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Marechal Dificuldades

Apae tem déficit mensal de aproximadamente R$ 21 mil

(Foto: O Presente)

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Marechal Cândido Rondon tem nova diretoria eleita para o triênio 2020/2022, a qual foi empossada semana passada. O presidente, Roberto Afonso Thomé (Beto), e a vice, Loiva Grasel Refatti, assumem a função com o objetivo de sanar as dificuldades financeiras da instituição.

“Fizemos o levantamento e verificamos que nosso déficit atingiu R$ 21 mil mensais. Até o ano passado, o rombo era de R$ 15 mil a R$ 16 mil. O déficit tem aumentado. A cada mês temos menos contribuintes mensais particulares, que de 300 caiu para cerca de 150. Além disso, contávamos com uma doação mensal significativa de uma grande empresa até outubro do ano passado, quando o repasse foi suspenso”, expõe Thomé.

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Superando dia após dia as dificuldades, o presidente afirma que até então a entidade tem conseguido se manter sem dívidas. “Conseguimos resolver o ano no zero mata zero por meio de eventos, rifas, feijoadas e outras atividades, mas a situação está piorando. Vamos ver o que acontece”, enfatiza, acrescentando: “O serviço da associação vem mais no sentido de buscar recursos do que qualquer outra coisa”.

 

DIFICULDADES

O presidente da Apae ressalta que os recursos recebidos por meio de convênios municipais, estaduais e federais estão em desacordo com a real situação da escola. “Recebemos via SUS (Sistema Único de Saúde) cerca de R$ 18 por atendimento especializado para 59 alunos. Na realidade, a escola possui 102 estudantes e alguns deles recebem três ou quatro atendimentos por semana”, menciona.

Além disso, pontua Thomé, os profissionais que atuam no educandário previstos pelos recursos recebidos não dariam conta das funções necessárias na Apae. “Temos 28 pessoas trabalhando na instituição. Se fôssemos utilizar somente os recursos provenientes do convênio para isso, o número cairia pela metade. O governo prevê que cada sala deveria ter x alunos, todavia, as necessidades especiais de alguns deles faz com que seja preciso ter menos estudantes em uma turma, já requerendo um profissional. Assim, cabe à escola contratar para sanar esses espaços”, explica.

Ele destaca que a generalização é o problema na destinação de verbas. “Há um distanciamento que prejudica, pois a realidade de cada instituição não é considerada. É feita uma média, mas sabemos que é irreal. Alguns municípios parceiros só nos disponibilizam a quantia básica ou nem isso, é complicado. Faltam recursos para pessoal e para materiais de expediente”, evidencia.

 

ESTRUTURA

No que diz respeito à estrutura funcional, organizacional e física, Thomé declara que a Apae é bem preparada, com poucas coisas a serem melhoradas. “Os recursos para esses investimentos vêm ‘congelados’ e não podem ser remanejados. Devemos seguir as diretrizes. O que acontece por vezes é a demora na liberação de projetos, devido à burocracia processual”, dispõe.

A diretora da Apae, Ivone Ricardi Sannane, informa que a instituição oferta educação básica na modalidade de educação especial. “Atendemos desde bebês de oito meses até adultos. Nosso aluno mais velho tem 56 anos. Fazemos a parte da estimulação para os mais infantis, pré-ensino fundamental, Ensino Fundamental e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Eles recebem quatro horas de atendimento escolar e terapias no contraturno: fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, fonoaudiologia e atendimento psicológico”, expõe, acrescentando que recentemente a piscina tornou-se aquecida e foi equipada com um elevador.

Além disso, emenda ela, existem projetos complementares com o intuito de fixar a matéria por meio de noções básicas. “Ofertamos a escola de panificação, o manuseio da horta, realizamos uma feirinha interna, desenvolvemos oficinas de artesanato para estudantes e mães e marcenaria. Atividades de cunho artístico e esportivo também são disponibilizadas”, detalha.

A próxima melhoria, conforme a diretora, é a conclusão do projeto de lousa digital, beneficiando a aprendizagem e a interação entre educandos.

Diretora da Apae, Ivone Ricardi Sannane, e o novo presidente, Roberto Afonso Thomé (Beto): “Conseguimos resolver o ano no zero mata zero, mas a situação está piorando” (Foto: O Presente)

 

SOLUÇÕES

Nas palavras de Thomé, “estabilizar-se financeiramente é o nosso principal objetivo, queremos apresentar soluções ainda neste ano”. Neste sentido, o presidente da Apae pretende oferecer aos munícipes a alternativa de doação via conta de água. “Já encaminhamos um ofício pedindo para que o prefeito crie uma lei que permita incorporar pequenas doações por meio da conta de água do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) dos munícipes”, relata.

Outra medida, segundo ele, é a reorganização do portal da entidade com a inclusão de um espaço do doador. “O interessado colocará suas informações e decidirá a maneira de contribuir”, antecipa.

 

COMO AJUDAR

Por ora, os interessados em ajudar a Apae rondonense podem entrar em contato pelo telefone (45) 3284-1218 ou pelo celular e WhatsApp 99860-2105 que receberão o encaminhamento necessário.

 

O Presente

 

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