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Marechal

Anúncio de reajuste da gasolina e diesel provoca filas em postos de Marechal Rondon e já tem estabelecimento mudando preço

calendar_month 10 de março de 2022
4 min de leitura

O anúncio do reajuste de 18,8% no preço da gasolina e de 24, 9% do diesel já provoca fila em postos de combustíveis de toda a região, inclusive em Marechal Cândido Rondon. Os aumentos passam a valer a partir desta sexta-feira (11) nas refinarias, mas já tem estabelecimentos no município empregando o reajuste.

A reportagem de O Presente fez um tour depois das 18 horas desta quinta-feira (10) pelas principais ruas de Marechal Rondon e constatou filas em vários postos.

O que está com maior movimento no momento, com filas de várias quadras, está aplicando preço sem reajuste.

Em outro onde já está sendo cobrado mais de R$ 7 pelo litro da gasolina, quando questionado pela reportagem, o funcionário  justificou dizendo que recebeu combustível na tarde de hoje, por isso já estaria aplicando o valor reajustado.

 

Somente em um dos postos de combustíveis rondonense a fila no começo da noite desta quinta-feira (10) somou dezenas de carros (Foto: Sandro Mesquita/OP)

Alguns postos de Marechal Rondon já reajustaram o preço dos combustíveis: neste da foto feita pela reportagem de O Presente, o valor da gasolina era de R$ 7,29 (Fotos: Sandro Mesquita/OP)

 

SINDICATO

Em relação ao aumento realizado pela Petrobras nas refinarias, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Paranapetro), avalia que o aumento que terá grande impacto para consumidores, o mercado e a economia em geral. “Desde o final de semana algumas distribuidoras já começaram a aumentar os preços de venda para os postos, antes de qualquer anúncio oficial de elevação na Petrobras, alegando uma maior entrada de combustíveis importados no mercado. Conforme o Paranapetro tem alertado, esta é uma prática frequente: algumas distribuidoras costumam repassar os aumentos com grande agilidade para os postos, muitas vezes de imediato”, expôs.

 

IMPACTO
O anúncio da Petrobras ocorre após 57 dias sem reajuste. O preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, a partir desta sexta-feira, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Fertilizantes (Fecombustíveis) calcula que, com o aumento anunciado pela Petrobras, que passa a vigorar nesta sexta-feira, a gasolina nos postos de abastecimento deve subir para média de R$ 7,02 o litro no país, contra a média atual de R$ 6,57 por litro. Já o diesel vai subir para uma média de R$ 6,48 o litro, contra a média atual de R$ 5,60 o litro.

“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro”, informou o comunicado da empresa.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras subirá de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. “Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro”, diz a nota.

 

PROCON

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR), juntamente com os Procons municipais, vai identificar e notificar os postos e distribuidoras de combustíveis que já aumentaram o preço do diesel e da gasolina, antes mesmo que o ajuste anunciado nesta quinta-feira pela Petrobras chegasse às bombas.

A chefe do Procon-PR, Claudia Silvano, explicou que o novo valor não deveria impactar os consumidores já neste primeiro momento, pois o aumento vale para as distribuidoras e entra em vigor a partir de sexta-feira. A previsão era que o preço mais alto chegasse às bombas na segunda-feira (14).

 

PROTESTO

Um dos principais líderes da greve de caminhoneiros de 2018, Wanderlei Alves, o Dedeco, afirmou nesta quinta que o Brasil tem que parar em protesto contra o aumento dos combustíveis divulgado pela Petrobras – de 18,8% para a gasolina, 16,1% para o gás de cozinha e 24,9% para o diesel nas refinarias. “Os caminhoneiros autônomos e os empresários de transporte têm que se unir e parar o país. Ninguém vai aguentar. As transportadoras que têm 500, mil caminhões, com milhares de funcionários para pagar, vão quebrar”, afirmou ele para a colunista da Folha de S Paulo, Mônica Bergamo.

 

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