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Busca por previdência privada cresce em Marechal Rondon

 

Divulgação

 

A proposta do governo brasileiro para a reforma da Previdência que ainda está em debate no Congresso Nacional prevê que as pessoas trabalhem mais anos para conseguir se aposentar. Além disso, os valores dos benefícios com que poderão contar também devem ser menores. Assim, o que tem crescido em todo o país, e em Marechal Cândido Rondon não é diferente, é a busca por planos de previdência privada.

De acordo com o diretor de negócios da Sicredi Aliança PR/SP, Gilson Metz, existe de fato uma crescente na busca por planos de previdência privada, nos últimos dez anos. Tendo em vista as mudanças nas políticas governamentais nos planos de aposentadoria e problemas referentes ao INSS, percebemos que as pessoas estão mais conscientes, pensando em um planejamento de longo prazo, pontua. Além da abertura de novos planos, o diretor salienta que a portabilidade também acontece. Temos recebido aportes de outras instituições financeiras, complementa.

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Segundo Metz, o aumento é sentido em maior escala no Estado de São Paulo, onde a Sicredi Aliança também atua. Na sua visão, isso se deve à cultura característica de cada localidade. Tivemos relatos de que alguns locais que tiveram aumento em 30% na procura por previdência privada com os recentes anúncios feitos pelo governo. Na nossa região o aumento também é registrado, mas não em um percentual tão grande, destaca.

Para o diretor, a previdência privada ainda é um produto relativamente desconhecido no Brasil. Apesar de ser um produto importante, ele ainda não tem o conhecimento devido. Isso se deve ao perfil do país, que é muito imediatista, já que normalmente as famílias acumulam dívidas e não reservam parte da renda para este fim, diferente do que vemos em países mais desenvolvidos, onde os pais buscam pela previdência privada assim que o filho nasce, compara.

Metz acredita ainda que a desinformação também é a razão de muitos não buscarem por esses planos. Um plano de previdência pode ser feito com investimentos mensais de R$ 50, sem onerar o orçamento familiar. Não são necessários grandes aportes se essa não for a condição mais adequada para o interessado, explica. Porém, não temos dúvida que conforme as pessoas forem se conscientizando do desafio que vai ser no futuro para se aposentar e poder usufruir de todo o esforço de trabalho ao longo da vida, acreditamos que esse produto vai ter uma difusão ainda maior, declara.

 

 

Prevendo o futuro

Avaliar o cenário nacional e as perspectivas de futuro relacionadas à aposentadoria fez com que os colaboradores da cooperativa de crédito Sicoob Marechal saíssem na frente. Nossa agência buscou não apenas aguardar o cooperado nos procurar para este serviço e sim oferecermos a previdência. Com isso, constatamos a preocupação existente com relação à Previdência Social e chegamos a um número maior de adesões dos planos privados, relata o gerente da agência Sicoob Marechal, Élcio Heidrich.

 

 

Procura Gradativa

De acordo com a gerente da agência da Caixa Econômica Federal do município, Rosemeri Gubert Frizon, o aumento na procura por planos privados ocorre há cerca de cinco anos, mas de maneira gradativa. Percebemos que as pessoas estão mais preocupadas com o futuro, principalmente os jovens e adultos com até 30 anos e os pais que criam planos para os filhos, menciona. A gerente acredita que a procura será cada vez maior, caso o Congresso aprove a reforma da Previdência Social.

 

 

Qual plano escolher?

 

Existem dois planos tradicionais de mercado que são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A escolha depende das necessidades do interessado, já que cada plano possui suas particularidades.

O primeiro passo é escolher entre PGBL ou VGBL. No PGBL o imposto incide sobre o valor total resgatado ou sobre a renda recebida. Este possui o benefício fiscal de dedução de até 12% de Imposto de Renda. No VGBL a tributação ocorre no resgate ou pagamento de renda, incidindo imposto somente sobre os rendimentos. Outro quesito a ser avaliado é referente ao tipo de tributação da previdência. Existem dois regimes de tributação, o progressivo (em alíquota única de 15% em caso de resgate) e o regressivo. Neste, quanto mais tempo as contribuições permanecerem aplicadas, menor será a alíquota de Imposto de Renda, explica o assessor de negócios da Sicredi Aliança PR/SP, Marcelo Dambrós.

Além disso, o participante tem flexibilidade ao contratar um plano de previdência. Os valores de contribuição iniciais são bem acessíveis, geralmente a partir de R$ 50 mensais. As contribuições, além de mensais, também podem ser esporádicas ou até mesmo única, respeitando o momento de vida da pessoa.

Após definir o tipo do plano, o regime de tributação e o valor a ser investido e/ou acumulado, a pessoa deve prestar atenção nos fundos que os planos investem. Existem vários tipos, sendo renda fixa, renda variável ou ainda os que buscam acompanhar índices de preços (por exemplo: inflação, IGPM, entre outros). Além da rentabilidade que o fundo apresenta, é importante ter atenção à taxa de administração, ao perfil do investidor e ao tempo disponível para a contribuição. Se a pessoa quer acumular R$ 500 mil e está com 20 anos de idade, o aporte mensal será bem menor do que uma outra pessoa com 40 anos de idade que queira acumular o mesmo montante.

 

 

Fases da previdência

Dentro dos planos de previdência privada ocorrem duas fases: a fase da acumulação e depois a fase dos benefícios. Na primeira o participante realiza contribuições ao plano, visando acumular o valor esperado. A segunda é o momento que o participante transforma a reserva acumulada em renda mensal. Na fase da acumulação também é possível que o participante decida resgatar o valor acumulado e realizar outros investimentos.

Por isso o participante deve buscar o equilíbrio entre as escolhas a fim de adquirir a solução mais adequada para a realização de seus planos, sejam eles de investimentos, viagens ou complemento de renda na aposentadoria, enaltece Dambrós.

 

 

De olho no futuro

Paulo Soder, de 27 anos, é um dos rondonenses que buscou pelo plano privado. Ele, que é administrador de empresas e conduz o negócio da família, junto dos irmãos e pais, diz que diante das incertezas quanto ao futuro, o melhor é se garantir. Infelizmente no Brasil não temos garantias sobre o futuro, então optei pela previdência privada, comenta. Tanto é a nossa preocupação que, ao invés do aumento dos valores recebidos pelos sócios, foi feita uma previdência privada para cada um, detalha. Na visão de Soder, a previdência é uma das alternativas para o amanhã, além de muito trabalho, organização financeira e a possibilidade de outros investimentos.

 

 

Números da Caixa

A seguradora da Caixa Econômica Federal registrou um acúmulo de mais de R$ 230 milhões em novos contratos de previdência privada no ano passado, um aumento de 26% em relação a 2015 no Estado do Paraná. No cenário nacional esse percentual quase dobra, com 49% mais vendas de planos de previdência. Isso fez com que a Caixa conseguisse acumular no país cerca de R$ 4 bilhões no mesmo período.

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