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Marechal

Chuvas de verão ligam alerta contra a dengue

Mirely Weirich/OP

As altas temperaturas que anunciam a proximidade da estação mais quente do ano, somadas às tradicionais chuvas repentinas – porém intensas – desta época voltam a acender o alerta para o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e da chikungunya.

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Apesar de o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) feito em Marechal Cândido Rondon ter apontado apenas 0,60% e estar abaixo do índice preconizado pelo Ministério da Saúde (1%), em todos os bairros e na área central do município os agentes de endemias têm encontrado muitos criadouros repletos de larvas do mosquito. Nossa preocupação é alguém chegar doente ao município e for assintomático ou um caso sub-notificado, não procurar uma Unidade de Saúde e uma epidemia ser iniciada, declara a coordenadora da equipe de endemias ligada à Secretaria de Saúde, Vera Meyer.

Após marcar 917 casos de dengue e um óbito em 2015, o município teve certo alívio com a queda de casos confirmados para 121 neste ano, sem nenhum autóctone de zika ou chikungunya. Somente nas últimas semanas, foram 11 notificações de suspeitas de dengue, com seis resultados negativos após exames no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), um caso confirmado e quatro que ainda aguardam resposta. A nossa preocupação agora é com os munícipes que vão viajar. Após essas chuvas de verão a possibilidade do acúmulo de água no quintal é alta e é aqui que o mosquito se prolifera, ressalta. Além disso, muitos viajam para regiões do Mato Grosso e do Nordeste, locais com alto índice de infestação, por isso se não tiverem a proteção é possível que as pessoas contraiam a doença e tragam para cá, complementa.

Outro alerta feito por Vera está no uso de piscinas não tratadas, de plástico. Normalmente os moradores enchem e deixam a água lá por uma semana ou mais, sem tratamento, e é aí que ocorre a proliferação, destaca.

 

Conscientização

Apesar do envolvimento de escolas, clubes de serviço, do Comitê de Controle à Dengue e Enfrentamento à Microcefalia, além de outras entidades e da própria sociedade no combate ao Aedes aegypti, a coordenadora da equipe de endemias destaca que os agentes que atuam no município têm localizado larvas do mosquito em locais muitas vezes impensados pelos moradores.

Cisternas, canos de antenas parabólicas, ralos pouco utilizados e calhas são alguns exemplos dos ambientes em que os mosquitos escolhem para colocarem seus ovos, que vão muito além dos já conhecidos pratinhos de flores. É essencial que o morador tire dez minutos por semana para olhar seu quintal, porque um único mosquito é sufi ciente para contaminar uma família inteira. Então todo cuidado é pouco, alerta Vera.

Os locais favoritos do mosquito para colocar seus ovos são espaços úmidos e as larvas podem permanecer ali por até um ano no aguardo da chuva para se desenvolver. E o mosquito não coloca os ovos em um lugar só, ele coloca em vários locais para perpetuar a espécie, lembra.

 

Papel do Cidadão

Apesar de os agentes de endemias visitarem as residências a cada 60 dias, Vera lembra que eles são responsáveis apenas por fiscalizar o combate do morador. O trabalho diário de evitar locais propícios para o criadouro do mosquito é de obrigação do cidadão. Ele deve cuidar do imóvel ou do seu terreno baldio para o bem dele, de sua família e de toda a comunidade, pontua, mencionando que um dos grandes problemas enfrentados pelo município é o excesso de lixo a céu aberto depositado pelos munícipes em terrenos baldios junto a entulhos.

Apesar de existir a coleta seletiva e o Ecoponto, a mistura de lixo orgânico e reciclável com entulho é visível em vários bairros, e quando ocorre uma chuva o acumulo de água é inevitável e, consequentemente, a proliferação do mosquito, alerta. Em janeiro de 2016, o LIRAa de Marechal Cândido Rondon chegou a 6,4%, ou seja, daqui para frente a tendência é de que a possibilidade de infestação aumente cada vez mais. Por isso é importante a população se conscientizar ainda mais para que Rondon não sofra, conclui Vera.

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