O Presente
Marechal

Alunos da Escola Jean Piaget celebram Dia do Pioneiro de Marechal Rondon

Momento com alunos e convidados resgatou a história do município através da música e relatos


calendar_month 7 de março de 2023
5 min de leitura

O Bosque dos Pioneiros, localizado na Rua Minas Gerais, em Marechal Cândido Rondon, foi o lugar escolhido para que nesta manhã de terça-feira (07), alunos da turma de 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Jean Piaget, que tem como regente a professora Silvana de Oliveira, apresentassem aos demais colegas e para alguns convidados a encenação baseada na letra do Hino do Município, em comemoração ao Dia do Pioneiro, que em Marechal Rondon é celebrado no dia 7 de março, data confirmada, inclusive, através Lei Municipal 3.466/2003.

Placa marca início do resgate histórico da colonização em Marechal Cândido Rondon (Foto: O Presente)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
(Foto: Daniel Werle/OP)
Alunos encenaram Hino do Município de Marechal Cândido Rondon (Fotos: Daniel Werle/OP)

Conversas

Além da apresentação, foram realizados três momentos de trocas de informações conduzidos pela professora Sonia Caregnato, que iniciou o projeto na escola em 2019, com alunos do 3º ano daquela época, já que o conteúdo é sempre trabalhado nesta fase.

“Esta foi uma forma que encontramos de não deixar que a história se perca ou se esqueça como começou a colonização em Marechal Rondon. Temos a placa que mostra os nomes de alguns pioneiros, porém, queremos algo mais, queremos um espaço que possa ser utilizado com segurança e que sirva também para lazer da população, mas hoje, infelizmente, isso não é possível. Diversas ações já foram tentadas, mas tudo está apenas no papel”, ressalta a professora.

Quem também contribuiu com informações para os alunos foi Lori Speck, que atualmente é vice-presidente da Associação dos Pioneiros de Marechal Cândido Rondon (Apidemar). Lori comentou com os estudantes e demais presentes que é bom, bonito e muito importante a presença deles para prestigiar tal momento, pois é uma oportunidade de conhecer mais da colonização do município em que residem, e contou um pouco de como tudo começou.

“Aqui próximo temos a Sanga Borboleta e não é por acaso que o lugar escolhido para dar início à colonização de Marechal Rondon foi esse, pois água é um dos bens necessários para todos, e este era um bom lugar por isso”, comenta Lori.

Além disso, Lori explanou sobre os três pioneiros que iniciaram os desmatamentos para que as terras fossem ocupadas, isso através da Colonizadora Maripá, que foi responsável pela colonização de grande parte da região Oeste do Paraná. “A vinda de pessoas de Santa Catarina e outras regiões, mas principalmente do Rio Grande do Sul, se fez necessária porque nestes Estados as terras já estavam bastante divididas e aqui ainda tinha muito chão a ser desbravado”, disse.

Há relatos de que os pioneiros levavam 11 dias para fazer o percurso e chegar em Marechal Rondon, na época General Rondon, e com 10 anos já era possível realizar sua emancipação, o que aconteceu mais tarde, quando a área foi desmembrada do município de Toledo.

A pioneira Ilga Schneider, hoje com 74 anos de idade, chegou em Marechal Rondon com dois anos de idade e aqui fixa residência até hoje. Das muitas histórias, Ilga recorda que no caminho de Santa Catarina para cá, ela e a mãe chegaram a cair do caminhão, mas nada de grave aconteceu. Junto de seus pais e irmãos, tiveram que ficar em Toledo porque as estruturas de abrigo em Marechal Rondon num primeiro momento estavam lotadas. Mais tarde, conseguiram ocupar o espaço que abrigava aqueles que aqui chegavam.

“Vivemos uma época de grande dificuldade, não tínhamos nem mesmo, muitas vezes, produtos básicos como temos hoje, como açúcar, por exemplo, que é usado para tantas coisas, entre elas, para fazer bolacha, que comíamos apenas em festas de final de ano”, recorda.

A tecnologia é outra situação bem diferente da atualidade. “Hoje temos tudo na mão, inclusive quem utilize destes meios muito mais para o mal do que para o bem, e não tínhamos acesso a nada disso naquela época”, relata Hilga.

A pioneira que na infância estudou na Escola Jean Piaget e na na vida adulta se dedicou à criação dos filhos, cuidados com a mãe, graduou-se em Ciências Contábeis com mais de 40 anos e até hoje, com 74 anos, exerce a função, mas está sempre atenta para que a história de Marechal Rondon não caia no esquecimento.

“Desde minha infância eu gosto de ouvir pessoas que relatam histórias que tenham a ver com Marechal Rondon e também por isso criamos Associação dos Pioneiros de Marechal Cândido Rondon e realizamos quatro encontros anuais nos meses de março, maio, agosto e novembro e reunimos pioneiros para um momento de conversas daquela época, e vocês podem fazer parte disso acompanhando e convidando seus pais e avós para participar também”, finaliza Ilga, ao estender convite para os alunos.

Lore Schoeder, membro do conselho fiscal da Associação dos Pioneiros de Marechal Cândido Rondon (Apidemar; Ilga Schneider, pioneira e tesoureira da Apidemar; Lori Speck, vice-presidente da Apidemar, e Sonia Caregnato, professora que iniciou projeto na Escola Municipal Jean Piaget (Foto: Daniel Werle/OP)

Recreação

Para encerrar a atividade da manhã, ao final da apresentação, crianças e adultos realizaram juntos diversas brincadeiras que promoveram integração entre os dois públicos.

(Foto: Daniel Werle/OP)

Daniel Werle/O Presente

Clique aqui e participe do nosso grupo no WhatsApp

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.