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Marechal

Comitê Resistência e Solidariedade conclui quarta etapa com distribuição de mais 43 cestas

calendar_month 25 de agosto de 2020
3 min de leitura

O Comitê Resistência e Solidariedade, constituído por sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis com objetivo de fortalecer a solidariedade entre os trabalhadores do campo e da cidade para resistir contra a retirada de direitos da classe trabalhadora, lutar em defesa dos serviços públicos e pressionar os governos para agilizar as ações emergenciais necessárias iniciou suas atividades no mês de abril e, desde então, já desenvolveu quatro etapas de suas atividades, sendo a última concluída neste último final de semana, com a distribuição de mais 43 cestas emergenciais em Marechal Cândido Rondon, totalizando 187 cestas distribuídas diretamente pelo Comitê com recursos arrecadados através de doações individuais e das entidades sindicais.

Além disso, o Comitê viabiliza a doação de álcool em gel, máscaras face shield (viseiras), medicamentos, atendimento homeopático e roupas e cobertores para comunidades indígenas, bem como doação de roupas e de material de construção para o Quilombo Manoel Ciríaco dos Santos, em Guaíra. O Comitê também apoiou e participou da distribuição de 1.424 cestas básicas, em duas etapas, nas 14 aldeias indígenas de Guaíra e Terra Roxa feita pelo Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) e Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e apoiará na próxima semana a entrega de mais 712 cestas básicas para estas mesmas comunidades indígenas.

A distribuição das cestas, constituídas de 16 itens de alimentos e cinco de limpeza e higiene, visa amenizar a terrível situação vivenciada por crescente número de trabalhadores. A ausência de políticas efetivas e rigorosas para contenção da pandemia prolonga desnecessariamente a situação de crise, colocando o Brasil no centro mundial da pandemia com mais de cinco vezes mais mortes por milhão de habitantes que a média mundial. O país está há 14 semanas com média diária superior a 900 mortes diárias comprovadamente causadas pelo Covid, sem considerar o elevado número de mortes atribuídas à Síndrome Respiratória Aguda Grave e que não realidade também são Covid. Lamentavelmente estamos já há mais de cinco meses sem jamais termos tido uma política nacional de contenção rigorosa, que poderia garantir o controle real da pandemia de três a cinco semanas, como ocorreu em dezenas de países. A opção por não realizar uma política nacional de contenção prolonga a pandemia e seus efeitos, tanto para a saúde pública quanto para a economia. Mesmo reabrindo o comércio, não haverá recuperação da economia enquanto a pandemia não for controlada, e a experiência internacional mostra que uma eventual retomada das atividades nas escolas seria ainda mais trágica.

Os governos brasileiros continuam minimizando a pandemia e evitando medidas mais amplas de contenção. O governo federal segue deseducando a população, omitindo informações, restringindo testes, desprotegendo os profissionais da saúde e vetando leis imprescindíveis como a que torna obrigatório o uso de máscaras em espaço público. Além disso, o governo federal pretende reduzir o valor do Auxílio Emergencial, que é imprescindível para a sobrevivência de milhões. Não deixaremos de cobrar que o Estado cumpra seu papel. Mas enquanto isto não ocorre, fazemos o que é possível para minimizar a tragédia. Somos contra o desmonte do Estado, defendemos Saúde Pública para todos, como defendemos Educação, Previdência Social e Direitos que devem ser garantidos pelo Estado.

Com assessoria

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