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Marechal

Coleta do lixo reciclável volta a gerar reclamações em Marechal Rondon

A recolha do lixo reciclável em Marechal Cândido Rondon voltou a ser alvo de queixas por parte da população. O principal motivo seria a falta de regularidade na recolha, que em alguns locais da cidade não estaria sendo realizada nos dias previstos no cronograma. Conforme a coordenadora da Cooperativa de Agentes Ambientais (Cooperagir), Caroline Bünzen, o que causou a irregularidade foi o fato de uma nova associação ter começado a recolher materiais recicláveis no município.

Segundo ela, a Cooperagir cedeu uma parte da sua rota de recolhimento para que esta associação também pudesse fazer a recolha do lixo. “Cedemos os bairros Higienópolis, Primavera, uma parte do São Francisco e algumas ruas do Bairro Botafogo. Esses locais agora são de responsabilidade dessa associação”, informa.

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Caroline ressalta que desde que houve essa separação de trabalhos entre a Cooperagir e a nova associação surgiram muitas reclamações, até porque, por conta disso, enaltece ela, todo o cronograma de recolha precisou ser readequado. “O que sobrou para nós, estamos adequando de outra forma. Alguns locais onde a recolha era realizada uma vez por semana passaram a ter recolhimento em duas vezes, e em outros, onde eram duas vezes por semana, passaram para uma vez somente”, pontua.

Os bairros São Francisco e Primavera, de acordo com a coordenadora, são os que mais apresentam reclamações em relação à recolha do lixo reciclável. “Essas reclamações e pedidos estamos direcionando para a associação, porque agora a responsabilidade por esse setor é dela. Lógico que não queremos causar intrigas, mas como recebemos várias reclamações, estamos passando a real situação da coleta”, destaca.

 

Novo roteiro

De acordo com Caroline, a Cooperagir está trabalhando para formatar um novo roteiro de recolha para depois divulgar à comunidade. “Não adianta começar a divulgar algo que sabemos que não dará certo”, enaltece.

Atualmente, 43 pessoas trabalham na cooperativa. “São 40 famílias e mais sete funcionários, que não são cooperados. Hoje contamos com três caminhões da cooperativa, através do Cataforte, e também com mais um caminhão da prefeitura. Então, estamos com quatro caminhões na rua diariamente”, ressalta.

 

Reclamações no centro

Outras reclamações referentes à recolha do lixo reciclável são da região central da cidade. Segundo a coordenadora da Cooperagir, o caminhão passa todos os dias no centro pela manhã e depois faz os pontos fixos. “A recolha no centro antes era realizada por carrinhos, depois passou a ser feita à noite e agora passou para o período da manhã. Fazemos a recolha na parte da manhã até porque as lojas estão abertas nesse horário. Então agora temos um caminhão específico para fazer a recolha no centro. Com isso, estamos adaptando as lojas, ou seja, queremos ir até cada estabelecimento para conversarmos e combinarmos para que o material seja entregue a nós e não aos coletores autônomos”, menciona.  

 

Produção

A Cooperagir, que vinha recebendo do município um valor fixo pelo recolhimento de resíduos sólidos destinados à reciclagem, passou a receber por produção conforme contrato assinado entre o município e a cooperativa em março. “Quanto mais toneladas produzirmos, mais a gente tira no valor das vendas e no valor que recebemos da prefeitura”, comenta Caroline, informando que mensalmente são geradas cerca de 140 toneladas de recicláveis que são encaminhadas até a usina. 

Entretanto, ela chama a atenção para o fato de que o material que está sendo encaminhado à usina está menor em termos de quantidade. Das 140 toneladas recolhidas por mês, em torno de 20 toneladas são formadas por rejeitos. “Mesmo assim, estamos trabalhando para dar a destinação correta para muitos destes materiais. Já recebemos algumas televisões quebradas e também estamos recolhendo isopor e óleo de cozinha, desde que estejam embalados em garrafas pet, porque temos como comercializar”, informa.

 

Mais atenção

De acordo com a coordenadora da Cooperagir, apesar de a comunidade rondonense estar separando o lixo reciclável, parcela considerável das pessoas ainda não o faz da maneira como deveria, seja por desatenção ou falta de conhecimento. “O que chama atenção é o grande número de rejeitos que ainda vai para a usina. São calçados, roupas, papel higiênico, fraldas, entre outros materiais oriundos de uma separação feita de maneira incorreta”, expõe. “Por isso, pedimos para que as pessoas não misturem roupas, calçados, papel higiênico e comida com o lixo reciclável”, orienta, destacando que é desagradável trabalhar em uma mesa ou esteira de separação e se deparar com esses tipos de materiais.

Caroline diz que os caminhões de recolhimento estão na rua somente pela manhã; na parte da tarde é somente em casos de conclusão de trajeto. “Às vezes, algumas donas de casa ou algum estabelecimento mais retirado da cidade reclamam, dizendo que o caminhão não fez o trajeto, mas, na verdade, o que acontece na maioria das vezes é que ele passou de manhã e o lixo foi colocado depois do meio-dia ou logo depois que o caminhão passou”, salienta.

Ela informa que a partir do dia 28 de julho serão iniciadas campanhas nas escolas, com a realização de palestras visando à conscientização das crianças sobre a separação correta dos materiais.

 

Ecoponto

A coordenadora da Cooperagir salienta que o Ecoponto, instalado no Parque de Exposições, ainda está aberto – deve ser fechado somente para a realização da festa do município. “Para lá podem ser levados todos os tipos de materiais, seja reciclável, roupas, calçados, móveis, entre outros. Apenas não estão sendo recolhidas lâmpadas porque não há destinação correta”, pontua.

Após a festa do município, dentro de 40 dias o Ecoponto voltará a funcionar.

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