Um assunto que vem sendo trabalhado durante os 12 meses do ano pelo Poder Público rondonense com grande intensidade, através de campanhas e ações, volta a preocupar as autoridades municipais: a dengue. O tempo chuvoso e altas temperaturas têm contribuído, e muito, para a proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.
Somente em janeiro foram sete casos confirmados da doença no município. A preocupação de uma epidemia é bastante grande. O que também tem colaborado com este aumento de casos é a falta de apoio da população, que não tem feito a sua parte, fiscalizando periodicamente os quintais de suas casas e terrenos baldios. O lixo tem se mostrado um dos principais focos de proliferação do mosquito.
Atualmente, são 34 casos de notificações no município, havendo já 17 casos confirmados, sendo 14 casos autóctones e três importados. O Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRA) também apresentou números preocupantes. Além do próprio Setor de Combate à Dengue, a Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental, em parceria com a Secretaria Municipal de Viação e Serviços Públicos, juntamente com equipes da Codecar e Cooperagir, vem dando apoio à causa e auxiliando nos mutirões de limpeza.
Pensando em toda essa situação, ontem (06) a Prefeitura de Marechal Rondon, por meio da Secretaria de Saúde, juntamente com o Programa Municipal de Combate à Dengue e o Comitê de Combate à Dengue, realizou reuniões que contaram com a presença de membros da sociedade civil, autoridades, equipes do governo municipal, além da diretora da 20ª Regional de Saúde, Denise Liell.
A diretora destacou que este contato está sendo mantido com todas as prefeituras da Regional para verificar a situação geral de cada uma. Essa situação é em nível regional e o mosquito não vê fronteiras, mas a situação de Marechal é preocupante. Focos do mosquito estão presentes em muitos prédios e domicílios da cidade e se existem vários casos positivos. A chance de se ter uma epidemia é bastante elevada. O Poder Público está fazendo a sua parte, pedimos também a atenção da população, apontou.
Ações devem ser tomadas no município para amenizar o problema. Entre eles estender a jornada de trabalho dos agentes de endemias, inclusive nos finais de semana, e fazer a utilização de inseticidas com bomba costal em áreas de maior incidência do mosquito, entre outras ações.
Febre chikungunya
Também existe preocupação das autoridades com a febre chikungunya, que é uma doença semelhante com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti. Seus sintomas são parecidos aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.
Já os sintomas da dengue são febre alta, fortes dores de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar, do apetite, surgimento de machas avermelhadas pelo corpo, náuseas e vômito, cansaços extremos, dores na articulação e moleza e dores no corpo.