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Marechal Depredação

Apesar da redução de casos na pandemia, atos de vandalismo ainda são frequentes em Marechal Rondon

Ação de vândalos em espaços públicos diminuiu no último ano, mas estragos em placas de trânsito seguem em alta. Banheiros da Praça Willy Barth são o principal alvo de depredação no município (Foto: O Presente)

Pichações, quebra-quebra e outras depredações do patrimônio público espalhadas cidade afora por vezes passam despercebidos pela população. Em Marechal Cândido Rondon, apesar do número de registros desse tipo ocorrência ter se mantido estável ao longo dos últimos anos, ainda é um problema constante.

Quando o assunto é vandalismo em placas de sinalização de trânsito, a incidência de casos é grande. Registros também são frequentes envolvendo lixeiras, bancos e pontos de ônibus. “A incidência é grande principalmente em relação a placas de trânsito. Incluindo casos de vandalismo, pichação, danos e furtos, somente em 2020 fizemos mais de 100 trabalhos de recuperação”, informa Welyngton Alves da Rosa, secretário de Mobilidade Urbana, pasta responsável por zelar por tais itens.

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Segundo ele, somente a partir de 2017 os casos de vandalismo passaram a ser acompanhados e registrados pela secretaria. “Nesse período, temos uma média de 90 a 100 placas por ano recuperadas por esses motivos”, mensura ao O Presente.

Por mais que a pandemia tenha diminuído o fluxo de pessoas e veículos pela cidade, fazendo cair também o número de notificações da Polícia Militar (PM) e acidentes, os casos de vandalismo em sinais de trânsito se mantiveram nivelados, constata.

Por outro lado, a Secretaria de Agricultura e Política Ambiental, responsável pelas praças e espaços públicos, identificou uma diminuição nos casos de vandalismo nesses locais neste período de pandemia. “Essa questão nos acompanha de longa data e nos preocupa bastante. Na pandemia, registramos uma diminuição porque havia menos pessoas circulando. Por alguns períodos esses espaços ficaram fechados e foram abertos com restrições de aglomerações, exigindo maior fiscalização, o que coibiu também a ação de vândalos”, destaca o secretário Adriano Backes.

Secretário de Agricultura e Política Ambiental, Adriano Backes: “O valor usado para a recuperação do patrimônio público é significativo, principalmente quando as depravações acontecem nos banheiros” (Foto: Arquivo/OP)

 

PRINCIPAIS ALVOS

Segundo ele, os principais alvos dos vândalos são a Praça Willy Barth e a Praça Dealmo Poersch, em frente à Igreja Católica. “Na Willy Barth o vandalismo é muito grande, principalmente nos banheiros. Consertamos diariamente canos de água, vasos e pias. Sempre há manutenção a ser feita. Temos torneiras, vasos e caixas de descarga quebradas. Os vândalos também roubam lâmpadas, quebram lixeiras, dão chutes e arrancam madeiras. Outra coisa comum é o esparrame de lixo, sem falar das pessoas que preferem jogar o lixo no chão, mesmo tendo lixeiras à disposição. No Parque Ecológico Rodolfo Rieger (Lago Municipal) há registros de danos na parte da reserva e muito lixo jogado nas trilhas”, expõe Backes, mencionando que os vândalos consomem bebidas alcoólicas nesses lugares e cometem as infrações: “Sempre temos vigias e guardas para evitar atos assim, mas nem sempre é suficiente”.

 

MEDIDA REVISTA

Uma medida até pouco tempo adotada pela administração municipal foi fechar os banheiros públicos durante o fim de semana para evitar a ação de vândalos. Contudo, se de um lado coibia o vandalismo, de outro privava o munícipe de utilizar as instalações, motivo pelo qual a medida foi revista e os banheiros passaram a ficar abertos aos fins de semana. “Colocaremos vigia também no fim de semana”, assegura Backes.

Trancar os banheiros nos fins de semana já foi uma medida para evitar atos de vandalismo. Agora, fiscalização acontecerá também aos sábados e domingos (Foto: O Presente)

 

INVESTIMENTOS SIGNIFICATIVOS

Conforme o secretário, o valor usado para a recuperação do patrimônio público é significativo, principalmente quando as depravações acontecem nos banheiros. “Os investimentos nesses lugares não estão acontecendo no momento, porque faremos um investimento alto em breve. Vamos renovar e revitalizar completamente o Lago Municipal e a Praça Willy Barth”, expõe, adiantando que a revitalização já entrou no cronograma da administração municipal e os projetos devem começar a ser elaborados ainda neste ano: “Vai ser uma mudança bem drástica e queremos fazer de uma vez, porque gastar dinheiro de pouco em pouco em manutenção é complicado”.

