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Marechal

Comércio rondonense se prepara para vendas de fim de ano

calendar_month 10 de novembro de 2020
7 min de leitura

Faltando menos de 50 dias para o Natal, a melhor época de vendas do ano já recebe atenção por parte dos empresários. Depois de um ano economicamente atípico, o comércio aposta na “safra” natalina para reverter meses de negócios mornos.

Em Marechal Cândido Rondon, mesmo com a pandemia, que deixou o consumidor mais cauteloso na hora de colocar a mão no bolso, as expectativas para as vendas de fim de ano são as melhores possíveis.

“O Natal é o melhor período de vendas do comércio rondonense. Esse ano temos uma circulação muito grande de recursos financeiros principalmente porque o setor agrícola está aquecido. O preço da soja e do milho estão altos e, com isso, houve um acréscimo muito grande de recursos circulando em nosso município”, menciona o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Rondon (Acimacar), Ricardo Leites de Oliveira.

Se por um lado há o benefício de mais dinheiro circulando na cidade, por outro há dificuldades quanto ao recebimento de mercadorias. “Muitas lojas já começaram a sentir falta de móveis, roupas e calçados. Até na área da construção civil há falta de materiais. Isso pode prejudicar e muito as vendas no final do ano. Temos boas expectativas, mas em alguns casos as vendas não serão melhores e maiores pela falta de materiais em determinados setores”, pontua.

Presidente da Acimacar, Ricardo Leites de Oliveira: “Este ano temos uma circulação muito grande de recursos financeiros, principalmente porque o setor agrícola está aquecido. Temos boas expectativas, mas em alguns casos as vendas não serão melhores e maiores pela falta de materiais em determinados setores” (Foto: O Presente)

 

OTIMISMO DO EMPRESÁRIO

Apesar dos altos e baixos vividos pelo comércio em 2020, a vice-presidente do Comércio da Acimacar, Geovana Krause, enaltece que o otimismo é uma constante do empresário. “As nossas expectativas, como rondonenses, estão de acordo com as projeções da nossa região. Sempre esperamos pelos melhores cenários. O empresário do ramo do varejo, principalmente, é uma pessoa muito otimista”, ressalta.

Esse perfil do empresário, segundo ela, garante uma aposta constante pelo melhor. “Se não tiver essa característica, você não permanece no ramo do comércio, porque o varejo tem os momentos de pico e de incerteza, mas sempre reage”, salienta, afirmando que as expectativas para este fim de ano são boas. “Esperamos uma reação nas vendas que compense um pouquinho os meses de maior dificuldade”, aponta.

 

IMPACTOS DA PANDEMIA

Questionada sobre a influência da pandemia nas vendas natalinas, Geovana diz que a situação tem influenciado no comércio desde o seu princípio e que agora não será diferente. “As pessoas ficaram inseguras, com medo do contato e acabaram não saindo mais na mesma frequência. O empresário precisou se reinventar e inovar com seu negócio. As plataformas digitais foram uma das alternativas encontradas por muitos para manter seu comércio. Foi um período de muito aprendizado, principalmente para o pequeno empresário, aquele que estava mais acomodado, que tinha a sua loja, acordava, ia para seu estabelecimento, atendia e ia para casa, levando uma vida mais tranquila”, expõe, acrescentando: “A ausência do consumidor foi um incentivo para inovar. Para manter o negócio, o empresário teve de ir atrás, buscar novos meios de alcançar o cliente, bancar as despesas e manter o estabelecimento aberto”.

 

AJUSTE DE VALORES

A diminuição nas vendas no comércio rondonense desde o começo da pandemia foi significativa, comenta Geovana, e mesmo com boas comercializações neste final de ano, estas não devem compensar as quedas sofridas ao longo do ano. “Precisamos de investimentos do Poder Público. No início os prazos para impostos foram estendidos, mas agora terminaram e temos toda essa carga tributária. Estamos com bastante dificuldade de girar o produto. Então, teremos um Natal incerto, ninguém sabe o que vai acontecer e, junto com isso, temos o problema da falta de matéria-prima em alguns setores”, enaltece, reiterando a preocupação do presidente da Acimacar.

Conforme a vice-presidente do Comércio, a disparidade entre procura de produtos e disponibilidade pode resultar em ajuste de valores. “Estamos conscientes de que teremos um acréscimo em muitos setores futuramente, tanto é verdade que se olharmos para o ramo alimentício percebemos o aumento nos preços dos produtos e em outros segmentos não vai ser diferente”, frisa.

