor forma de levar isso às mãos de quem precisa resolver. Não pensamos a data ou número de assinaturas, até porque não depende exatamente disso. O que querermos é mais representatividade”, enfatiza.
A mobilização deve continuar enquanto for preciso para evitar o que já aconteceu em outros momentos, amplia o professor. “A população não quer mais 30 anos de exploração com pedágio caro, o mais caro do Brasil e do mundo. Essas cobranças trarão impactos nos custos de produção, no consumo e gerarão grandes prejuízos econômicos para a nossa região”, finaliza.
Como assinar?
Para participar do abaixo-assinado, basta clicar neste link e informar o nome completo, a atividade que exerce, o número de WhatsApp e o e-mail. Não há necessidade de informar números de documentos pessoais.

Preços previstos para as novas praças de pedágio que devem ser instaladas no Paraná:

O Presente
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