A pandemia de coronavírus criou protocolos de distanciamento social e com isso muitas atividades foram suspensas ou precisaram ser adaptadas. No setor educacional não foi diferente. Depois de meses de aulas presenciais suspensas, estuda-se uma forma de os alunos retornarem à sala de aula.
Há cerca de um mês, o Estado, através de um comitê intersetorial, iniciou estudos visando criar protocolos para um retorno seguro das aulas presenciais. A Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) também criou um protocolo de segurança como sugestão e cada município deve se adequar a ele.
Em Marechal Cândido Rondon um comitê intersetorial foi criado nesta semana para discussão de protocolos de segurança viáveis para quando o retorno das aulas acontecer.
“Em nenhum momento falamos sobre data de retorno das aulas presenciais, porque realmente não temos. Nós seguimos a Secretaria Estadual de Educação (SEED), que não autorizou o retorno das aulas. Enviamos o protocolo, criamos o comitê e seguimos a sequência correta, mas em nenhum momento estamos discutindo sobre quando será esse retorno”, pontua a secretária Municipal de Educação, Marcia Winter.
Ela ressalta que o atual ensino remoto, quando do retorno das aulas presenciais, deve ser substituído pelo ensino híbrido, que prevê aulas presenciais durante uma semana e aulas remotas em outra.
SEGURANÇA
Nesse protocolo criado pela comissão intersetorial rondonense há uma série de atribuições, sendo elas da Secretaria de Educação e das instituições de ensino, tanto particulares quanto públicas, e organização pedagógica que as escolas terão que adotar, a fim de garantir a segurança dos alunos e professores. “Temos um protocolo sanitário, do qual a saúde participa com o setor de epidemiologia, com medidas de distanciamento físico, o que iremos fazer quando houver algum aluno suspeito de coronavírus na escola, além da organização do transporte escolar, merenda e espaços que antes eram divididos e hoje teríamos que ter esse cuidado para não ter aglomerações”, explica a secretária de Educação.
Além disso, está previsto o uso obrigatório de máscara por todos os alunos e professores, além da higienização das mãos com lavagem e álcool gel. Na sala de aula o distanciamento entre as carteiras dos alunos deverá ser de 1,5 metro.
“Há também um protocolo de aferição da temperatura de todos os alunos ao chegarem às escolas. O horário de intervalo será diferente em cada turma, ou seja, não terá um intervalo coletivo. Na saída também os alunos sairão por turmas, de forma escalonada”, expõe Marcia.
Segundo ela, a pasta está realizando um processo licitatório, que está quase concluído, para a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para alunos e professores. “Está sendo licitada a compra de máscaras para todos os alunos e professores, além de tapetes sanitizantes e termômetros”, relata.
NOVIDADES EM BREVE
A secretária de Educação destaca que nos próximos dias pode haver novidades, todavia, não se pode falar em data de retorno das aulas presenciais porque não há nada definido neste sentido. “Hoje temos uma portaria autorizando o ensino remoto, não temos uma portaria autorizando o ensino presencial. Acredito que nos próximos dias teremos respostas sobre essas questões”, reforça. “Temos esse comitê, esses protocolos prontos para quando houver uma data de retorno estarmos preparados para os alunos retornarem às aulas presenciais”, acrescenta.
De acordo com Marcia, as escolas particulares também são submetidas à SEED, que não autorizou nem escolas municipais nem as particulares a voltar às aulas. “O governador, há duas semanas, anunciou que iria fazer a liberação por núcleos, conforme as regiões do Estado estão em relação ao coronavírus”, revela.
ENSINO REMOTO
O ensino da rede pública municipal está sendo de forma remota, com entrega de materiais impressos para os alunos a cada 15 dias. “Há um cronograma das aulas semanais. Depois de 15 dias a família devolve as atividades que a criança fez. Os dias letivos estão sendo contados, então é muito importante que os alunos realizem as atividades. Não é porque as crianças estão em casa, que o ensino está sendo feito de forma remota, que não é importante realizar as atividades, muito pelo contrário”, alerta a secretária de Educação.
AUTONOMIA
Marcia explica que, segundo o protocolo que está sendo implantado, caso haja o retorno às aulas nas próximas semanas, as famílias poderão optar por mandarem ou não seus filhos para a escola. “É importante as famílias estarem cientes que eles têm autonomia de mandar seu filho para a escola ou não. Hoje o ensino é somente remoto, mas no retorno será híbrido. O ritmo das aulas remotas vai continuar. Há também o caso de alunos que se encaixam no grupo de risco, que continuarão com o ensino remoto, não irão para a escola”, finaliza.
Com assessoria