Vândalos quebram objetos, arrancam partes de bancos e picham lugares públicos: problema silencioso e recorrente (Foto: O Presente)

 

RESPOSTA IMEDIATA

Casos de vandalismo contra placas de trânsito são atendidos prontamente, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, visto que falhas na sinalização podem gerar problemas ainda maiores. “Priorizamos estes trabalhos, porque a falta de uma placa pode ocasionar um acidente de trânsito. Vidas podem ser perdidas por esse ato de vandalismo. Rapidamente, substituímos o que foi danificado para que o cruzamento e a rua estejam devidamente sinalizados, prevenindo acidentes”, ressalta.

A recuperação das placas danificadas é feita por um funcionário da secretaria em tempo integral. “Quando é passível de recuperação, as placas são consertadas e instaladas em outros lugares que precisam de sinalização”, menciona, acrescentando que não há uma previsão de gastos empregados nessa recuperação, visto que são utilizadas sobras de materiais e tintas da própria pasta.

Secretário de Mobilidade Urbana, Welyngton Alves da Rosa: “A falta de uma placa pode ocasionar um acidente de trânsito. Vidas podem ser perdidas por esse ato de vandalismo” (Foto: Arquivo/OP)

 

FURTO DE SINALIZAÇÃO

Entre pichações, danificações e quebras, Welyngton diz que a maior parte dos casos de vandalismo se dá com o furto da placa do local. “Fica apenas a haste e a placa é removida, deixando o local desprovido de sinalização. Trata-se de patrimônio público e aqueles que forem flagrados no ato podem responder ao crime perante a Justiça”, alerta.

Por vezes, os vândalos são flagrados pelas câmeras de segurança. Em vídeo disponibilizado pela secretaria, por exemplo, dois sujeitos “afrouxam” a placa de sinalização do chão e, na sequência, a envergam em direção ao chão, deixando-a inutilizada. “Não há um flagrante que confirme a idade, mas nas imagens que temos os vândalos parecem jovens”, expõe.

De acordo com o secretário, não há uma região em específico mais acometida pela ação dos vândalos. “Normalmente, o furto de placas acontece em áreas afastadas do centro de Marechal Rondon. De modo geral, há casos registrados em vários pontos, em locais periféricos”, comenta.

De 90 a 100 placas de trânsito são alvo de vândalos por ano em Marechal Rondon (Foto: Divulgação)

 

ESCOLAS TAMBÉM SÃO ALVOS, APONTA PM

O comandante da Polícia Militar de Marechal Rondon, tenente Daniel Zambon, diz que em 2021 nenhum caso de vandalismo ou dano ao patrimônio público chegou ao conhecimento da polícia rondonense. “Temos registrado danos de patrimônio ligados ao furto de objetos. Chamam atenção os furtos em escolas estaduais e municipais, onde elementos quebram o prédio, danificam objetos e aproveitam para furtar aparelhos eletrônicos e itens de alimentação, principalmente”, relata ao O Presente.

Segundo ele, uma dupla foi presa recentemente envolvida em ações de vandalismo. “Possivelmente, podem estar envolvidos em mais casos desse tipo, o que está sendo averiguado por investigação”, pontua.

 

ÁREAS PERIFÉRICAS

Na observação do comandante da PM, os locais preferidos dos vândalos são afastados do centro rondonense, onde há menos circulação de pessoas. “Contamos com o apoio de tecnologias, principalmente câmeras de segurança, e informações repassadas por populares via 190 e 181, meios de bastante ajuda para desvendar e evitar danos ao bem de todos”, menciona.

 

CRIME

Zambon ressalta que vandalismo é crime, configurado em ações de dano ao patrimônio público, conforme o artigo 163 do Código Penal. “A pena em caso de condenação por dano simples é detenção de um a seis meses ou multa de um a seis salários-mínimos”, informa, emendando que a subtração de bens públicos incorre no crime de furto: “A pena é de reclusão de um a quatro anos e multa”.

 

O Presente

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