O vereador Nilson Erno Hachmann (PSC) foi solto no fim da tarde desta quinta-feira (23) e deve retornar a Marechal Cândido Rondon. Ele estava preso na cidade de Cascavel. Nesta quinta-feira, o advogado de defesa Marcio Berti revelou que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu Habeas Corpus ao vereador preso no último dia 15 durante a Operação “Pula Pula” realizada em Marechal Rondon pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Foz do Iguaçu.
De acordo com o advogado de defesa do vereador rondonense, o pedido de Habeas Corpus foi apresentado por ele em trabalho desenvolvido junto do professor Jacinto Coutinho e dos advogados Edward Carvalho e Ana Maria Murata, sendo os três da cidade de Curitiba.
A prisão preventiva de Hachmann foi substituída pelas seguintes medidas cautelares:
a) Comparecimento quinzenal em juízo, ou quando solicitado judicialmente, para informar e justificar suas atividades;
b) Proibição de se aproximar das imediações e adentrar na “Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon”, desde que não seja por
determinação judicial;
c) Proibição de ausentar-se da Comarca onde reside durante o trâmite da investigação e do processo criminal;
d) Proibição de manter contato, por qualquer meio de comunicação, com todos os investigados;
e) Suspensão do Exercício da Função Pública que exerce de Vereador do Município de Marechal Cândido Rondon;
f) Fiança, que arbitro em 30 (trinta) salários-mínimos nacionais, nos termos do artigo 325, inciso I, do Código de Processo Penal, com as obrigações decorrentes dos artigos 327 e 328, do mesmo diploma legal.
ACUSAÇÃO
No último dia 15, foram presos o vereador Hachmann, seu filho e outras duas pessoas. Os quatro rondonenses foram recolhidos inicialmente na cadeia pública e em seguida transferidos à 15ª Subdivisão Policial em Cascavel. Uma quinta pessoa não foi encontrada e poderia estar na Argentina.
Por ocasião da operação em Marechal Rondon, também foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. A ex-mulher do vereador foi suspensa do exercício do cargo que exercia na prefeitura rondonense.
Os mandados foram cumpridos em oito residências, nove empresas, um escritório contábil, no setor de licitações da prefeitura e no gabinete do vereador na Câmara.
A investigação do Gaeco teve início em maio de 2018 e apura supostos crimes praticados por organização criminosa contra a administração pública. O vereador seria dono de empresas, registradas em nome de terceiros, que participavam de licitações do município, burlando assim a proibição de contratação com o setor público.
As empresas atuam em áreas diversas, como obras públicas (pavimentação rural), prestação de serviços e transporte escolar.
O Presente