Depois de mobilizar centenas de rondonenses, o abaixo-assinado para a reabertura do Hospital Fumagali, de Marechal Cândido Rondon, será entregue em evento marcado para as 19h30 de amanhã (03), na Associação da Polícia Militar.
Reconhecida em toda a região, a instituição hospitalar está interditada há cerca de quatro anos. Em vista disso, muitas pessoas da comunidade se uniram com o propósito de cobrar da Justiça a importância de reabri-lo. A coleta de assinaturas para o abaixo-assinado teve início em março.
Além do atendimento à população carente, a reabertura do hospital, na visão de uma das representantes da ação, Roseli Jussara Schmidt, representa também novas oportunidades de emprego e renda. “Vamos ter mais médicos, técnicos em enfermagem e funcionários nos demais setores. Muitos empregos irão surgir com a reabertura do hospital, que, aliás, é considerado um dos melhores centros cirúrgicos da região”, declarou Roseli em recente entrevista ao O Presente.
O foco e a preocupação, segundo ela, é com o bem-estar geral população.
50 anos
Em 2018 o Hospital Fumagali completa 50 anos de atuação em Marechal Rondon. Ao longo da história, especialmente o proprietário da instituição, Italo Fernando Fumagali, que é médico há 52 anos, se envolveu em diversas polêmicas no município, seja no âmbito da saúde pública ou da política, em que sempre teve envolvimento no município.
Há quase quatro anos a unidade hospitalar foi interditada pela Vigilância Sanitária a pedido do Ministério Público. A alegação é de que havia em torno de 100 irregularidades no local, como na parte de estrutura e sanitária, bem como a falta de médicos para atender determinadas especialidades. Na tentativa de reabrir a instituição, Fumagali executou melhorias e reformas. Mesmo assim, ainda não obteve novamente a licença sanitária e o processo hoje tramita na Justiça da Comarca de Marechal Rondon.
Em 2011, a unidade deixou de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e uma eventual reabertura não garantirá a retomada do serviço público.
A instituição está localizada no centro da cidade, em uma área considerada privilegiada, e conta com quatro salas cirúrgicas equipadas e, se voltar a funcionar, poderá ter 49 leitos, mas com possibilidade de atender até 120 pessoas em situação de emergência.
Em recente entrevista ao Jornal O Presente, Fumagali falou sobre a interdição e garantiu que se voltar a conseguir a licença sanitária pode no dia seguinte reabrir as portas do hospital.
Evento político
Além da entrega do abaixo-assinado, o evento de amanhã à noite também terá programação de cunho político. Trata-se da oficialização da comissão provisória do Partido Pátria Livre (PPL) no município, contemplando a apresentação dos dirigentes da legenda. O deputado estadual Márcio Pacheco é presença confirmada.

Em 2018 o Hospital Fumagali completa 50 anos de atuação em Marechal Rondon

Para muitas pessoas, hospital possuiu um dos melhores centros cirúrgicos da região

Se voltar a funcionar, hospital poderá ter 49 leitos, com possibilidade de atender até 120 pessoas em situação de emergência
O Presente