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Advogado Luciano Caetano fala sobre reviravolta no caso de engenheiro agrônomo morto em Marechal Rondon

Expectativa da família é que, após a conclusão das investigações, Ministério Público ofereça denúncia perante a Justiça, o que poderia levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri


calendar_month 10 de março de 2026
4 min de leitura

A investigação sobre a morte do engenheiro agrônomo Leandro Meinerz, de 43 anos, teve um novo desdobramento, após a apresentação de provas digitais ao Ministério Público.

O promotor de Justiça Tiago Inforçatti Rodrigues reconsiderou o pedido de arquivamento do inquérito depois da análise de novos elementos, entre eles um vídeo gravado pela própria vítima pouco antes do ocorrido e mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp.

Leandro morreu após ser atingido por um golpe de faca na madrugada de 30 de agosto de 2025, dentro do apartamento onde estava. A autora do golpe, Morgani Terezinha Neukirchen Meinerz, de 46 anos, companheira da vítima na época, chegou a ser presa em flagrante após o ocorrido.

Inicialmente, a investigada alegou ter agido em legítima defesa. Ela foi liberada posteriormente e passou a responder ao processo em liberdade.

Um dos novos elementos analisados pela investigação é um vídeo que teria sido gravado por Leandro momentos antes do ataque. Nas imagens, registradas dentro do imóvel, o casal aparece discutindo. Morgani é vista segurando uma faca em uma das mãos e uma garrafa de vinho na outra.

Durante a gravação, ao perceber que estava sendo filmada, ela afirma: “Grava. Grava, pode gravar”. Em seguida, Leandro pede que ela solte a faca.

No vídeo, Morgani afirma estar sendo agredida, o que é negado por Leandro durante a gravação. Policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que, na noite do fato, não identificaram marcas aparentes de agressão ou sinais de luta no corpo da mulher.

Além do vídeo, na nuvem do celular foram localizadas conversas trocadas entre maio e julho de 2025. Segundo a investigação, as mensagens indicariam um histórico de conflitos entre o casal, que estava em processo de separação. De acordo com relatos, o agrônomo já havia se mudado para outro local.

O advogado Luciano Caetano, que representa os familiares da vítima, afirma que os novos elementos apresentados reforçam a necessidade de continuidade das investigações.

Com a apresentação do material, o Ministério Público do Paraná reconsiderou o pedido de arquivamento do inquérito, feito anteriormente em outubro de 2025, quando ainda havia dúvidas sobre a hipótese de legítima defesa.

Segundo o órgão, os novos documentos foram entregues pela defesa da família da vítima em novembro do mesmo ano. Após a análise do conteúdo, o Ministério Público solicitou a continuidade das investigações à autoridade policial.

Atualmente, o inquérito policial segue em andamento. Como a investigada responde em liberdade, não há prazo fixo para a conclusão das diligências.

A expectativa da família é que, após a conclusão das investigações, o Ministério Público ofereça denúncia perante a Justiça, o que poderia levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa de Morgani informou que ela é representada atualmente por uma nova equipe de advogados.

Em nota divulgada na segunda-feira (9), o Ministério Público afirmou que as autoridades seguem empenhadas na apuração dos fatos e que a conclusão jurídica do caso dependerá do resultado das investigações em andamento.

Sobre o crime

Na noite do crime, Morgani havia saído para jantar em um restaurante da cidade. Durante o encontro, Leandro também apareceu no local e houve um momento de tensão entre o casal.

Mais tarde, Morgani decidiu ir até o apartamento onde ele estava morando para conversar. Em depoimento à polícia, ela justificou que fez isso porque ainda o amava, queria entender o motivo da alteração dele e buscava resolver a situação do casal, especialmente a definição sobre o divórcio, que ela alegou que ele vinha protelando.

Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram que ela chegou ao local de carro às 22h34, mas permaneceu dentro do veículo por cerca de meia hora. Somente às 23h04 ela desce e entra no prédio em direção ao apartamento, o que indica que Leandro inicialmente hesitou em permitir a entrada da esposa para a conversa que terminaria na facada mais tarde. Veja o vídeo abaixo.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que encontraram Leandro caído no chão do apartamento, perdendo muito sangue e repetindo que não queria morrer.

Segundo os agentes, a faca utilizada estava no chão da sala e havia marcas de sangue indicando que a vítima tentou sair do imóvel após ser atingida.

Morgani, de acordo com os policiais, estava chorando e admitiu no local que havia desferido o golpe.

Durante o atendimento, ela afirmou que havia sido agarrada pelo pescoço antes do ataque. No entanto, os policiais disseram que não observaram marcas ou sinais de agressão em seu corpo naquele momento.

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