Nos primeiros seis meses deste ano, o Corpo de Bombeiros de Marechal Cândido Rondon atendeu 14% mais acidentes de trânsito em comparação ao mesmo período de 2020: o número passou de 182 para 209 no primeiro semestre de 2021.
O crescimento, de acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros rondonense, capitão Tiago Zajac dos Santos, aconteceu pelos mesmos motivos que levaram os números a diminuir no ano passado. “O aumento se deve, basicamente, ao maior número de automóveis, motos, bicicletas e pedestres no trânsito em função do retorno gradual das atividades corriqueiras após o início da vacinação da população (contra a Covid-19). Esse mesmo fenômeno foi verificado em 2020 com a queda acentuada na quantidade de acidentes após a implementação dos lockdowns”, relata ao O Presente.
Colisões lideram atendimentos
Nos primeiros 180 dias de 2021, 117 atendimentos do Corpo de Bombeiros aconteceram em colisões entre veículo em Marechal Rondon, número 20% maior em comparação com o mesmo período de 2020, quando foram registrados 97 casos do tipo.
O segundo acidente mais registrado pelo órgão é a queda de veículos, com 54 ocorrências. Ainda que ocupe a segunda posição do ranking, o número é 6% menor do que no ano passado.
Zajac pontua que a maioria dos acidentes de trânsito em Marechal Rondon envolvem motocicletas.

Comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Tiago Zajac dos Santos: “Os principais responsáveis pelos acidentes em Marechal Rondon são a imprudência e a falta de atenção dos motoristas, aliados ao uso do celular” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)
Vítimas graves são exceções
O Corpo de Bombeiros atende no local do acidente e encaminha as vítimas às unidades hospitalares. O comandante informa que a maioria dos envolvidos apresenta ferimentos leves e moderados. “As vítimas graves, de acordo com estatísticas, são exceções”, pontua.
Desatenção e imprudência dos motoristas são, na consideração do capitão, os responsáveis pelos acidentes no município. “Os principais motivos observados ainda são a imprudência e a falta de atenção dos motoristas, aliadas ao uso do celular. Outra questão observada é o não uso do cinto de segurança que, em caso de acidentes com veículos, reduz drasticamente a gravidade dos danos humanos”, salienta.

(Arte: O Presente)
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