Vice-presidente do Comércio da Acimacar, Geovana Krause: “Diferente dos últimos anos, neste ano as compras não acontecerão no automático, por obrigação. As pessoas levarão mais tempo pensando nos presentes e, consequentemente, o empresário terá uma procura maior por certos itens” (Foto: O Presente)

 

CICLO DE VENDAS

De acordo com Geovana, toda venda é resultado de um ciclo de acontecimentos e neste ano pandêmico essa sequência foi quebrada. “No ramo de confecção e calçados, por exemplo, depende-se muito de eventos e estes não aconteceram para que as pessoas precisassem comprar roupas ou presentes”, salienta.

Por outro lado, a procura por outros segmentos, segundo ela, se manteve estável ou até aumentou. “As pessoas se voltaram mais para suas casas, utensílios e afins, investindo mais na área da construção civil. Não é que o consumidor guardou dinheiro e não comprou, mas ele investiu em outras coisas, se dedicou à sua casa, àquela melhoria que sempre desejou fazer. Com isso, no final de ano as pessoas não investirão valores muito altos, pois estão sem reserva monetária”, prevê.

 

FORA DO AUTOMÁTICO

A empresária acredita que este ano, ao fazer compras para o Natal, o consumidor deve optar por produtos de menor valor. “Sentimos uma valorização muito grande da família, da pessoa e, com isso, há mais valorização das pequenas coisas. O botão do automático foi desligado e as pessoas começaram a valorizar o contato, o afeto. Com essa mudança de comportamento, acredito que o final de ano será um pouco diferenciado, com prioridade para presentes personalizados, em que o valor monetário não seja o mais importante, mas, sim, que expressem o carinho pelo presenteado”, considera.

Mesmo sem muito investimento, a vice-presidente do Comércio da Acimacar projeta grande procura por presentes neste Natal. “Diferente dos últimos anos, neste ano as compras não acontecerão no automático, por obrigação. As pessoas levarão mais tempo pensando nos presentes e, consequentemente, o empresário terá uma procura maior por certos itens”, prevê.

 

INVESTIMENTOS NO NATAL

Geovana ressalta que o empresário divide-se em duas realidades no momento: conter gastos e investir para atrair consumidores. “Esperamos atender um grande público, mas sabemos que tanto nós, empresários, quanto o Poder Público estamos limitados em termos de investimentos. Contamos com uma linda decoração, ainda que sem aglomerações e algumas restrições”, enfatiza.

Para ela, o empresário precisa enxergar a decoração como um investimento que atrairá consumidores de outros municípios para Marechal Rondon, assim como um estímulo ao próprio rondonense. “A valorização é essencial nesses momentos. Sabemos que com um comércio forte temos bons empregos e uma cidade cada vez melhor. O consumidor deve ter consciência e investir no comércio local, apostar no seu município”, evidencia.

De acordo com a vice-presidente do Comércio da Acimacar, empresário precisa olhar a decoração como um investimento (Foto: O Presente)

 

ACIMACAR REALIZA MAIOR CAMPANHA DE NATAL DA HISTÓRIA DA ENTIDADE

Com início previsto para o dia 16 de novembro, a Associação Comercial e Empresarial de Marechal Rondon (Acimacar) prepara a maior campanha de Natal da história da entidade. “Neste ano, serão três sorteios que totalizarão R$ 100 mil em vales-compras. No dia 30 de novembro acontece o primeiro sorteio de R$ 25 mil, no segundo sorteio, dia 14 de dezembro, serão mais R$ 25 mil e no dia 28 de dezembro serão R$ 50 mil”, detalha o presidente da Acimacar, Ricardo Leites de Oliveira

Ele diz que a campanha visa fomentar as vendas de final de ano do comércio rondonense. “Sabemos que esse não é o principal motivo para as pessoas comprarem em Marechal Rondon, mas é um incentivo a mais. O que ajuda muito são as promoções e as campanhas que partem dos próprios comerciantes para atrair os clientes”, ressalta.

 

DECORAÇÃO NATALINA TERÁ NOVIDADE E MAIS ATRAÇÕES

Os meses de altos e baixos devido à pandemia não vão ofuscar o Natal em Marechal Cândido Rondon. Mesmo com algumas restrições e cuidados especiais, a Secretaria Municipal de Cultura, pasta responsável pelas decorações natalinas, pretende promover atrações alusivas à data no município. Clique aqui para conferir a matéria na íntegra. 

 

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