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Marechal

Comércio de Marechal Rondon abre em horário especial neste sábado

calendar_month 3 de abril de 2021
6 min de leitura

Nos últimos dois sábados de março (dias 20 e 29), as atividades comerciais não essenciais estavam de portas fechadas em Marechal Cândido Rondon e, neste sábado (03), os rondonenses têm oportunidade de fazer suas compras das 08 até as 16 horas, conforme novo decreto de quinta-feira (1º).

“Apesar de termos o intuito de vender, sabemos que a comemoração da Páscoa tem mais cunho religioso. Todavia, é uma data que aquece o comércio, principalmente das empresas que trabalham com chocolate, em que a expectativa é muito grande”, expõe a vice-presidente do Comércio da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Rondon (Acimacar), Geovana Krause.

Segundo ela, mesmo com o momento difícil, as comemorações são sempre lembradas. “Aquela lembrança para as crianças, o chocolate, a tradição continua. No ano passado estivemos fechados nessa época e mesmo que não tenhamos uma venda normal como em outros anos, há certa expectativa de que esse seja um fim de semana de aquecimento das vendas”, frisa.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marechal Cândido Rondon e região (Sindicomar), Ademar Bayer, as expectativas são as melhores. “Nessas datas comemorativas o comércio tem um alento e pode engordar um pouco o seu magro caixa. Normalmente, a parte de doces é a mais beneficiada, porém muitas outras formas de presentes serão aplicadas”, considera.

 

ATENDIMENTO ESTENDIDO

Para Geovana, além dos incentivos da data pascal, os últimos sábados sem atendimento serão repercutidos nessa reabertura. “Os sábados são dias especiais para a pessoa que trabalha durante a semana e não tem tempo para realizar as suas compras. Com o atendimento no sexto dia da semana, ela consegue comprar com mais calma e não ‘sai correndo’ do seu horário de trabalho ou almoço para buscar algum item que precisa. Com o comércio trabalhando normalmente no sábado, pretendemos possibilitar essa alternativa aos clientes”, assegura. “Como tivemos dois finais de semana fechados, o próprio consumidor fica na dúvida se vai virar tradição fecharmos ou não. Nós, como empresários, esperamos que as pessoas aproveitem o atendimento estendido nesse sábado no comércio e que tenhamos uma normalidade na medida do possível”, projeta.

Para que tudo ocorra bem, Geovana garante que todas as medidas estão sendo observadas nos estabelecimentos, mas que o consumidor também precisa arcar com sua parte no cuidado. “Pedimos para que as pessoas circulem com máscaras, as utilizando corretamente, usem álcool gel, respeitem as distâncias em filas. É necessário que a população se cuide para que ninguém mais venha a perder a vida pelo vírus e que logo consigamos retomar a vida da forma mais normal possível”, menciona.

 

Vice-presidente do Comércio da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Rondon (Acimacar), Geovana Krause: “As empresas do ramo do chocolate têm na Páscoa o maior número de vendas. Para outros ramos, como calçados e confecções, acontece agora a entrada de estação e se espera que as vendas retornem ao aquecimento normal” (Foto: Arquivo/OP)

 

ENTRADA DE ESTAÇÃO

Na visão da vice-presidente do Comércio, o destaque de vendas é, sem dúvidas, o chocolate. “As empresas desse ramo têm na Páscoa o maior número de vendas. Para outros ramos, como calçados e confecções, acontece agora a entrada de estação e se espera que as vendas retornem ao aquecimento normal”, pontua.

Tão logo passe o período de Páscoa, os comerciantes, aponta Geovana, se dedicam a outra data de muito movimento. “A bem dizer estamos próximos do Dia das Mães, é a segunda data de maior venda do comércio e, passando a Páscoa, os empresários já começam a se preparar”, indica.

Ela reforça que a Acimacar preparou uma campanha de prêmios em homenagem ao Dia das Mães. “O consumidor que comprar nas lojas identificadas vai concorrer a R$ 20 mil em vales-compras. Esperamos que envolva não só o consumidor da nossa cidade, mas traga também o cliente da microrregião que procura o comércio em Marechal Rondon”, salienta, emendando que a promoção será vinculada ainda em abril.

 

“O COMERCIANTE É UM VERDADEIRO HERÓI”

Entre uma discussão sobre o que é essencial e o que não é, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marechal Cândido Rondon e Região (Sindicomar), Ademar Bayer, destaca o papel do comerciante entremeio a tantos altos e baixos. “O comerciante é um verdadeiro herói, fazendo o papel de malabarista e sendo desafiado a todo instante com novas regras, situações e adaptações”, enaltece.

 

MEDIDA NÃO EFETIVA

Na opinião do dirigente sindical, que também é empresário, a restrição do horário que vem sendo imposta aos comerciantes não é a solução mais efetiva. “Se o comércio ficar aberto por duas horas apenas a tendência de uma maior aglomeração neste período é eminente. Entendo que se houver um horário estendido naturalmente o número de pessoas que irão até as empresas será bem menor, pois estes terão mais tempo para efetuarem suas compras”, compreende.

 

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindicomar), Ademar Bayer: “Nessas datas comemorativas o comércio tem um alento e pode engordar um pouco o seu magro caixa” (Foto: Divulgação)

 

OS PUNIDOS

Passado mais de um ano de pandemia e agora vendo a repetição de datas comemorativas que renderiam melhores frutos, o presidente do Sindicomar reconhece o aperto que é para os empresários as restrições impostas ao comércio. “Este nicho de comércio é o que menos tem propagado o vírus, pois todos os cuidados de distanciamento, uso de máscaras e álcool gel são bem observados. Nunca houve um relaxamento. Então, as dificuldades são muitas, principalmente para aquele que não tem sede própria e que o proprietário precisa receber o aluguel, como outras contas, os impostos e o salário do trabalhador, que depende deste para sua sobrevivência. Como o empresário, principalmente o pequeno, vai sobreviver? É muito dolorido tudo isso e o mais punido é o comerciante”, analisa.

Para ele, aqueles que geram renda e emprego estão sendo impedidos de trabalhar. “Entendo que a pandemia é terrível, mas o comércio é o menor dos culpados pela expansão do vírus, porém é o que mais está sendo punido. Obviamente, há outros segmentos que estão há mais de um ano parados e, certamente, estão num desespero muito maior. Infelizmente, penso que somente a vacinação em massa pode liberá-los para dar continuidade em seus negócios nesse novo normal que vivemos”, avalia.

 

“PROTESTOS SÃO ÚLTIMOS CARTUCHOS”

A comunidade rondonense presenciou nos últimos dias, inclusive ontem (1º), manifestações organizadas por empresários e trabalhadores que clamam pelo seu direito de trabalhar. Na visão de Bayer, as manifestações acontecem justamente porque há restrições no trabalho. “Os protestos já são o último cartucho destes guerreiros do comércio. O rondonense é, por si só, um povo ordeiro e, tenho certeza, se não houvesse pressão de cerceamento no trabalho as coisas estariam bem mais amenas. O protesto é, na verdade, o último recurso que temos e em todos os níveis”, conclui.

 

(Foto: O Presente)

 

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