Ecoville – Maior rede de limpeza
Marechal Destinação correta

Antes refugado, isopor passa a ser reciclado pela Cooperagir

(Foto: Joni Lang/OP)
  • Coordenadora da Cooperagir, Caroline Bunzen: “Pedimos a colaboração dos rondonenses para que limpem e sequem o isopor (...) e deixem próximo dos outros recicláveis” (Foto: Joni Lang/OP)

  • Presidente da Cooperagir, Ivaldi da Silva (Didi): “A nossa principal preocupação é para com a preservação do meio ambiente, por isso o esforço em reciclar o isopor, mesmo que somente 6% dele seja reutilizado” (Foto: Joni Lang/OP)

  • Após ser derretido, em torno de três quilos de isopor são colocados em cada saco (Foto: Joni Lang/OP)

  • Monte de isopor ao lado do galpão pronto para ser processado (Foto: Joni Lang/OP)

  • Agentes ambientais pedem o apoio dos rondonenses para que façam a limpeza e separação do material. Estimativa é de que 6% da produção seja reaproveitada (Foto: Joni Lang/OP)

Uma mensagem disparada há alguns dias via WhatsApp pede a colaboração da comunidade rondonense no sentido de limpar e separar o isopor originário de bandejas de alimentos e copos, bem como o isopor da parte externa de eletrodomésticos, uma vez que a Cooperativa dos Agentes Ambientais de Marechal Cândido Rondon (Cooperagir) passou a reciclar o material recentemente. No entanto, nem todo isopor pode ser reciclado, a exemplo do produto alojado entre câmaras frias devido à umidade.

A coordenadora da Cooperagir, Caroline Bunzen, que encaminhou a mensagem, informa que o isopor já vinha sendo coletado anteriormente, porém era eliminado no aterro sanitário porque não tinha finalidade. “Em meados de 2015 a gente começou a vender isopor para uma empresa de Santa Tereza do Oeste, mas era necessário levar até lá. Recentemente, houve a possibilidade de ter essa máquina para derreter o isopor, cujo equipamento está instalado há cerca de uma semana na usina de reciclagem. A partir disso, temos capacidade de produzir três mil quilos de isopor derretido para que a empresa venha retirar o produto”, esclarece.

Casa do eletricista MINIESCAVADEIRA

Apesar disso, o presidente da Cooperagir, Ivaldi da Silva (Didi), ressalta que 100 bags (sacolões de ráfia) somam pouco mais de 300 quilos devido ao volume do isopor. “Só que quando joga na máquina tira a pressão e derrete, nós imaginamos que 94% é perdido, ou seja, o aproveitamento é de apenas 6%. Isso quer dizer que precisa de bastante isopor para chegar aos 300 quilos”, evidencia.

 

MEIO AMBIENTE

Segundo Didi, ao observar que a taxa de aproveitamento na reciclagem do isopor é baixa fica claro que o produto causa muitos danos ao meio ambiente e demora para se decompor. “A nossa principal preocupação é para com a preservação do meio ambiente, por isso o esforço em reciclar o isopor, mesmo que somente 6% dele seja reutilizado. Para se ter ideia, o isopor não baixa quando está no aterro sanitário. A máquina passa por cima e quando sai o isopor incha de novo. Muito isopor foi levado ao aterro porque não tínhamos o que fazer, mas agora podemos moer. O teste para ver quanto a máquina consegue moer por dia foi iniciado nesta segunda-feira (ontem, 09), devido a um operador que passa a trabalhar com isso”, explica.

Todavia, a máquina foi emprestada por uma empresa de Maringá à Cooperagir, uma vez que o valor do equipamento gira na faixa de R$ 100 mil. “A empresa ofereceu a máquina e em troca quer o isopor derretido, pronto para ser revendido. Faz em torno de duas semanas que a máquina vem sendo utilizada, porém há uma semana que o trabalho está sendo mais direto”, diz Caroline.

 

SELEÇÃO

“Nós pedimos a colaboração dos rondonenses para que limpem e sequem o isopor de bandejas de alimentos e copos e que deixem próximo dos outros recicláveis, além de colocar o isopor das embalagens de eletrodomésticos e outros itens, tudo seco, que a triagem é feita sob nossa responsabilidade. Felizmente agora existe destinação correta”, enaltece Caroline, frisando que isopor de câmara fria é eliminado por ser úmido e não haver possibilidade de reaproveitamento.

Didi e Caroline destacam que a Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental, através do engenheiro ambiental Marcos Chaves, busca ampliar a vida útil do aterro sanitário rondonense. “Em 2015, quando o Marcos soube que o isopor era reciclado, pediu para a gente separar, mas a empresa de Santa Tereza recolhia os bags e pagava pouco. Recentemente a empresa de Maringá topou emprestar a máquina, desde que nós entregássemos no mínimo três toneladas de isopor derretido por mês. Cada bag rende 300 quilos de isopor processado”, enfatiza Caroline.

Ela ainda informa que caso os rondonenses possuam grande volume de isopor ou outro produto reciclável podem levar na usina de reciclagem, situada na Esquina Guaíra, próxima ao Horto Municipal. O horário de atendimento é das 07h30 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. O telefone de contato é o (45) 2031-1251.

 

COOPERATIVA

Depois de fases conturbadas, a Cooperagir conta desde o início deste ano com uma nova diretoria que promoveu mudanças. Uma delas, expõem Didi e Caroline, é que as contas são prestadas regularmente aos 38 cooperados, demonstrando transparência tanto em relação aos valores arrecadados como no volume produzido. Para março está prevista a transferência da usina de reciclagem ao barracão que vem sendo ampliado e coberto.

Atualmente, a Cooperagir recicla em torno de 100 toneladas de produtos ao mês, entre ferro misto; garrafas pet de água, refrigerante e óleo; embalagens de bebida; potes; PVC; caixas; papelão e papéis; embalagens tetrapak; sacos de cimento e outros; latas de alumínio; vidros; cobre; blocos e isopor.

 

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